Pessoal

Apenas uma epifania para encher linguiça

Eu estava lendo algo que alguma amiga escreveu, quando notei sem querer uma crase no lugar errado. Eu tenho uma relação toda especial com esse fenômeno linguístico chamado crase, tanto que já tenho um texto começado sobre esse assunto que um dia quem sabe será terminado e vocês lerão. Mas a questão aqui não é a crase, principalmente porque quase ninguém nesse mundo perceberia aquele errinho de acentuação insignificante envolvendo um sinal que ninguém sabe usar mesmo.

A questão é que ela errou, e eu comecei a divagar sobre essa minha tendência horrorosa e nada saudável de idealizar as pessoas na minha cabeça. Não é que eu fique cega aos erros, eu enxergo todos eles muito bem. É que eu relevo muito fácil os erros, quando eles vêm dos outros, e até os enganos eu romantizo.

Talvez eu tenha passado a vida envolvida demais com livros e filmes, ao ponto que a minha própria vida se tornou um grande romance que se passa dentro da minha cabeça. Nele, as pessoas acertam e erram também — porque todo bom romance tem que ser minimamente plausível –, mas tudo bem, porque até os erros levam a história para sempre.

E aí veio esse erro de crase sem aviso prévio. Que é só um erro puro e simples, e não muda nada na vida de ninguém. Um erro sem justificativa e quem não impulsiona nada em direção nenhuma. É um erro pelo erro, que deu um grande nó no meu cérebro.

Foi uma crase que me ensinou que as pessoas erram, mesmo aquelas que você não espera. Todo mundo tem o direito de errar. E todo mundo de fato erra, não por algum propósito maior e redentor, mas porque elas são humanas. Tudo bem errar. Acontece. A gente aprende (ou não), segue em frente (ou não), conserta (ou não) o que foi quebrado e quem sabe numa próxima vez a gente acerte. Ou não. E tudo bem também.

Esse post é parte integrante do meu BEDA. Para saber mais sobre essa cilada leia esse post. Tem sugestão de tema ou pergunta para a minha pessoa? Deixe nos comentários ou entre em contato.

Previous Post Next Post

You Might Also Like

6 Comments

  • Reply Leticia 29 de agosto de 2015 at 10:42

    a pessoa do post facilmente poderia ser eu. Sempre esqueço as regrinhas da crase e tenho que ir pro google ver se rola ou não esse acento O_o”

  • Reply Bolo de Cookie 29 de agosto de 2015 at 13:03

    Eu li o post inteiro preocupadíssima pensando: fui eu, fui eu!!! CERTEZA! Socorro!

  • Reply Plân 29 de agosto de 2015 at 14:53

    Certeza que fui eu.
    Desculpa.
    Não vai mais se repetir.

    Ou vai.

    Te amo <3

  • Reply Chiquinha 29 de agosto de 2015 at 20:31

    Tenho certeza absoluta que essa crase errada é a minha porque tenho muita dificuldade com crase, socorro, desculpa
    te amo.

  • Reply Sharoneide 30 de agosto de 2015 at 00:53

    É claro que essa crase errada é minha porque até hoje não sei direito quando usar. Tem uma regra duvidosa que uma professora minha da faculdade ensinou que, basicamente, consiste em substituir a palavra pós crase (?) por abacaxi. Se na frase o certo ficar “ao abacaxi” é porque tem crase. Senão não tem. Fim. Normalmente dá certo em 90% dos casos, mas me pergunte se eu lembro de usar isso enquanto estou postando? É claro que não. Óbvio que fui eu que errei a crase.

    te amo, por favor não me julgue <3

  • Reply Naninha 30 de agosto de 2015 at 15:44

    AGORA entendi a conversa maluca sobre a crase no wpp ontem, mas não lembro se nela você falou quem foi, o fato é que possivelmente tenha sido eu porque por mais que eu já tenha feito um seminário de 45 minutos sobre a crase na faculdade (sério) eu vivo dando umas dessas quando escrevo rápido e não confiro depois. Ainda mais em final de BEDA.

    Te amo! <3

  • Leave a Reply