Pessoal

Ai, céus!

Quarta-feira passada foi minha prova de Direito Penal. Não estudei muito e, obviamente, estava quase certa que ia me ferrar big time. Para começo de conversa, a biblioteca (que tem o livro que eu precisava para estudar) entrou em greve junto com todo o setor administrativo da faculdade. Além disso, eu realmente só fui parar para ler meu caderno e tentar introjetar tudo o que estava lá uns dois ou três dias antes. Tudo bem, eu estava conformada. E eu também tenho uma confiança exagerada (que provavelmente eu não deveria ter) na minha capacidade de lembrar da aula só lendo as anotações.
Até aí tudo bem. Seja o que Deus quiser! Até que chega a prova. E estava fácil! Saí de lá super confiante e fui pra minha casa. Era só esperar o resultado. Que saía hoje.
Sinceramente, queria muito não ir à faculdade hoje. Era só recebimento de prova. E eu queria só ver a nota na pauta para saber se ia ter meu dia de folga ou não. Bem, foi não.
Ontem o representante de turma chegou com a lista das notas e eu não fiquei nem um pouco feliz com o sete que eu vi ao lado do meu nome. A prova que ela corrigiu simplesmente não podia ser a que eu fiz. E hoje fui obrigada a pegar meu ônibus e ir até lá para ver o que diabos a monitora (porque é ela que corrige) tinha feito com a minha prova.
Para começo de conversa, a criatura chegou quase uma hora atrasada. Depois, ela levou uma eternidade para distribuir as provas corrigidas, e uma outra para ditar o gabarito. Por fim, ela ia atender às reclamações e, como eu já sabia que ia acontecer, formaram-se filas quilométricas na frente da mesa.
Depois de uma terceira eternidade, a fila começou a andar, e bastante tempo depois eu era a próxima. Foi quando ela anunciou “Tenho que ir dar prova na outra sala”. Acho que não falei em voz alta, mas meu pensamento gritou: “Só pode estar de sacanagem!”. Para evitar uma revolta, ela falou que tinha que ir até a xerox copiar as provas, e depois receberia um por um na outra sala enquanto dava prova.
Como eu sabia que, se eu desse mole, ia acabar pegando de novo uma fila monstruosa e só ia sair daquele lugar amanhã, me apressei para tomar meu lugar na porta da outra sala. Fui a primeira, mas em pouquinho tempo o lugar já estava tão lotado que era uma tarefa quase impossível entrar ou sair da sala. Briguei ferozmente pelo meu lugar, porque minha amiga estava de TPM e a minha paciência com aquela palhaçada toda também já estava no fim.
Uma outra eternidade depois chegou a monitora. Levou outros séculos para distribuir as provas, arrumar a mesa e, enfim, começar a nos receber. Eu coloquei minha cara mais agradável e engoli todas as palavras feias que ia falar se fosse seguir meus impulsos (porque elas não iam me ajudar a conseguir minha nota, muito pelo contrário), e lá fui eu.
Eu fui lá lutar com unhas e dentes por dois pontos (não que eu estivesse precisando, já tinha passado, mas, uma vez nerd, sempre nerd). Ficar com sete não dava. Depois que a média da faculdade passou a ser sete, essa deixou de ser uma nota razoável para ser inaceitável (para o meu perfeccionismo absurdo).
Um dos pontos era já garantido, já que ela que corrigiu a questão errada (em todas as provas). Assim, eu ficava com oito. Mas oito não é bom (relaxem, sou louca)! Se sete era inaceitável, oito agora era só razoável.
Felizmente eu ainda tinha mais um ponto para chorar, dividido em duas questões. Esses não eram certeza absoluta, mas sabem aquela história do “se colar, colou“? Bem, colou. Claro que ela também estava sendo muito boazinha com todo mundo e achando ponto em ovo. No fim, tive o nove que nem eu acreditava que ia conseguir daquele jeito. E, sim, nove é bom. Não é excelente, porque excelente é dez. Mas é bom, e eu gosto de bom.
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6 Comments

  • Reply Ana Luísa 30 de junho de 2011 at 03:42

    Ei Paloma! É irritante mesmo quando professor erra nossa nota. Meu professor de filosofia tinha colocado um 6 no meu boletim, o que me deixaria de final. Eu tomei um susto desgramado, até que ele avisou que tinha errado no sistema a nota de TODO MUNDO. Aí fiquei com 9,5! hahaha
    Beijos!

  • Reply sobrefatalismos 30 de junho de 2011 at 16:25

    Eu fui uma estudante igualzinha a você, só que no tempo do ensino médio…

  • Reply Letícia 2 de julho de 2011 at 02:20

    Eu era assim no ensino médio, hoje em dia na faculdade se me disserem que eu tirei 6 e com 6 eu passo, ok. Não sei, mas está fazendo um bem à minha paz interior.
    Beijos

  • Reply marcela 6 de julho de 2011 at 16:08

    Ai 9 é maravilhoso! É meu numero favorito e te juro, fico muito feliz quando tiro um nove! Também sou extremamente perfeccionista e tbm lutaria por uma boa nota até o fim como vc fez.
    Beijão!

  • Reply Vanessa 6 de julho de 2011 at 18:54

    Nove é muito bom mesmo hahaha Aiii, essa greve nas federais está acabando com a gente, né? Sinto saudades da biblioteca da UFF…

  • Reply Claudinha 10 de julho de 2011 at 10:47

    Ah, eu também sou dessas. Essa semana mesmo tirei sete em uma prova, que também é a média pra passar direto no meu curso, mas não me conformo. Me matei de estudar, estava com tudo que o professor passou na ponta da língua mas o maldito resolveu que provas no estilo Enem valem mais que tudo que a gente aprendeu na sala. E eu, que sempre me ferro em provas objetivas, não tenho como reclamar dessa nota medíocre. 🙁

    Beijos

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