Pessoal

Eus.

Mais uma vez eu abro o blog e não sei por onde começar. Nada a dizer, nada a analisar, mas não é que nada tenha acontecido. Talvez eu esteja com defeito, mas pelo menos já sinto o prazer das teclas sob os meus dedos. Talvez eu esteja virando uma pessoa normal e esteja parando de analisar o mundo a cada décimo de segundo, talvez eu esteja começando a viver num mundo mais humano on nem tudo tem que obedecer a minha racionalidade exagerada. Talvez eu simplesmente não consiga explicar. Comçando a ter medos mais humanos, talvez. Meus medos sempre foram os mais irracionais. Mas uma vez na vida eu me sinto uma parte do do todo, talvez uma parte defeituosa durante as minhas recaídas, mas uma parte de algo. Não me olham estranho, não me sinto em um tribunal o tempo todo, por mais que talvez isso ainda aconteça. Talvez eu finalmente esteja fazendo o que eu sempre preguei e isso não me importe mais. Não quero saber. Não me interessa, tenho que priorizar o que me parece importante, mesmo tentando não deixar nada de lado. Tenho que descobrir um jeito de vencer a mim mesma, de fazer o que eu quero fazer, mas nem sempre eu consigo. Muitos talvez, muitos tenho e muito querer, será que tem eu pra tanta coisa? O fato é que levei linhas e linhas para dizer uma simples frase, que eu sempre soube e não é segredo pra ninguém: não existe outro ‘eu’ no mundo, só eu enxergo do meu jeito, e só eu tenho alguma remota possibilidade de me entender, mas às vezes eu me pareço confusa demais.

Texto postado orginalmente no Uol blog.

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