Pessoal

Aquela tal vaidade (1/7)

Nada como uma atividade tão monótona e relaxante quanto massagear os cabelos para ajudar uma pessoa a pensar na vida. E foi assim que minha cabeça começou a trabalhar, já no fim de um daqueles domingos preguiçosos, como ela tem o costume de fazer nos momentos mais estranhos.

O tempo está tão curto atualmente – e vocês com certeza já cansaram de ouvir eu me queixar disso – que está cada vez mais difícil ser vaidosa. Desde pequena eu gosto de me arrumar: brincar de maquiagem, passar batom para ir à escola, fazer penteados… Aos onze anos eu fazia minhas próprias unhas (muito bem, diga-se de passagem) semanalmente, só pelo prazer de vê-las bem feitas, sempre com cores vistosas. Mas agora eu prefiro tentar reduzir as olheiras o quanto eu puder com mais dez minutinhos de sono do que tentar escondê-las com corretivo nesse tempo.

Prefiro nem tentar imaginar o que minha pessoa de três, quatro, cinco, dez anos atrás pensaria da desleixada que virou o eu de hoje, com unhas por fazer há três semanas. As sobrancelhas é melhor nem tentar calcular, ou entrarei em depressão.

Minha “vaidade” nunca teve o objetivo de impressionar ninguém. Eu sinceramente nunca achei que nada disso me fazia mais ou menos bonita, e talvez seja por isso mesmo que eu consiga deixar esse hábito de lado tão fácil quando me convém. Mas hoje, recuperando semanas de atraso na limpeza da sobrancelha, nas unhas da mão (para os pés, ainda estou confiando nos sapatos fechados), na hidratação dos cabelos e na depilação do buço (única coisa que estava em dia, porque né), eu me dei conta de que eu sinto falta disso tudo, dessa programação de domingo tão relaxante e que faz tão bem para a minha autoestima. Simplesmente não consigo imaginar uma forma melhor de me preparar psicologicamente para enfrentar mais uma semana cheia.

Esse texto é a primeira parte de mais uma estripulia mafiosa intitulada “7 dias 7 crônicas” que já foi muito bem explicada pela dona Anna Vitória aqui. Aguardem os próximos episódios.

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3 Comments

  • Reply Ana Luísa 4 de agosto de 2013 at 22:24

    Ai Palo, mil vezes dormir a me maquiar! Só que eu nunca fui vaidosa, então meu eu do passado não me julga! HAHAHA
    Beijos!!

  • Reply Mayra 4 de agosto de 2013 at 23:09

    Nossa, eu não consigo sobreviver sem fazer sobrancelha, buço e cabelo e pelo menos cortar as unhas. Só que também estava sem tempo, daí foi acumulando e no final do semestre eu tava me sentindo TÃO HORROROSA que semana passada resolvi fazer tudo isso no salão, ficar endividada, mas sair de lá me olhando no espelho e me sentindo a pessoa mais linda do mundo. E eu juro pra você que digam o que quiserem, mas nada é melhor do que a gente se sentir maravilhosa. E, cá entre nós, a gente merece <3

  • Reply Anna Vitória 4 de agosto de 2013 at 23:52

    Também sou meio assim, Pa! Embora não tenha muitas vaidades, alguns desses caprichos são essenciais para que eu me sinta bem e preparada pra encarar a vida. Unhas, por exemplo. Se as minhas estão feias ou sem fazer, sinto como se tivesse suja e descabelada. Sobrancelhas sem fazer também me incomodam bastante, mas acho que é a coisa que eu mais negligencio. Sempre tiro só aquele excesso horroroso e acho que tá tudo bem, até que depois de algumas semanas de enrolação me encaro de frente e percebo que estou deformada! hahaha
    Cuidar da gente é muito gostoso, quando estou me sentindo mal ou muito sobrecarregada tiro uma noite pra passar mil cremes, fazer esfoliação, cuidar dos pés, é um jeito de me renovar.
    Beijos

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