Pessoal

2014 também teve quatro de maio

Esse ano eu tive o quatro de maio mais fantástico da história. Daqueles de deixar todos os anteriores no chinelo. E, apesar do motivo duplo para postar (o meme em si e o conteúdo dele – vocês entenderão já já), o que eu fiz foi não postar. Essa é a minha vida, esse é o meu time. Mas parem de reclamar porque aqui estou eu. Morrendo de dor no coração só de começar a lembrar, então valorizem meu esforço.

Meu quatro de maio, na verdade, começou quase dois meses antes do quatro de maio do calendário, tudo porque em um domingo preguiçoso, duas coisas bacanas coincidiram: (a) a gol resolveu fazer promoção de passagem e (b) a máfia resolveu invadir minha praia. Assim, sem mais nem menos o universo joga esses presentes no meu colo e diz “se vira”. E por “se vira” entendam, aguenta aí mais dois meses com essa expectativa.

Mas os dois meses até passaram relativamente rápido, apesar de eu não fazer ideia do que aconteceu nesse tempo (o que provavelmente significa que nada aconteceu nesse tempo), e quando eu dei por mim já era 30 de abril. Véspera de feriado, pink wednesday e dia da máfia tomar conta da minha casa. E eu estava tão ansiosa que não consegui esperar e apareci no aeroporto pra abraçar Taryne antes de ir trabalhar. Porque um dia inteiro de trabalho ainda me esperava pela frente, enquanto essa gente horrível estava jogada no meu tapete me enviando fotos cruéis.

Adiantando bem a história, senão esse post vai virar um livro e nós nunca chegaremos no dia quatro de maio propriamente dito, uma hora o trabalho acabou, e eu corri pra buscar Anna Vitória no aeroporto, e nós encontramos mais meninas, e fomos ao Outback, e rimos, e conversamos, e dormimos, e buscamos mais gente no aeroporto, e fomos à praia (de roupa e de biquini), e gastamos dinheiro, e fizemos farofa e demos muitos abraços (mas não o suficiente). E então elas começaram a ir embora. E é assim que começou meu domingo, 4 de maio de 2014, ainda no sábado, quando a Anna perdeu o voo, e ficamos em quatro, quando achávamos que seríamos só eu, Giuliana e Ana Luísa.

Foi assim que quando a meia noite chegou, a gente e Marcelinho (meu irmãozinho, se é que alguém ainda desconhece o fato) estava na minha sala, jogando stop! (também conhecido como adedanha) etílico naquela meio(?) depressão de ninho vazio, antes de irmos dormir no chão do meu quarto, porque agora a gente cabia ali. Resolvemos, então, que não podíamos deixar o desânimo tomar conta e que enquanto houvesse duas mafiosas no mesmo recinto, precisava haver folia – domingo era dia de praia.

Obviamente que, fieis aos nossos princípios, acordamos mais tarde do que planejávamos, e enrolamos na cama, e enrolamos mais um pouco para nos vestirmos, mas no fim acabamos cumprindo nosso objetivo. E lá estávamos nós na praia da barra, correndo pro mar como se mais de uma de nós fosse mineira (desculpem, precisei usar a piada). E a gente ralou meu joelho, pulou um milhão de ondinhas, cantou no mar, comeu biscoito Grobo e bebeu mate de praia (eu bebi em espírito, porque eu não gosto de mate). Em suma, honramos a memória de quem já estava em casa, e depois nos esprememos no carro para voltar pra casa.

Para fechar o passeio com estilo, a gente tomou banho em grupo no chuveirão do quintal, e se afogou em um tabuleiro de lasanha. E dormiu juntinhas o restinho de dia que nos sobrou. E então Pedro, o namorado, nos levou até o aeroporto, porque era hora de mais despedida e mais choradeira, e o que era quatro virou três quando o Rio de Janeiro perdeu (temporariamente) a sua melhor banana.

Então a gente voltou pra casa de novo, um pouquinho mais deprimidas, e tocou piano. Fizemos as malas, preguiçamos, e finalmente fomos dormir, estranhando deveras todo aquele espaço desnecessário e a ausência de calor humano. E esse foi o fim do meu domingo.

Tudo isso já faz quase vinte dias, mas a saudade ainda não melhorou. Então, minha gente, será que já pode voltar?

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5 Comments

  • Reply Ana Luísa 23 de maio de 2014 at 21:02

    Amo que você demorou a fazer o post. Queria que todas fossem fazendo assim, em etapas, para eu poder reviver assim, inesperadamente <3
    Amiga, pfvr minha cara de tonta nessa foto, atrás da garrafa de vodka. Amo a gente.
    E MELHOR BANANA, aff, o Rio nunca vai se recuperar dessa perda.
    E como chefe dessa merda toda aí, só tenho a dizer que JÁ PODE VOLTAR porque esses dias incríveis deixaram uma ressaca enorme de quero mais em meu coraçãozinho mafioso.
    AMO A GENTE! <3

    (seu IRMÃOZINHO é grande!!!!!!! HAHAHA)

  • Reply Tary 25 de maio de 2014 at 21:15

    PODE VOLTAR, SIM! VOLTA POR FAVOR!

    Tá, me controlei. Ai, amiga, que saudade! Uma das coisas que eu mais amei nesse encontrão foi o quanto nós duas ficamos mais próximas e conseguimos conversar mais! Claro que eu já amava muito essa pássara, só que meu amor ficou ainda maior <3 <3 <3

    E, realmente, os abraços foram muitos, mas não suficientes. Acho que nunca serão, na verdade. A falta que eu sinto do abraço de vocês é TERRÍVEL, hahaha! Tanta bichice é justificável, se pararmos pra pensar no pouco que a gente se vê.

    AMO A GENTE! <3 [2] e amo muito você, passarinha anfitriã que foi me recepcionar no aeroporto.

    P.S: Mágoa eterna de não ter participado do 4 de maio. Quero de novo!!!

  • Reply Mayra 27 de maio de 2014 at 16:11

    Ainda chateada por não ter passado o 4 de maio com vocês! A praia da Barra parece um arraso e eu super ia me enterrar na areia e tirar um foto atoladinha. Preciso voltar no Rio só pra isso! Mentira, é pra ver você também, que é a passarinha mais fofa do mundo!
    Abraços <3

  • Reply Quatro cinco quinze ◂ Vizinha da Capitu 15 de maio de 2015 at 09:57

    […] dizer desse quatro de maio, se não que ele foi o pior do século? Só sei pensar que exatamente um ano antes eu estava na praia, rolando na areia, ficando louca e comendo biscoito grobo com algumas das minhas […]

  • Reply http://collegesurfer.info/collegestationnutritionstores.php 8 de outubro de 2015 at 15:36

    Information is power and now I’m a !@#$ing dictator.

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