Pessoal

É de família

Para conseguir um melhor efeito estilístico, nesse momento vou batizar a personagem da nossa história de Clotilde, e vamos chamá-la daqui em diante de Clô. Muito bem, Clô não é uma pessoa, antes que vocês comecem a imaginar. A Clô tampouco é um animal, uma planta, ou mesmo uma pedra. Clô é uma vassoura.
Essa é a parte em que vocês perguntam que história sobre uma vassoura pode ser tão importante a ponto de justificar um post. Clotilde é a vassoura da mina vózinha. Não se preocupem que as duas estão vivas e bem de saúde, e essa é a questão. Enquanto eu, que sou ser humano, só completarei minhas duas décadas em julho, Clotilde, que é vassoura, já passou dessa marca. Agora vocês entendem?
Isso mesmo. Minha avó tem uma vassoura de mais de vinte anos de idade. Isso, obviamente, já virou piada na família, mesmo porque a venerável velhinha (vulgo vovó), uma vez por semana, lava e seca a cabeleira da Clô (que é uma vassoura de pelos). Não é brincadeira, juro pelo meu dedo mindinho. Ela também não pode ser colocada de cabeça para baixo (antes que eu cause confusão, isso significa que a cabeleira tem que ficar pra cima), e que ninguém ouse encostar nela. Claro que essa última proibição não significa nada para a minha tia, com quem mora minha avó, que volta e meia invade o quarto da mãe pra pegar a vassoura. Mas pelo menos rendeu a ela um elogio quando, por acaso, guardou a vassoura “de cabeça para cima”.
Sim, vocês ouviram bem. Desde que minha avó foi morar com minha tia, um ou dois anos atrás, a vassoura mora no quarto da minha avó. As empregadas estão terminantemente proibidas de chegar perto dela. Bem, afinal a bicha não viveu tanto tempo à toa, não é verdade?
Só para esclarecer, minha vó é perfeitamente normal da cabeça. Bem, pelo menos tão normal quanto é possível na minha família. Ela é nova e tem o domínio das faculdades mentais dela. Mas mania (por falta de nome melhor, vou chamar assim mesmo), cada um tem a sua, né?
Essa não é a Clô, a foto é meramente ilustrativa.
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5 Comments

  • Reply marcela 29 de janeiro de 2012 at 14:06

    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk a vassoura Clô. Jurei q no final do texto vc fosse escrever “Rá! Pegadinha do Mallandro!” mas nem! Nem conheço a sua vó mas já gostei dela, gosto de pessoas e suas esquisitices hehehehe
    Beijão, flor!

  • Reply Rúvila Magalhães 29 de janeiro de 2012 at 15:07

    Paloma 🙂

    Eu ri demais com a história!
    Minha vó mora em frente a uma praça e varre a rua todos os dias então as vassouras dela não duram nem um mês, nada como sua vó!

    beijos<3

  • Reply Gabriela P. 29 de janeiro de 2012 at 15:12

    HASUIDSHAIDUIASHUDIAS Que demais, Paloma!
    Avós e suas manias! <3
    Vida longa à Clô e tua vovó! 😀

    Beijo

  • Reply Anna Vitória 29 de janeiro de 2012 at 17:09

    hahahahaha sensacional!
    ficou devendo uma foto da verdadeira Clô, com a cabeleira recém lavada!
    beijo

  • Reply Kamilla Barcelos 29 de janeiro de 2012 at 17:53

    UAHAUHAUHAUAHAUHAUAHAUAHAU Sério, nunca imaginei que uma vassoura teria vida tão longa assim.

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