Pessoal

Do que as rosas falam?

Será que eu sou muito nova para ter nostalgia? Ou será que eu sou muito velha para ser nova? Que seja, às vezes eu sinto saudades do passado, mesmo que não seja de uma coisa específica. Saudades de ser pequena (não de tamanho, porque isso eu ainda sou), saudades dos lugares, saudades de pessoas que você não sabe mais onde estão, de coisas que você costumava ter e que te traziam lembranças boas. A vida trás coisas e tira coisas, mas a gente nunca acha que a troca foi justa, o que você tinha antes sempre parece melhor do que o que tem agora. O passado sempre parece muito mais bonito que o presente. No passado não tinha tanta violência. No passado os homens eram mais românticos. No passado as crianças era crianças. Na minha humilde opinião, essa visão é um tanto quanto distorcida. A beleza do passado tá no fato que ele passou, agora ele parece uma coisa empoeirada, guardada em um baú, coberta por um véu semi-transparente que te impede de ver a parte ruim. enquanto o passado te persegue ele é uma coisa ruim, quando fica para trás, passa a ser bonito. É uma coisa um tanto poética, uma questão de pontos de vista. O planeta Terra visto do céu é muito mais bonito que visto daqui, assim como deve ser a lua, mas não posso dizer, já que nunca estive lá, apesar de estar por lá o tempo todo. Hoje em dia meu presente é extremamente satisfatório, nem mais que isso, nem menos que isso. E eu olho para o passado e penso, será que lá era melhor? E, sinceramente, eu não sei… Porque eu não sou dona da razão, não posso saber de tudo. Meio que voltando ao começo, o que eu sentia falta dessa vez era deixar a mente vagar. Há muito tempo eu tenho vindo aqui no blog, falado o que tinha para falar e ido embora, mas de repente me deu saudades. Saudades do tempo que eu ficava horas fazendo um texto quilométrico e extremamente confuso. Muito enganado quem acha que é para “fazer tipo” ou “encher lingüiça”, eu sinceramente não preciso disso, e até olho meio torto para quem faz isso. É um simples prazer, passatempo, diversão, questão de testar limites mesmo, deixar a mente vagar e ver até onde ela consegue chegar sozinha, sem que nada mais interfira. Nem que seja um texto para falar sobre o texto. Mas, afinal, porque eu estou me explicando? A questão é simples e rápida, eu amo as palavras, e quanto mais tempo eu levo me perdendo entre elas, dentro delas, perto delas, mais feliz eu fico, mais leve eu me sinto. Eu sinto como se pudesse sair voando pela janela a qualquer momento. E então, de repente eu dou uma guinada completa, estou bem longe do ponto onde eu comecei o texto, e alguns conseguiram me acompanhar, outros não. Talvez esses primeiros sejam ‘seres viajantes’ como eu, ou talvez queiram ver até onde um lunático pode ir quando em posse de um teclado.

Por que não aproveitar para falar do selinho novo, já que eu estou falando do mundo? Isso me lembra uma coisa que eu falei no último comentário que eu fiz no blog da Kelly. Depois que eu deixei de ser anti-social até mesmo no mundo virtual, eu conheci tantas pessoas legais. E me lembrei de gente que está comigo desde muito tempo. A Kika, que está lá desde antes do blog e que é tudo pra mim, na vida real ou virtual, mesmo eu sendo tão chatinha o tempo todo. E o Raffa, que estava sempre lá no outro blog, e recentemente ele tem aparecido, aqui também. E a Kelly, que é a terceira mais antiga, se não me engano, e mesmo ocupadona com a facul ainda arruma tempo para vir, e se lembra de mim. Então eu ganhei esse selinho mega emocionante.

E que eu quero dedicar em em especial a esses três, e também a todos os outros que se juntaram depois disso, mas nem por isso são menos importantes. Porque com o blog, que é a minha casa e meu refúgio, também veio uma família nova. E eu queria agradecer muito por tudo isso, e por vocês estarem sempre aqui, e por me darem ibope (eu sei que é uma tarefa dura).

Texto postado originalmente no Uol blog.

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