Na TV

A primeira a gente nunca esquece

Eu nunca fui daquelas que gostou das vilãs. Claro, eu queria – como todo mundo – ser diferente, mas nesse quesito eu sempre fui cem por cento igual. Para mim, as vilãs eram simplesmente gente que deu errado, e estava ali porque se uma história fosse feita só de mocinhos e mocinhas, não teria a menor graça. As mocinhas eram aquelas que tinham que vencer no final, sempre. E quanto mais clichê, melhor.
E foi aí que a Regina entrou na minha vida; depois de vinte anos de caretice. E me mostrou que uma vilã de verdade vale por mil mocinhas insípidas. Porque a melhor das mocinhas não é nada mais do que superficial, mas a Regina é a personagem mais profunda e bem construída da história da minha vida.
Claro que a personagem não leva todo o crédito. Depois de quase duas temporadas de Once Upon a Time eu não posso negar que babar ovo é pouco para o que eu faço para a atuação da Lana Perrilla – se eu tivesse em qualquer área o talento que ela tem para atuar, seria uma pessoa realizada. Mas a Regina é minha nova personagem favorita. Ponto, decidi.
O que eu acho fantástico na série como um todo é o fato de todo personagem – não importa o quão minúscula seja a participação – tem uma história. Eles não simplesmente surgem do nada ou de um passado genérico. Cada um tem sua própria trama, sua própria vida; como seria no mundo real. Mas, claro, nenhuma delas é tão boa quanto a da Rainha, que é tipo arroz de festa em está em todas.
Pensando agora, pela primeira vez parece absurdo que ninguém antes tenha pensado em contar a história da Rainha Má. Não é possível que ninguém tenha se perguntado de onde vem toda aquela maldade. Ou será que temos que aceitar que tem gente que simplesmente nasce com o cão no corpo e pronto? Não curto, desiste.
A Regina é uma personagem absurdamente densa, profunda e comovente. Pelo menos me comoveu. Ela é carente e revoltada com tudo o que o mundo tirou dela, a ponto de acreditar realmente que ela tem que se vingar de todos, e que precisa conquistar sozinha – não importa por quais meios – o que ela quer ou precisa.
E ela é capaz de amor, então nenhum cara de pau pode chegar e dizer que ela é má e ponto, certo? Por amor ela está sempre tentando mudar. E até eu, que estou aqui do lado de fora e sei que a história é uma obra de ficção, me revolto com o fato de que ninguém parece reconhecer isso. Todos aqueles que deveriam ser bons só excluem ela. E a coitada é tão solitária que dá pena. Se você não tem dó da Regina, você definitivamente não tem coração.
E se isso tudo não foi o bastante, vamos ser sinceros: quem não acha que ela é a fairest of them all, que atire a primeira pedra.
P.s. E que fique registrada minha revolta com o Henry, aquele pestinha ingrato que só sabe dizer “prova que me ama”, e nem um abraço dá em troca.
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8 Comments

  • Reply Ana Luísa 4 de abril de 2013 at 22:53

    Amiga, nunca assisti OUAT, mas achei incrível isso de mostrarem o lado da vilã também. E atuações incríveis realmente fazem tudo valer a pena…
    Beijo! <3

  • Reply Gabriela, 4 de abril de 2013 at 23:23

    Ai, que coisa boa alguém amar a Regina tanto quanto eu amo. Eu acho ela fantástica! Linda, poderosa até não poder mais e cheia de amor. Sim, cheia de amor. Foi por causa do amor que ela fez todas aquelas maldades e é por amor que ela está mudando, como ut disse. Ela é divina! <3

    E aff, odeio o Henry. Que gurizinho mais chato, meu deus! Não suporto nem a voz dele. HAHAHA E realmente, fica pedindo amor, mas sempre que pode vira as costas para a coitada. Vou te contar… hahahah
    Beijo!

  • Reply Pedro De Souza Martins 5 de abril de 2013 at 00:40

    Foda que ela matou o pai, né…

  • Reply Srt . Vasconcelos 5 de abril de 2013 at 09:29

    Nunca vi essa série, mas é meio chato esse troço que vilão é só ruim. Todo ruim tem um pouco de bom. Vou assistir, pra ver se eu gosto *-*

  • Reply Imilena Oliveira 8 de abril de 2013 at 13:50

    Não posso opinar sobre o post pq não vi Once Upon a Time mas estou aqui sempre em busca de novidades. bjimmm

  • Reply gabriela m. 15 de abril de 2013 at 01:18

    Oi Paloma,
    a Regina está em outra categoria de vilã. Uma categoria superior, haha. São poucos os vilões que simpatizo. No início, eu não gostava dela, mas no decorrer da série isso mudou. Gosto mais dela do que da Branca, que desde sempre estraga tudo 😡 hahahaha
    Beijo ;**

  • Reply Milena M. 15 de abril de 2013 at 23:06

    Palô, eu parei de ver OUAT na primeira temporada por motivos desconhecidos. Ainda não tinha chegado na parte em que a Regina vira essa coca-cola toda. Mas gosto da ideia de uma vilã super bem construída e compreensível apesar de vilã. Se conseguir voltar a assistir, te aviso das minhas impressões.
    Beijo!

  • Reply Nina 17 de abril de 2013 at 11:35

    Eu não assisto a série, mas devo confessar que, vez ou outra, me identifico com os vilões! Inclusive, sem a presença deles, jamais existiria trama, né? Todo mundo pensa que o mocinho é a razão de tudo, mas a razão está no vilão – e nas maldades que ele comete. E todo vilão é um rebelde, um rejeitado, um ser humano de obscuro passado.
    Dá para fazer uma psicologia das boas em cima disso.
    Abraços!

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