Ficção

Lembrando, só que ao contrário

Lembram do texto de ontem? Aquele sobre o Louis? Bem, ele não era meu. De quem foi, não sei ainda. assim que souber edito aqui. Tudo foi uma brincadeira pra lá de mafiosa que consistia em tentar copiar o estilo da amiga, e nós teríamos que descobrir quem escreveu qual texto.
Eu achei que a amada que me tirou foi gênia, foi no ponto. Escolheu um tema sobre o qual eu escreveria, misturou fatos e sentimentos, o que eu sempre acabo fazendo, mesmo quando não quero, e ainda mostrou que fez o dever de casa citando o Mike (que morreu de forma trágica) e a sugestão do meu avô quanto ao piano (o que, de fato, procede, e que me fez rir). Nadinha do texto faria alguém suspeitar que não fui eu quem escreveu, muito menos me deu uma pista de quem foi. Ainda estou na expectativa!

Para as muitas que ficaram especulando sobre a espécie do Mike, vou acabar com o mistério: Mike era um violão, que acabou virando cacos de violão. Na verdade o nome do sucessor dele era Glauco, mas a partir de agora é Glauco Louis. Um dia desses posto a história real aqui, com direito a foto (me cobrem).

A pessoa que eu tirei, por sua vez, já sabe que fui eu a autora da desgraça. Escolhi me entregar logo no título desse post. A dita cuja também tinha me descoberto já, ou pelo menos é muito boa de chute. Analu, isso está me consumindo: onde eu me entreguei?? Meu texto de 1º de abril estava aqui, no blog da Analu, essa linda ♥.
Nem preciso dizer que pirei quando caí justamente com ela no sorteio. Por dois motivos: é o blog mafioso que acompanho há mais tempo; e é alguém que tem um estilo de escrita totalmente diferente do meu. Essa última parte descobri quando fui fazer minha pesquisa de campo, virando o blog dela do avesso. Eu explico: Analu é toda fatos, está pra nascer alguém com tantos acontecimentos pra dividir com o mundo! Enquanto isso, eu, ainda quando tento começar com um fato, acabo perdendo o fio da meada e me desvirtuando no meio do caminho, geralmente antes disso. O ponto número dois é que Analu conversa com o interlocutor, em cada texto parece que a linda está do seu lado, contado uma história. E eu me acho mais intimista, escrevo mais como se estivesse falando sozinha.
O último e maior dos meus desafios, porém, porque significava não só ter que quebrar a cabeça, como aumentava o risco de me entregar, é o tamanho dos textos da criatura. Eu, mesmo quando tento ser prolixa, não consigo. Os textos dela, em geral, são significativamente maiores que o meu padrão. Imagina tentar me estender, e ainda não me entregar!
Com todas essas coisas, e mais algumas outras, na cabeça, o primeiro desafio foi escolher o tema. Comecei com algo básico, decidi por uma homenagem ao blog (dela, claro; antes que alguém pergunte), mas dois parágrafos mais tarde percebi que aquilo não ia dar certo. Escolhi, então, outro assunto: o nascimento de uma certa irmãdade, que achei que poderia ser interessante, até perceber que ia requerer conhecimentos que eu não possuo. Por fim, achei que a minha saída seria misturar fatos e imaginação, ou seja, não inventar algo que já aconteceu, mas algo que ainda vai acontecer. E assim se deu o parto do “Lembrando, só que ao contrário”.
Por fim, entes de encerrar, só queria dizer que essa foi uma das brincadeiras mais educativas, difíceis e fantásticas da qual eu já participei, apesar da pequena confusão que causou. Ter tirado a Aninha, com todas essas dificuldades que eu já expliquei, me ensinou muitas coisas que eu planejo tentar incorporar nos meus textos a partir de agora. Eu sei que fiquei longe do padrão das meninas − que foi surpreendentemente alto pra um jogo tão difícil −, mas espero não ter decepcionado demais ela. Enfim, isso tudo foi como ter acesso a toda uma nova dimensão do ato de escrever, e me fez ver o quanto eu ainda tenho para estudar e crescer nessa vida.


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7 Comments

  • Reply Vanessa 2 de abril de 2012 at 19:54

    TO EM CHOQUE!!!! E eu achando que a Analu tinha feito o seu HAHAHA
    Seu texto foi o mais lindo, o mais emocionante, o mais tudo! Chorei horrores.

  • Reply Amanda 2 de abril de 2012 at 19:59

    ONDE CURTE? Que coisa linda sair com a Aninha! E que responsa, hein? AHAZOU, PALOMINHA!

  • Reply Anna Vitória 2 de abril de 2012 at 20:28

    Que choque, Jesus! Tô errando todos os palpites! Arrasou no tema, Paloma, se tem alguém que certamente iria adorar mais que todas descrever todos os pormenores do nosso sonhado encontro seria a Analu! Coisa mais linda o que voc~e escreveu <3

  • Reply Tary ♥ 2 de abril de 2012 at 21:14

    É uma responsabilidade danada sair com a chefa, Palominha! Né? Mas você arrasou, fez um trabalho incrível mesmo. O texto ficou exatamente o que o nosso encontro nacional será: um sonho.

    <3

  • Reply Mayra 2 de abril de 2012 at 22:49

    Quando ela disse que achou que tinha sido você, comecei a cogitar a possibilidade, mas não achei que vc teria conseguido fazer algo daquele tamanhão, e não é que conseguiu? Mil parabéns, sua fofa! Agora estou ainda mais ansiosa pelo nosso encontro <3

  • Reply Ana Luísa 2 de abril de 2012 at 23:31

    Sua COISA FLOR! Eu achei uma delícia aquele texto, combinou totalmente com meu blog frufru de florezinhas, e juro que você não se entregou! Eu que senti um feeling, e enquanto 90% da máfia berrava que a Bruna tinha me tirado, eu tinha certeza: Era a dona da Pô!!
    Obrigada pelo carinho, pela dedicação, e por esse post lindo de revelação! Eu adoro você ainda mais depois de tudo isso!!!
    Beijo, linda!

  • Reply marcela 3 de abril de 2012 at 10:53

    Eu não achei que vc tivesse tirado a Analu, mas relendo o teu texto vejo que ele é tão fofo e lindo que vc duas escreveram em dupla kkkkkkkkkk e o teu texto eu jurava que tinha sido a Cih!

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