Pessoal

Aquele último

Sabem o último episódio de Friends, quando todos se reúnem pela última vez no apartamento roxo, lembram das coisas boas, deixam as chaves e a gente fica lá olhando o apartamento vazio? Pois é, me senti assim hoje.
Minha avó se muda essa semana. A casa que era da bisa foi vendida. É triste lembrar de todas as lembranças daquela casa, e pensar que agora ela vai guardar as lembranças de outras pessoas. Em nenhuma das vezes que me mudei, em toda a minha vida, eu parei para considerar as lembranças que outras pessoas poderia ter ali.
Aquela casa é a mais familiar do mundo todo. É aquela que é mais minha do que a minha, porque é a que eu conheço desde que nasci. A varanda em que eu achei um filhote de passarinho uma vez, a piscina onde eu brincava de sereia. Os quartos onde eu brincava de Harry Potter (risos). O chão onde eu dormir quando morava em Praia Grande (SP) e vinha para o rio nas férias. As lembranças de uma infância inteira. E até algumas outras que eu só lembro porque me contaram.
Foram tantas festas de aniversário, tantos Natais, e domingos infinitos. É impossível não parar e pensar e agora?. É impossível não parar e pensar que nada nunca mais vai ser igual. Exatamente como em  Friends. Ter medo das mudanças. Do fim dos almoços de domingo, de não saber quando vou ver a minha família. E agora?
É uma sensação que provavelmente todo mundo já sentiu. Não preciso explicar. Mas eu sei que tudo vai ficar bem. Não vai?
Ali atrás é a piscina. E a pequenininha sou eu 🙂
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10 Comments

  • Reply Ana Luísa 24 de julho de 2011 at 21:09

    Ai Paloma, nem me fale nesse fim de friends, hahaha.
    Agora, realmente, deve estar sendo um momento tenso. Fiquei imaginando se meus avós se mudassem, meu Deus! Aquela casa com certeza é muito mais minha que a minha, minha mãe corria naquela varanda, eu corria, meus primos correm, e meus filhos também vão correr, ah se vão! hahaha
    Beijos e boa sorte! Que a casa nova seja recheada de lembranças deliciosas que ainda estão para ser construídas! 😉

  • Reply Camila 25 de julho de 2011 at 10:04

    Ah, que nostalgia!
    Devia ser proibido a venda de coisas e lugares
    que nos trazem tantas boas lembranças.

    É fato, o tempo passa e a maioria das coisas
    se vão, resta-nos somente as memorias guardadas…

  • Reply Isabela Cacique 25 de julho de 2011 at 11:56

    Eu não nasci na cidade que moro atualmente (uberlândia), nasci em Belo Horizonte.. e mudei pra cá muito cedo. Eu era novinha então nem senti muito a diferença, mas toda vez que eu visito minha casa antiga e meus parentes, me sinto completamente nostálgica. Já é de praxe, em algum dia da viagem eu fico toda mimimi sentimental 🙁 mas esses momentos passam.. ;] Depois é só alegria! haha

    Beijoss

  • Reply Lay 25 de julho de 2011 at 17:05

    Já me senti assim várias vezes,
    essa nostalgia, quando as lembranças de coisas que estamos deixando pra trás martelam em nossa mente. Realmente, quem nunca passou por isso? Com o tempo a sensação nostalgica passa um pouquinho e nos sentimos melhor, pode ter certeza !

    BEIJOS; beijos.

  • Reply Vanessa 25 de julho de 2011 at 18:49

    Eu me mudei 13 vezes. Hoje já nem penso mais no “e agora? e as lembranças impregnadas na casa que estou deixando pra trás?”. Isso porque percebi que uma porta que se fecha é outra que precisamos abrir. Novas histórias e lembranças boas vão nascer da nova casa.

  • Reply Gabi Magnani 26 de julho de 2011 at 20:45

    Isso vai passar, sim. Eu odeio me mudar, odeio quando as pessoas se mudam, odeio quando tenho que abandonar alguma parte das minhas lembranças. Me lembro quando meu bisavô morreu e vendemos a casa dele. Foi horrível: eu brinquei naquelas escadas e tomei banho de mangueira na garagem. Por que as coisas mudam? Coisas melhores virão. É só esperar. Força!

  • Reply Julianna Alves 28 de julho de 2011 at 15:44

    quando me mudei pra praça seca me senti um pouco assim, mas o que diminuiu minha nostalgia foi o fato de quem ficou morando na casa onde cresci foi meu padrinho/tio.
    mas ainda aperta o coração em pensar nas memorias que eu tive lá :/

    ps. eu tambem brincava de sereia na piscina ahahaha
    beijaaao

  • Reply Amanda B. 30 de julho de 2011 at 10:08

    Que triste :/ O povo da minha família raramente muda de casa.. Que eu lembre, a última vez foi quando quando minha vó se mudou de bairro – em todo caso, eu era muito pequena na época, então tenho só umas poucas lembranças da casa antiga. De qualquer forma, tenho que me preparar psicologicamente, porque ela tem se organizado mais uma vez pra mudar :/ É tenso mesmo passar pela frente da casa antiga e saber que tem gente vivendo num lugar que antes foi tão seu.. Mas enfim, né. A casa nova pode ser cenário de memórias tão boas quando a passada :]

    PS: brincar de sereia na piscina > brincar de qualquer outra coisa na piscina

  • Reply Be Fontana 30 de julho de 2011 at 16:31

    Amei o blog, simplesmente sensacional *-*
    Continue assim, visitarei sempre.
    Uma boa semana, te sigo.
    Kisses&Kisses
    Be Fontana*

  • Reply Anna Vitória 1 de agosto de 2011 at 16:36

    Lendo seu texto não me lembrei de uma casa, mas sim da escola da minha infância. Estudei lá dos 06 aos 14 anos, e até hoje minhas melhores lembranças estão vinculadas àqueles corredores, árvores, cantos escondidos… Todo ano volto lá, na feira cultural, e me bate uma nostalgia danada, e ao mesmo tempo uma tristeza, porque não reconheço mais os lugares como antes. Estão mudados, e outras histórias estão sendo construídas ali. Cada vez mais, a minha escola está ficando só na cabeça. Mas tá tudo bem. E vai ficar pra você também.
    🙂

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