Livros

Orgulho e Preconceito

Voltando à minha rotina de leituras, o que eu estou lendo agora é um coisinha de mil trezentas e poucas páginas chamada "The wordsworth collection of Classic Romances". São cinco livros clássicos (como o nome diz) encadernados juntos. Orgulho e preconceito e Persuasão, de Jane Austen; Jane Eyre, de Charlotte Brontë; O Morro dos Ventos Uivantes, de Emily Brontë; e Tess dos d’Ubervilles, ou seja lá qual é o nome disso em português, de Thomas Hardy.

Ainda tô no primeiro, que eu já tinha lido uma vez, só que reduzido (eu acho). É uma história tão totalmente empolgante que mesmo com a decaptação total que eles fizeram no filme eu não consigo não gostar da adaptação de Hollywood. Claro que o livro é muito melhor. Eu descobri outro dia que essa última foi a oitava adaptação pro cinema! Mas isso não vem ao caso.

O que eu mais gosto no livro (e agora eu não estou falando deste livro em particular, mas de qualquer livro, ou melhor: qualquer livro que valha a pena) é a profundidade psicológica e emocional dos personagens. Tanto que eu consigo ficar empressionada e até me perguntar se isso poderia realmente acontecer em algum lugar em algum tempo.

As mulheres se apaixonavam tão fácil por qualquer um que demonstrasse interesse por elas que chega a dar vontade de rir, e mesmo assim não é forçado. Será que qualquer um não faria a mesma coisa se tivesse mesma a grande diversidade (e é bom que vcs entendam meu sarcasmo) de interesses, atividades e distrações? Será que a gente não faz a mesma coisa, só que de um jeito diferente?

Eu me pergunto se o meu livro, porque eu não adimito a idéia de morrer sem ter escrito um livro, vai consegui alcançar algum nível disso. Não pensem que eu quero de algum modo me comparar a Jane Austen, eu só queria saber se eu conseguiria ter a habilidade de transformar meus personagens em pessoas. Eu sei que dentro da história eles vão ser pessoas, a não ser que eu escreva uma história infantil, aí eles poderiam ser coelhos ou qualquer outro animal. Mas eu queria saber se eu consigo transformar eles em pessoas de verdade. Pessoas convincentes, pessoas com alguma profundidade e alguma humanidade. Temos que adimitir pelo menos que isso vai me dr bastante trabalho.

Por agora eu não sei se eu vou ser capaz, muito menos vocês podem saber (quem já leu alguma das minhas fics pode ter uma idéia vaga, mas aí só a Naty, minha leitora-fantasma). Quem sabe no dia que meu livro sair você possam vir me responder essa pergunta? Por enquanto vou ficar só com as minhas pretenções literárias e meus projetos de histórias que servem bem o suficiente pra treinar. Não é muito, mas é um começo, o futuro a Deus pertence.

Texto originalmente postado no Uol blog.

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