Browsing Category

Blogagem coletiva

Blogagem coletiva

Girl power

Eu fui basicamente educada por novelas, livros e filmes. Desde pequena é daí que vem minha visão de mundo e, como é de se esperar, eu já quis emular cada um dos grandes estereótipos femininos das “boas” histórias de ficção. Um que sempre me perseguiu, por exemplo, foi o da garota simpática, divertida e linda (sempre) que tem um milhão de amigos homens. Eu sempre quis ser one of the guys, porque parece muito legal nos filmes.

Só que eu tinha um problema: sempre me dei muito melhor com as meninas. Isso definitivamente era uma grande falha no meu plano. Ainda bem que eu cresci.

Nós somos criadas ouvindo que não dá pra confiar em mulher, que mulher é louca, é complicada, sempre vai estar pronta para puxar o seu tapete e aproveitar todas as chances de te derrubar. Ainda bem que a gente, cresce, aparece e, com alguma sorte, aprende a se desfazer desses conceitos idiotas que tem o único e exclusivo objetivo de nos separar, porque juntas nós seríamos poderosas demais para esse sistema — como observou muito bem outro dia a miga Ana Claudia.

A questão é que nenhum homem nunca vai nos entender como uma miga pode nos entender. Homem não sente cólica, não leva cantada na rua, não sofre pressão social para fazer as unhas, estar sempre depilado, não recebe menos para uma mesma função só por ser homem, não precisa se preocupar com tarados vinte e quatro horas por dia, só para dar alguns exemplos. Uma mulher, infelizmente, sempre vai saber exatamente o que você quer dizer.

Na ficção, a gente encontra muito a imagem da melhor amiga. Ela está lá em quase todos os livros em que a personagem principal é uma mulher. O objetivo desse post (mais um post coletivo patrocinado pela Máfia S/A — confiram mais nos blogs das migas Analu, Sharon, Chicó e Coutinha) era escolher um tema e dar dicas de filmes, livros, séries ou qualquer outra coisa que tivesse relação com ele. Eu escolhi amizade feminina, com toda a sinceridade, porque eu achei que seria fácil. Aí eu fui reunir as dicas e percebi que a coisa não é bem assim. Sim, as migas estão lá quase sempre. Mas muitas vezes estão à sombra de algum macho.

Então eu reuni o que eu pude, dentro daquilo que eu já li/ouvi/assisti, e vocês me mandem mais sugestões pelos comentários. Combinado?

Música

Breathe (2 am), Anna Nalick

Quando eu pensei no tema, a primeira coisa que me veio à cabeça foi essa música. Afinal, é uma miga ajudando outra miga, às 2 da manhã, pelo telefone, porque migas estão aí para receber ligações na madrugada e mandar a gente respirar quando necessário.

Série

Gilmore Girls

Só a amizade entre Lorelai & Rory já seria mais do que suficiente para colocar essa série (de novo, a série da minha vida) com muitas honras nessa lista. Mas não é só isso, porque a série toda é cheia de centenas de exemplos maravilhosos de amizade e companheirismo feminino. Amém. Tem Lorelai e Sookie, Rory e Lane, Rory e Paris, tem Ms. Patty, Babette, Emily. Tantas mulheres maravilhosas. Acho que vou parar esse post e assistir um pouco (brinks, não posso perder mais um dia de BEDA).

Filmes

Quatro amigas e um jeans viajante

Adoro esse filme por motivos de Alexis Bledel, amizade feminina maravilhosa, e paisagens maravilhosas da Grécia. Já perdi as contas de quantas vezes já assisti e tenho o DVD. É baseado em uma série de livros infanto-juvenis que ainda não li, mas um dia lerei (adoro).

Caçadoras de aventura

Não lembrava da existência desse filme, até ele aparecer no Top 5 sessão da tarde da Coutinha, dia 5. É um filme delicioso e super amor, que tem tudo a ver com o nosso tema.

Livro

A invenção das asas A vida secreta das abelhas, da Sue Monk Kidd

Só ia falar da Invenção das Asas, mas acho que os dois livros da autora têm tudo a ver com companheirismo e amizade feminina. Nos dois tem mulher ajudando mulher, mulher salvando mulher, mulher consolando mulher. São dois livros maravilhosos em todos os sentidos.

gilmoregirls

Essas foram as minhas dicas, e vocês podem continuar aí embaixo. Todas as indicações serão muito bem vindas para o meu acervo pessoal infinito (já pode ter mil vidas? pode).


Então, todo mundo já viu que ontem não teve post. A verdade é que eu não estava com nenhuma disposição para escrever. Não era só preguiça, era estafa mesmo, e eu resolvi que não ia me forçar, porque o objetivo do BEDA nunca foi me autotorturar.

A boa notícia é que isso não significa que eu desisti, e nem estou encarando como um fracasso. Seguimos com a programação normal do desafio até o fim do mês. Para compensar, estendo a brincadeira até o dia 1º de setembro. Combinado? Combinado.

Esse post é parte integrante do meu BEDA. Para saber mais sobre essa cilada leia esse post. Tem sugestão de tema ou pergunta para a minha pessoa? Deixe nos comentários ou entre em contato.

Blogagem coletiva

Querida eu do futuro,

Sempre tive dificuldade em escrever para quem não conheço. Você me conhece, mas eu não te conheço ainda. Não sei do que você gosta, como é sua aparência, onde está nem o que está fazendo. Seria tão mais fácil escrever para nós do passado. A verdade é que eu não tenho nada para te ensinar que você não saiba, então vou ter que apostar minhas fichas no fato de que você pode ter esquecido uma coisinha ou outra, e te lembrar do que é importante para mim agora, porque algumas dessas coisas podem ainda ser importantes, mas terem se perdido no caminho.

Eu escrevo pra você hoje diretamente de Olathe, Kansas. Hoje só estamos aqui de visita, mas é possível que você já tenha morado aqui por uma temporada. Será que a gente chegou a cumprir nossos planos de vida? Já vimos muito, conhecemos pessoas, aprendemos e desaprendemos muita coisa? Se não, espero que essa carta chegue até você a tempo de te lembrar que sempre dá tempo de realizar os sonhos. Mesmo que você não sonhe mais com isso, ainda deve sonhar com alguma coisa, certo?

Se a resposta for não, então a coisa é mais grave do que eu pensava. E meu trabalho, do alto dos nossos 23 anos de idade, é te lembrar que sonhar é importante, e mesmo que você ache que já realizou todos os nossos sonhos, o seu trabalho agora é arranjar sonhos novos para nós.

A família também é importante. Aquela de sangue e aquela que aparece no caminho ao longo da vida. Dê um abraço por mim em todo mundo de hoje que ainda esteja por aí. Estou ansiosa para conhecer aqueles que ainda não conheço. Mas, acima de tudo, dá um jeito de mandar um oi para aqueles que já saíram de cena, mas ainda fazem falta. Pessoas não são descartáveis e, se alguns se vão por algum motivo, tenho certeza que outros se afastaram só por descuido.

Se você ainda não achou algo que você goste de fazer na vida, amiga, melhore. Já passou da hora. Não dá mais pra ficar onde está. Levanta a bunda e se move. Tenho muitas expectativas para você, e espero que você esteja à altura de todas elas.

Preciso ir agora, hora de me arrumar para sair. E espero que você também tenha algo mais interessante para fazer do que ler um monte de coisa que você já sabe. A última coisa que eu espero que você saiba é que eu te amo, e várias outras pessoas te amam também. Você é importante e pode fazer o que quiser. Espero que já esteja fazendo.

Muitos beijos,

Você de antes.

Esse post é parte integrante do meu BEDA. Para saber mais sobre essa cilada leia esse post. Tem sugestão de tema ou pergunta para a minha pessoa? Deixe nos comentários ou entre em contato.

Blogagem coletiva

A Gente ama um trem errado

Quem passou por aqui no começo de abril provavelmente observou em primeira mão o flop gigantesco que foi a minha tentativa de BEDA. Vocês podem achar que esse fracasso foi, como deveria ter sido, uma lição para eu nunca mais tentar isso de novo na minha vida, mas vocês estão enganados.

tremerradomesolta

Mas quando Agosto se aproximou no horizonte, aquele velho comichão começou a tomar conta de mim de novo. Aqueeeele comichão que só dá quando a gente está com muita vontade de fazer algo obviamente errado. Então eu joguei o cuidado ao vento e usei todos os meus poderes de persuasão para convencer certas amigas maravilhosas a encararem a roubada comigo, e assim resolvi BEDAr. De novo.

Agosto chegou, e cá estamos nós, afinal.

lorelaihelpless

E então você acena com a cabeça, sorri e me pergunta: que merda você tá falando e o que diabos é BEDA, garota?

Simples. Blog Every Day August, ou seja, blogar todos os dias do mês Agosto. Nada demais, apenas um desafio ligeiramente suicida e que, com quase toda certeza, vai encher o blog de posts ridículos, sem pé nem cabeça e completamente sem noção. Ou seja, apenas uma boa desculpa para defecar pela boca por 31 dias seguidos. Por que eu resolvi fazer isso mesmo?

Que se dane. O que importa é que eu to tocando a vida com uma mãozinha dazamiga. O papel de vocês nessa história é me amarem e me apoiarem independente de tudo isso, e estarem avisados que esse projeto tem todo o potencial para falhar, mas que a gente vai se divertir — e se desesperar — bastante no caminho. Se estiverem se sentindo dispostos, podem também me ir me mandando perguntas (qualquer tipo de pergunta, liberem a imaginação) para um projetinho especial que vai rolar na segunda quinzena #suspense

rorydragons

Five years One month

Ah, e se algum dia na sua vida você já teve vontade de me ouvir falar sobre algo, essa é a hora perfeita para sugerir uma pauta. Bjos de luz.

Blogagem coletiva

Essas coisas boas desse mundão

Uma vida e meia atrás uma tal de Anna Chicória me indicou para um meme bacaninha chamado “As coisas mais legais do mundo”, criado pela Karol Pinheiro. A proposta é bem básica: listar suas coisas favoritas dentro dos tópicos estabelecidos.

Amo listas e amo falar sobre meus gostos, então se você (por algum motivo que eu nem posso começar a imaginar) quer saber um poquito mais sobre a minha pessoa, vale uma espiada nas minhas respostas aí embaixo. Mesmo que elas não façam total sentido.

1)      Decoração: bagunça organizada, cor e luz

2015-06-15 21.36.01

Eu gosto de calor. Calor humano, calor climático (?) — calor, apenas calor. Na decoração, a forma que eu sinto o calor é na quantidade de luz que tem no ambiente. A gente pode falar em minimalismo, tranqueirismo(?), ou qualquer outro conceito, mas para mim a sensação de bem estar está ligada mesmo é à luz natural que entra pela janela.

O segundo conceito é “bagunça organizada”. Aquilo que parece um monte de coisas espalhadas ao acaso, mas na verdade tudo está no seu lugar no espaço.

Fora esses, que são os pontos centrais, meus gostos atualmente se resumem a cor e significados. Quanto mais cor e vida, melhor. E meu pseudo-minimalismo é meio distorcido e se reflete em usar a menor quantidade possível de “coisas por coisas”. Mil vezes minha parede coberta de fotos (essa da foto ali em cima) do que qualquer quadro phyno que eu não possa comprar.

No meu quarto, cada peça de decoração tem seu valor sentimental (exceto as almofadas e o tapete, esses são pra se jogar mesmo). Os quadros da minha sala, idem.

2)      Livro: Comer, Rezar, Amar

eatpraylove

Então que depois de passar anos enrolando para ler esse livro, o momento dele chegou. Como eu já falei, o timing foi absolutamente perfeito, e ele reflete tão completamente a minha fase atual de vida que qualquer outra coisa que eu sonhasse em incluir nesse tópico seria apenas rudículo ridículo.

Liz sou eu, eu sou Liz. Minha viagem ainda não chegou, mas todo o resto já está aqui.

3)      Viagem: o mundo

viage

Eu poderia colar aqui a lista (bizarramente longa) de todos os lugares que eu quero conhecer o quanto antes que eu tenho aqui guardada e em desenvolvimento. Eu poderia tentar resumir e falar nas próximas viagens que estou planejando. Mas eu não vou fazer nada disso. Porque a única verdade completa é que eu quero ver o mundo. E vou, “logo”. Me aguardem.

4)      Música: Clean ou Photograph

edinho

É apenas a minha cara empacar em alguma coisa em determinados momentos e ficar lá. Nos últimos dias (semanas?), musicalmente falando, o que não tem saído do repeat do celular são essas duas músicas específicas: Clean, da TayTay, e Photograph, do Edinho. Os incomodados que se retirem.

Por algum motivo, essas duas músicas estão casando em comunhão total de bens com os meus sentimentos. Nada me faz sentir tanto alívio e liberdade quanto os ritmos das duas e tenho certeza que Letícia, a roomie, está procurando no google formas de bloquear a função repeat do tocador alheio (mas ela me ama).

Se vocês me derem a liberdade de colocar só mais “um” item na lista, também preciso declarar minha paixão secreta(?) pelo The Lonely Hour, o CD do Sam Smith.

5)      Sapatos: havaianas nossas de cada dia

havaianas

Eu poderia tentar inventar moda, mostrar modelos que eu admiro, coisas que acho lindas e gostaria de ter/usar, mas verdadeira e absolutamente, o único calçado que possui e sempre vai possuir completamente o meu coração são esses clássicos brasileiros (e cariocas). Uso como estilo de vida: para ir ao mercado, à praia, ao shopping, ao bar do outro lado da rua, pra casa dos pais, pra casa das amigas. E, meus queridos, I’m not even sorry.

6)      Maquiagem: é de comer?

comerbatom

Eu não uso maquiagem, desculpa sociedade. Mesmo com o queixo cheio de marcas do meu último surto de adolescência tardia, é raro eu passar um corretivo na cara. Prefiro enfrentar o mundo com a cara de bunda que deus me deu and I think that’s beautiful.

Já fui de usar lápis de olho todo dia para ir à escola, já fui de tentar passar rímel e corretivo pra enfrentar o cotidiano. Nunca durou. A verdade é que eu convivo bem o suficiente com a minha cara de fuinha e o mundo que lide com isso. Especialmente depois que a minha experiência antropológica recente de ir à balada sem maquiagem (sim, conto isso pra vocês dia desses) me mostrou que era muita energia pra pouco ganho.

7)      Ídolo: ???

eumeamo

Pensei pensei pensei. Queimei minha mufa pensando e cheguei à conclusão: nenhuma. Tenho trabalhado em fazer de mim meu próprio ídolo nos últimos tempos e tem funcionado muito bem, obrigada.

Só pra parecer um pouco menos egocêntrica, vamos citar Liz Gilbert como meu role model e fingir que eu não desviei do ponto e não fui egocêntrica.

8)      Doce: torta de limão e bolo de laranja

yum

Duas coisas que amo de paixão, posso comer pelo resto da vida e nunca vou me cansar. Se me colocarem um pedaço de cada na frente e me disserem que só posso escolher um, vou cair no choro e morrer de fome, porque não sei escolher entre meus dois amores (e porque adoro um drama hipotético).

A verdade é que ainda não inventaram nada mais gostoso do que o contraste do azedinho do limão/laranja com o doce do merengue/açúcar que vem em cima. Meu estômago chora só de pensar.

9)      Foto: <3

IMG-20150605-WA0007

Essa foto basicamente reúne tudo o que eu amo/sinto atualmente: minhas pessoas (representando muitas outras que não estavam aí), luz, alegria. Só consigo olhar para ela e sentir uma sensação total de leveza e de que tudo está bem no mundo.

10)   Blog: Minha Vida Como Ela É

computer-love

Não consigo imaginar uma blogosfera em que Analu não esteja. É um dos blogs que eu conheço há mais tempo e se tem uma certeza inabalável que eu tenho nessa vida é que, não importa o quanto eu vá e volte, ela vai estar sempre aqui. Sempre assídua, sempre sentindo. Visitar o MVCEE é tipo voltar para casa — inclusive, é a primeira coisa que eu faço sempre que eu volto.

Blogagem coletiva, Listômetro

7 dicas para não desanimar do blog logo de cara

dicasrotaroots

Quem sou eu na fila do pão pra achar que posso dar dicas para alguém, eu pergunto. Logo eu, que já fui e voltei tantas vezes nessa vida blogueira, sem jamais encontrar meu lugar ao sol. Mas já fui (e sou, sempre) blogueira iniciante e, depois de dez anos de caminhada, se tem alguma coisa sobre a qual eu sei é desanimar.

Listas de dicas de como manter/construir um blog interessante a gente encontra aos montes (normalmente com os mesmos itens), e podem acreditar que não tem segredo mesmo. Então achei melhor focar em outro ponto e espero que isso ajude algum colega iniciante desanimado nesse grande mundo blogueiro que a gente tanto ama.

1. Faça porque você gosta. Tá, meu objetivo era dar dias um pouquinho diferentes das que você encontra por aí, e eu começo já falando algo que todo mundo já sabe. Mas é que esse é o ponto fundamental, amigos. Mesmo falando sobre algo que você ama mais que tudo, vai bater o desânimo; então imaginem vocês se você fizer por obrigação. Eu sei que todo mundo quer ser lido, mas não façam pelos outros. Não é pra isso que isso aqui serve.

2. Aceite que ninguém vai ler o que você escreve. Pelo menos no começo. É assim que são as coisas. Não dá pra chegar acreditando que você vai colocar seu blog no ar e no segundo seguinte pessoas de todos os cantos da internet vão descobrir sua existência no mundo e correr pra ler as suas palavras. Não é assim que a banda toca. Em primeiro lugar você tem que ter conteúdo bom, que interesse, e depois você precisa passar por todo aquele processo de networking e linkbuilding e comentar em outros blogs cujos donos algumas vezes não vão nem se importar em responder sua gentileza. Mas alguém que esteja na mesma situação que você, ou que seja apenas uma pessoa legal, vai te achar em algum canto, e é assim que as amizades começam nesse meio. Leva tempo, leva esforço, mas compensa. E até chegar lá, você tem que manter o ânimo. Como? Volte uma casa e leia o item 1 de novo.

everybodyhatesme

3. Explore HTML, personalize a cara do seu blog, tenha ideias novas. Podem parecer dicas de como criar e manter um blog legal, mas pra mim são apenas coisas divertidas que ocupam meu tempo e me fazem amar esse espaço que é a minha casinha virtual. Eu morro de raiva quando quero fazer algo com o layout e não consigo de jeito nenhum (o que acontecia muito no blogger e por isso saí de lá, bjos), mas quando tudo dá certo e uma modificação pequena no código dá um efeito visual brutal na página, eu me sinto quase com superpoderes. Pode ser coisa de louco, talvez eu seja a única retardada que faz essas coisas por diversão (duvido). Mas tenta, talvez você goste também. E eu te garanto que vai aumentar muito sua conexão e amor pelo seu blog.

4. Faça amigos. Eu não chegaria ao ponto de dizer que isso é o objetivo principal de um blog. Se fosse, eu pouparia todo o tempo que gasto aqui e iria pra esquina puxar papo com estranhos. Mas é uma parte muito legal desse mundo. Conheça pessoas que já estão por aqui, traga seus amigos pra esse buraco negro e receba os recém chegados – você pode acabar conhecendo as pessoas mais sensacionais da sua vida (vocês sabem quem são <3). E é divertido à beça entrar em furadas em conjunto, inventando memes, tags e blogagens coletivas cazamiga.

5. Abrace a pequeneza. Não comece achando que seu blog vai ser enorme. Ele pode até ser, mas provavelmente não será. Se é isso que você quer, trabalhe duro e foque no objetivo (ainda que não haja garantia que você vá conseguir). Mas só porque o seu blog é pequeno, não significa que ele não valha a pena. Se uma pessoa te ler, você já fez a diferença, com a vantagem de que você pode estabelecer uma relação mais próxima com essa pessoa do que se fossem 100, e que você pode falar mais asneiras sem medo das consequências que isso vai causar no mundo. Blogs pequenos têm suas vantagens, não sejamos megalomaníacos e vamos aprender a jogar o jogo do contente, meu povo.

6. Isso que você está pensando em escrever, escreva. Mesmo que pareça uma ideia idiota. Às vezes não é. Ou às vezes até é, mas quem se importa? O espaço é seu, e você tem autorização pra escrever o que você bem entender. Quando a gente começa a policiar demais as ideias, elas fazem greve, e crise criativa é mil vezes pior do que textos possivelmente idiotas (além de poder matar toda a graça de blogar).

lookinheart

7. Se o desânimo bateu e você não está mais a fim, dê um tempo. Paciência. Talvez você volte um dia, talvez não. Eu digo que se você realmente gosta da coisa, você vai acabar voltando, porque sensação nenhuma no mundo substitui essa. Então para de se forçar e vai viver a vida. Enquanto você estiver se obrigando a fazer algo que não quer, isso não vai voltar a ser divertido.

 

Bem, amigos, essas são as minhas dicas nada revolucionárias, mas que vêm do coração. Essa blogosfera é linda e está mais que viva, então dancem e curtam porque o espaço é nosso.

lostwithoutblog

blogger.

 

Essa postagem foi desenvolvida a partir de uma das pautas do mês de março/2015 lá do Rotaroots. Quer saber o que é? Dá uma olhada aqui.

Blogagem coletiva

Parem de tentar fazer o barro pegar, os blogs não vão morrer

blogosferaimortal

Desde os tempos de Nostradamus que o povo vem curtindo essa ideia de anunciar o apocalipse a morte dos blogs. Não sei qual a graça nisso, mas volta e meia surge um sujeito divulgando a “novidade”, como se tivesse descoberto a pólvora. A única resposta que eu tenho é que estou aqui há uns dez anos e ainda não vi acontecer. Mas continuem tentando, quem sabe um dia vocês acertam.

A questão é que, daqui de onde me encontro, eu não consigo vislumbrar o fim dos blogs nem tão cedo (a não ser, claro, que no meio tempo a gente realmente passe por um apocalipse e a internet como um todo acabe). O ponto central é que, assim como os blogs não mataram e nunca matarão as mídias tradicionais, as mídias sociais não estão matando nem nunca matarão os blogs. O que eu não consigo é compreender a dificuldade de se assimilar uma ideia tão simples, gente.

Não precisar ser nenhum gênio para enxergar isso, basta pensar um pouco. Em que universo as redes sociais têm a mesma função de um blog? No meu, te garanto que não. E sabem porque não? Porque as redes sociais, como o próprio nome diz, são palcos específicos para interação social, com alguns debates pontuais de ideias onde todo mundo tem o mesmo peso e mete o bedelho quem quer.

Os blogs não. Os blogs são o espaço de seu respectivo dono dizer o que bem entender sobre o que bem entender. Existe o espaço dos comentários, claro, e a comunicação é importante, sim. Mas não é absurdo acreditar que, mesmo se um dia eu me revoltasse e fechasse os comentários, alguém ainda poderia se interessar em vir aqui única e exclusivamente para ler o que eu penso. E o que acontece se o Facebook resolve que ninguém mais vai poder comentar nada?

Eu obviamente posso dar a minha opinião sobre qualquer coisa no Facebook, Twitter, na porta do banheiro da escola ou gritar nos corredores do shopping. Mas nenhum desses é um espaço (meu, como bem ressaltou o Rodrigo Ghedin) criado e concebido exclusivamente por mim, para abrigar as minhas opiniões e onde eu faço o que bem entender.

Nunca vi ninguém divulgando por aí que as fanfics iam substituir os livros, porque acho que é bem óbvio que se tratam de duas coisas diferentes. Mas então, gente, com os blogs é exatamente a mesma coisa.

O fato de que um blog – ainda que grande – “morreu” (como muitos morrem todos os dias) não significa que a blogosfera como um todo está agonizante. Os católicos como grupo não morrem toda vez que um papa morre, os cidadão americanos não caem duros quando um presidente é assassinado e eu acho um pouco precipitado você dizer que o mundo dos blogs está morrendo porque um blogueiro resolver fazer algo melhor outra coisa da vida.

Parem de ser alarmistas, o mundo não acabou em 2012 e os blogs não vão acabar agora. Não enquanto eu estiver aqui, e você, nem enquanto algum dos links do meu blogroll (que eu ainda preciso organizar e colocar no ar hehehe) estiver ativo. Nada acabou até o último dos moicanos trancar a porta e apagar a luz. E eu realmente duvido que isso vá acontecer tão cedo.

meninas-malvadas9

Essa postagem foi desenvolvida a partir de uma das pautas do mês de março/2015 lá do Rotaroots. Quer saber o que é? Dá uma olhada aqui.

Imagem original via.

Blogagem coletiva, Música

Minha história em dez músicas

Eu sei que meu último post foi uma tag, o que significa que, pelos meus comportamentos perfeccionistas, eu não deveria postar outra “blogagem coletiva” agora. Mas a Anna desenterrou esse meme de algum lugar, convocou as tropas e eu apenas não sei resistir a uma furada.

1. Uma música que te lembre um momento bom.

Elephant love medley – Essa música não me lembra um bom momento, na verdade. Me lembra vários. Vários dias dos bons tempos de escola em que eu fazia dueto dessa música com a Naty apenas porque sim, porque era legal saber a letra toda e o que entra onde. E porque Moulin Rouge.

2. Uma música que defina a sua vida.

Unwell (Matchbox Twenty) – De uma maneira bem perturbadora, essa música virou o tema oficial da minhas personagem nessa vida aos doze anos de idade, e nada mudou desde então. Afinal, eu não sou louca, só estou um pouco indisposta. Mas fiquem mais um pouco e talvez vocês vejam um outro lado de mim. Né, gente?

3. Uma música que te faz dançar na balada.

Timber (Pitbull feat. Ke$ha) – De todas as muitas músicas que me dão vontade de dançar, essa tem um pode especial. Viro quase uma lacraia com convulsão, e I’m not even sorry. Não sei que tipo de demonho me possui nesses momentos. Me julguem.

4. Uma música que foi tema de algum relacionamento.

Sumertime sadness (Lana del Rey) – Okay, né. Acredito que não seja o que vocês esperavam, mas como o item não dizia que tinha que ser um relacionamento romântico, escolhi essa que acabou se tornando o melô das aventuras do casal fictício Clara e Marina nas noites cariocas (apenas entendedores entenderão, sorry). Bons tempos.

5. Uma música que sempre te faz chorar.

All of Me (John Legend) – Espero que nesse ponto da vida vocês já estejam sabendo perfeitamente que eu sou uma máquina desgovernada impulsionada por sentimentos. Eu apenas não tenho controle, e nem meu chorômetro, o que significa que não é difícil me pegar aos prantos com livros, filmes e séries. Agora, com música, essa foi a primeira. Não que meu coração não se parta em mil pedaços ouvindo muitas canções. Mas essa me faz apenas abrir o berreiro em qualquer lugar (true story, já chorei até em ônibus com ela).

6. Uma música que seria toque do seu celular.

Blow  (Ke$ha) – Essa foi uma escolha meio aleatória, apenas porque a risadinha sinistra do começo sem-pre me assusta e achei que poderia ser diver(?) ter como toque. Pelo menos das primeiras dez vezes que o celular tocasse.

7. Uma música que você gostaria de tatuar.

Wake me up (Avicii) – Como bem disse Analu, não tenho vontade de tatuar nenhuma música no corpo, mas gosto pra caramba da letra dessa música, e é algo que eu super tatuaria na alma como símbolo do meu momento de vida atual.

8. Uma música que te deixa com vontade de ficar com alguém.

Kiss me (Ed Sheeran) – Essa música faz meu coraçãozinho tremer junto com algumas outras partes do meu corpo, gente. Logo, ela me faz sentir exatamente como eu gostaria que alguma pessoa me fizesse sentir, fisicamente falando (com um toquezinho também de emocional, por que não?).

9. Uma música em que você está viciada agora.

Stay (Taylor Swift) – Infelizmente, não tem vídeo, mas é uma música que me faz cantar com a alma durante os meus banhos semanais com TayTay (tomo banho todo dia, só mudo a trilha sonora, tá?), apenas porque sim. Não sei. Ando meio viciada no CD como um todo, mas resolvi escolher essa porque foi a primeira que veio na minha cabeça — logo, devemos ter alguma conexão emocional especial.

10. Uma música que faz as pessoas lembrarem de você.

Também roubei nesse item. Roubei duas vezes, na verdade. A primeira porque fui correr atrás de umas amigas pra responderem a questão por mim, a segunda porque acabei escolhendo duas músicas.

Buquê de flores (Thiaguinho) – Apenas imagino a cara WTF de vocês nesse momento. Mas tem uma história por trás. Lá pelos idos de 2012, entrei em contato (pela milésima vez) com essa música de alguma forma e pus-me a refletir. A reflexão virou uma publicação no facebook (abaixo), e a epifania foi tão marcante que sobrevive até hoje no imaginário popular. Em minha defesa, ainda acho que eu estava certa.

Do I Wanna Know? (Arctic Monkeys) – Porque é uma música sensacional, porque sim, porque eu entro em loops eternos e errados com ela, e porque eu fiz minha amiga prometer me abraçar quando essa música tocasse no show. Só para registro: ela cumpriu a promessa.

Fim de meme, foi muito legal brincar com vocês. Amei bizarramente responder a essas perguntas, mesmo porque a esmagadora maioria das respostas simplesmente tenha surgido na minha mente de forma espontânea. E quem me conhece sabe, também, que eu baseio parcela importante da minha vida na espontaneidade (inclusive na hora de nomear objetos).

Espero que tenham gostado e deixem o link das suas respostas para eu conferir, caso resolvam brincar também.

Blogagem coletiva, Pessoal

Ensaio sobre a beleza

Vocês já viram esses “experimentos” loucos que fazem para desmentir pesquisas que dizem que tal padrão é socialmente considerado mais bonito que outro? Tipo aquele em que pegam rostos de famosas consideradas lindas e fazem com que ele fique perfeitamente simétrico, e o resultado é bizarro. Ou aquele outro em que misturaram as feições das 20 mulheres consideradas como as mais bonitas do mundo e saiu um troço muito estranho?

Pois é, tudo isso está aí para mostrar que, além de subjetiva, a beleza não é definível. Simplesmente não dá para dizer que tais características fazem uma pessoa bonita e tais fazem uma feia, porque na prática o que a gente vê é uma coisa completamente diferente. Se isso não é uma evidência fortíssima de que o conceito de beleza, na real, não existe – então não sei o que seria.

Ainda assim, em algum lugar no meio do caminho as pessoas resolveram que pra ser bonito precisa ser perfeito e vice versa. Jamais saberei dizer se foi isso que causou todo esse furor por photoshop, plástica e maquiagem ou se foi o contrário (o ovo ou a galinha?), mas o que importa é que – convenhamos – essa história toda já passou dos limites há muito tempo.

O que eu vou dizer agora vai causar algum escárnio, mas eu não ligo a mínima e vou dizer mesmo assim. Não é normal que meninas de 12 anos se encham de reboco pra ir à escola todos os dias. Não é normal que as pessoas se sintam na obrigação de se pintar mesmo que não estejam nem um pouco a fim. Não é normal achar que as mulheres têm obrigação de passar maquiagem todos os dias, e menos ainda pensar que alguém precisa disso pra ser bonito.

Vocês entenderam tudo errado, isso não é beleza. Beleza é algo que já nasce com as pessoas. Beleza é a forma que a pessoa se enxerga. E a cada dia que as pessoas passam acreditando que precisam de meios artificiais para serem bonitas, uma fada morre em algum lugar.

A vida atualmente já é estressante por si só. Tem o trânsito, o trabalho, a necessidade de se virar em mil para lidar com todos os papéis que assumimos (ou que os outros assumem) para nós. Aí por cima disso tudo, a gente assume a responsabilidade de parecer perfeito para o mundo. Porque antes parecer o que não é do que assumir as próprias imperfeições, né?

Não, claro que não. Mas esse é o pensamento reinante. E isso é perigoso a tal ponto que, ainda que conscientemente saibamos que ninguém é perfeito, a gente começa a acreditar que apenas nós temos defeitos.

Essa discrepância cada vez maior entre o que somos por dentro e o que queremos parecer para os outros está levando o mundo para o buraco. Esse é, sim, um dos grandes males da humanidade. É, sim, causa de muitos casos de baixa autoestima, depressão, anorexia, bulimia e tantas outras doenças. Como isso pode ser algo bom? Como pode ser normal?

É por esses motivos que eu considero o projeto #stopthebeautymadness tão importante, por isso que eu apoio fervorosamente e por isso que levo, e continuarei levando, para o lado pessoal cada atrocidade e babaquice que falam a respeito dele. Vocês podem achar que é brincadeira, que só estão fazendo graça. Na real, vocês estão apenas brincando com coisa muito séria.

Esse tema foi uma das pautas do mês de setembro do projeto Rotaroots.

Blogagem coletiva, Ficção

Me escreva uma carta sem remetente

A campainha tocou. Era o carteiro. Isabel não entendeu porque o homem resolveu tocar a campainha justamente naquele dia, mudara-se para lá havia três anos e estava começando a acreditar que as cartas se materializavam em sua porta por intervenção divina.

Pegou o único envelope que ele lhe estendeu e agradeceu. Esperava que o carteiro se virasse e fosse embora continuar seu trabalho, mas o homenzinho continuou parado enquanto a observada. Resolveu devolver o olhar, porque ficou sem graça de simplesmente fechar a porta em sua cara, e ele finalmente se manifestou.

-– Carta estranha essa, não é? – ele perguntou.

Pela primeira vez ela prestou atenção no envelope, era vermelho e pequeno. De um dos lados, seu nome e endereço escritos em uma letra desleixada. De outro, nada.

Ela observou aquilo atordoada por alguns segundos, e então voltou a olhar para o homem tentando aparentar uma irritação indiferente.

-– Com certeza é só uma propaganda.

Finalmente entendendo a mensagem, o homem desejou bom dia e se foi.

Isabel voltou para dentro do apartamento com a carta na mão sem saber o que fazer com ela. Talvez realmente fosse apenas propaganda, mas sentia uma sensação estranha, como se algo dentro dela soubesse que não era.

De repente flashes surgiram em sua mente. “E como vou fazer se eu precisar de você?”, a voz masculina sem rosto perguntou angustiada; “me escreva uma carta sem remetente”, sua própria voz respondeu.

A moça não sabia de onde vinham aquelas lembranças, mas tinha certeza de que eram mesmo lembranças. Não reconhecia a voz masculina que falara com ela, mas sabia que havia algo que precisava lembrar.

Abriu cuidadosamente o envelope e tirou um pequeno pedaço de cartão branco e liso que continha apenas uma única palavra.

Max

A única coisa que tenho que dizer sobre esse texto é: “mil desculpas”. O tema da vez no Desafio Blogueiro foi ‘me escreva uma carta sem remetente’, e isso foi o melhor que saiu de minha cabecinha oca.

Como a estória prometia ser bem longa, achei melhor parar por aí e deixar vocês bem curiosos. Se o ibope for bom, posso até considerar continuar! Então me amem e sejam bem bonzinhos comigo.

Blogagem coletiva, Ficção

Noite na ilha

Estava visitando a Bienal no sábado quando no meio da confusão e empolgação acabei presa lá durante a noite. O que não imaginava é que aquela noite não seria apenas eu e os livros. Algo impensável e que talvez você nem acredite aconteceu.

Tudo começou quando eu aproveitava para conhecer tudo de novo em paz e silêncio. Entrava em todos os lugares proibidos, lia um trecho de livro aqui, outro ali. Foi então que comecei a ouvir um barulho. A princípio parecia um zumbido, como um mosquito, mas pouco a pouco foi aumentando. Parei no meio de um corredor e olhei para a fonte daquele ruído, forçando os olhos para enxergar na semi-escuridão. E então veio o choque.
Eis que vem em minha direção uma onda gigante. De onde veio água no meio de uma feira de livros?, você pode perguntar, mas não era de água que a onda era feita. Era de livros. Uma verdadeira maré de livros. A tal onda tinha uma dimensão tal que chegava a tocar o teto. Vinha a uma velocidade enorme pelo corredor onde eu estava. E o barulho já era ensurdecedor.
Tomando finalmente consciência da situação, desatei a correr e fugir da ameaça, mas não importava o quando eu me esforçasse, ela estava cada vez mais próxima. Finalmente, quando ela estava a menos de dez metros de me engolir por completo e uma parece interrompeu meu caminho, desisti e resolvi aceitar meu destino. Pelo menos era uma maneira poética de morrer. Ainda deu tempo de vislumbrar em um átimo de segundo as manchetes de jornal do dia seguinte contando minha história e meus pais chorando, até que um barulho diferente e abafado pelo som da onda atingiu meus ouvidos.
Olhando para os lados, vi algo vindo em minha direção, parecia uma vassoura. Quando chegou perto o suficiente percebi que havia alguém montado nela, e o barulho que ouvia era uma voz.
A figura sobre a vassoura estendeu uma mão, que eu segurei firmemente, e subimos no ar, para longe da ameaça. Foi só então que percebi de quem se tratava. “Harry Potter?!“, perguntei. E não é que era ele mesmo? Voamos por pouco tempo, até pousarmos em um lugar alto. Uma ilha rodeada de livros.
Está com fome?“, Harry perguntou. Ao que assenti com a cabeça. A corrida tinha servido para abrir meu apetite. Ele me guiou por alguns caminhos, até que chegamos a uma enorme mesa que parecia posta para o chá. Havia algumas pessoas já sentadas.
Assim que nos aproximamos, ele me apresentou a uma menina que ocupava a cabeceira. “Paloma, essa é Alice“. Cumprimentei Alice e os outros integrantes e sentei no lugar que me indicaram. Harry desculpou-se por não poder ficar e sumiu pelo mesmo caminho que tínhamos usado para chegar até ali.
Depois do chá, andamos um pouco olhando o mar de livros em volta ir e vir ao sabor da maré. Conheci, então, Sarah Crewe, que me contou algumas histórias, até que finalmente adormeci.
Quando acordei, já era dia e os primeiros visitantes já andavam em volta de mim. Olhei em volta e nada dava a menor pista do que tinha acontecido ali na noite anterior. Levantei e me preparei para ir para casa. Sabia que não adiantaria procurar nenhum de meus novos amigos por ali, e para mim só restaram as lembranças daquela noite fantástica.
Quer saber o que realmente aconteceu no meu passeio na Bienal? Leia aqui.