Na TV

Problema no coração: Parte II – Marina e Clara

Quando a novela “em família” começou, eu estava animadíssima. Sempre adorei as novelas do MC, as Helenas, o Leblon. Estava na hora de uma nova para a coleção.

Acontece que a novela começou uma droga. Eu esperei a passagem de tempo, porque tinha certeza que ia melhorar, mas o negócio continuou ruim. Em tempos normais, isso não me impediria de persistir e assistir, nem que fosse apenas para ter o direito de dizer OMG-como essa novela é ruim e correr para ocupar meu lugar cativo na frente da TV assim que o relógio batesse 21h (mesmo sabendo que a novela nunca começa às 21h).

E foi assim que eu desisti. Porque tempo é uma coisa preciosa demais para mim no momento. E continuei basicamente desistida, até que o aparelho da sala permaneceu ligado nela sem querer uma vez e eu fell in love. Com quem? Com o casal fictício mais amor da atualidade (Toni e Hilda que me desculpem): Clara e Marina.

Não é só o fato de que a Tainá Müller é ridiculamente linda. Não é só todo o clima “gata-borralheiresco” que rola entre elas. Acho que, como bem disse minha companheira para fins noveleirísticos, a grande questão é esse amor doído. O amor sofrido que esfaqueia seu coração, joga sal nas feridas e depois lança o pobre-coitado na frigideira pelo simples prazer de te fazer sofrer – e eu caio 100% no truque todas as vezes.

A questão é que não existe expressão apaixonada em toda a dramaturgia brasileira que se aproxime da cara que a Marina faz quando olha para a Clara. E que ela insiste que não é boba, que vai desistir da outra, que não tem dom para o amor platônico, que é artista-free spirit-não se prende a ninguém; mas é tão óbvio para qualquer um que tenha olhos que ela não consegue “demitir a Clara do coração dela” (graças a deus para nós).

E o mais lindo de tudo é que nem precisa rolar a polêmica do beijo gay por enquanto (apesar de eu ter fé que eventualmente vai rolar, e será a ruina do meu coraçãozinho), porque cada abraço delas é muito mais romântico e significativo que qualquer beijo de língua que qualquer outro casal dê por aí. Está ali, na cara, é só que as pessoas não querem ver, porque está todo mundo preocupado demais com o próprio preconceito para aproveitar o momento.

Concluído esse pequeno manifesto procrastinatório-porém-sincero, o melhor que eu faço é ir estudar, resolver a minha vida e tentar fazer qualquer coisa que me ajude a tirar essas duas da minha cabeça pelas próximas 11h. Como alguém disse nos comentários do último texto, acho que eu sou uma romântica incorrigível.

Previous Post Next Post

You Might Also Like

6 Comments

  • Reply cronistaamadora 24 de março de 2014 at 19:06

    Assisti ao primeiro capítulo e ali mesmo desanimei, confesso.
    Acho a historia muito boa, mas o Maneco, de alguma forma, não esta conseguindo deselvolve-la melhor dessa vez.
    Não cheguei na historia desse casal, mas estou considerado ótimo que agora, finalmente, os casais homossexuais tenham aceitação do público. Já que televisao “educa” muita gente, aprendamos com ela também a perder nossos preconceitos afinal.
    Beijos!

  • Reply Ana Luísa 25 de março de 2014 at 14:35

    Ai, Palo… Para mim, a Tainá tá realmente dando um show como apaixonada sofredora. Mas ODEIO a personagem da Marina. Acho ela metida a besta, manda em todo mundo só porque tem dinheiro. Pra mim é uma baita filhinha de papai que só pensa nela. Tenho raiva, raiva, raiva e sou team Cadu. Ele é errado, mas é apaixonado por ela, e já é o marido, e não acha que o mundo tem que estar aos pés dele. ODEIO a Marina! HAHAHA
    Beijo

  • Reply Gabriela, 6 de abril de 2014 at 20:57

    Eu não vejo essa novela, mas escuto minha mãe comentando enquanto vê (porque ela é dessas) e são só elogios quando esse casal entra em cena.

    Beijo! <3

  • Reply Tay 7 de abril de 2014 at 00:50

    Eu gosto muito delas, e tô adorando a novela. Eu acho que ela só tem melhorado, mas mesmo assim é impossível bater a que, pra mim, foi a melhor de Manoel Carlos: Mulheres Apaixonadas. <3

  • Reply Mari Mari 16 de abril de 2014 at 17:33

    Não assisto novela, mas amei o post. E nem começaria a ver uma novela por causa de só um casal, nada contra quem vê. Também faço o tipo romantica, e imagino o quão lindo deva estar sendo.
    Falando, em fazer o tipo romântica, eu nunca tinha conseguido definir tão bem o tipo de amor que gosto. Hoje, aqui, no eucentrismo, descobri: “O amor sofrido que esfaqueia seu coração, joga sal nas feridas e depois lança o pobre-coitado na frigideira pelo simples prazer de te fazer sofrer – e eu caio 100% no truque todas as vezes.”. Valeu, Paloma. hahah

  • Reply Sobre Clarina, de uma fã ◂ Vizinha da Capitu 1 de fevereiro de 2016 at 18:47

    […] é segredo pra ninguém meu amor profundo pela única parte da novela das nove que não afundou imediatamente: Clara e Marina. Não preciso repetir que naquela primeira cena fatídica em que as duas se viram […]

  • Leave a Reply