Pessoal

A madrasta em todas nós

Na minha humilde opinião, o bicho mais detestável da face da Terra não pertence a nenhuma espécie rastejante ou com asinhas, ou qualquer uma outra que não seja a nossa. Sim, a raça humana, e mais especificamente um tipo: as mulheres. Posso ver nesse minuto uma centena de queixos caídos de surpresa e várias exclamações de como eu posso dizer isso, se eu tbm pertenço ao sexo feminino etc etc. Eu sei que eu também estou inclusa no grupo, e as minhas amigas, em quem em confio totalmente (pelo menos a maioria), não estou absolvendo ninguém da minha lista. Okay, agora sinto que despertei a ira alheia conta mim.

Nós, meninas e mulheres, temos em geral o senso mais refinado de toda a nossa espécie. Nós somos capazes de captar coisas mais sutis, sugestões que foram jogadas no ar, e coisas que a maioria dos homens simplesmente não enxerga. Nós também somos capazes que agir mais sutilmente (apesar de não tão sutilmente a ponto de passar despercebidas pelas nossas companheiras). Nós temos maior sensibilidade e mais armas, e sabemos muito bem como usá-las, isso é fato. Está na nossa natureza, de todas nós.

Não estou revoltada com todas as criaturas do universo e vim aqui destilar meu veneno, foi simplesmente uma constatação natural que eu fiz com o passar do tempo. Por exemplo, na milionésima vez que eu assisti O Casamento do meu Melhor Amigo, onde a mocinha é a vilã e nós (pelo menos eu) ficamos do lado dela e de seus planos malígnos, e nos descepcionamos toda vez que ela não tenha ganho o cara, no fim das contas. Quem de nós de vez em quando não tem implicancia com alguma outra de graça, sem motivo, ou pelo menos sem nenhum que a gente seja corajosa o suficiente de adimitir? Quantas vezes a gente não falou mal de um ou de outro pelas costas? Quantas vezes não criticamos com palavras bem malcriadas nos outro coisas que nós mesmas fazemos? Nós somos más, ponto.

Não me apedrejem ainda. Não tô dizendo que por sermos más não podemos ser boas. Podemos fazer boas ações, consolar pessoas, termos milhares de virtudes e até frequentemente não enxergarmos alguns defeitos daqueles que a gente gosta. Mas, o fato é, todas temos aquele diabinho disfarçado sobre o ombro que a gente  pode tentar sufocar, mas de vez em quando vai aparecer.

Tem sido assim desde o começo dos tempos. No tempo das cavernas, enquanto os homens caçavam, as mulheres ficavam em casa cuidando da família e cultivando seu lado malígno. Não é e nunca foi uma característica só das vilãs, ou das visinhas inconvenientes, ou de quem quer que seja, é de todo o grupo, e em todas nós tem um pouco desses dois estereótipos, pode apostar.

Texto postado originalmente no WordPress.

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