Pessoal

Here comes the sun

Estou passando por um período de auto-afirmação muito forte. Provando pra mim mesma que eu sou decidida e que talvez eu saiba um pouco de alguma coisa, afinal. Me desculpa, Sócrates, eu sei que você foi proporcional ao tanto de coisas que existe no universo quando disse que nada sabia, mas do lugar de onde eu venho o único parâmetro que você pode ter é o das pessoas. Claro que tem que saber escolher, tudo é uma quastão de ponto de vista.

Certo, mas não era aí que eu estava planejando chegar, foi só mais uma das minhas voltas usuais. Outro dia (apesa de já fazer um tempinho, mas tudo que não foi hoje, foi outro dia, não é?) eu comentei com um amigo por algum motivo que eu não consigo lembrar que eu achava a infelicidade uma perda de tempo. Mais especificamente, eu disse foi que ficaria com muita raiva se morresse e descobrisse que passei a maior parte da minha vida ocupada em ser infeliz. O blog da Letícia me lembrou o tema e eu senti vontade de pensar mais sobre ele.

Será que alguém gosta de ser infeliz? Algumas pessoas usam os seus infortúnios pra chamar a atenção, pra se fazerem de vítimas, estarem no centro do palco. Mas porque é útil não quer dizer que seja agradável, vide, por exeplo, os remédios. A minha pergunta é se tudo isso compensa. Sacrificar todas as possíveis alegrias por uns segundos de atenção. Mas essa é uma pergunta para a qual eu não tenho a resposta, e se de depender de experiência própria, prefiro continuar sem saber.

Quando eu estou me divertindo eu me sinto leve, eu gosto de rir, eu vivo de brincar, adoro me sentir bem, e isso é a felicidade para mim, simplesmente me sentir bem sem que para isso tudo em volta tenha que estar perfeito, porque aí o sonho se torna inalcansável. A minha felicidade é um estado interno, é algo que eu sinto e ponto, não tem explicação. É algo que vem de mim pra mim, e por isso só depende de… Adivinha? De mim! Nossa, que surpreza, hein? Claro que eu não tenho toda a habilidade suficiente para ficar feliz ininterruptamente, claro que como todos vocês e querendo ou não eu vivo no mundo real, e claro que o que acontece com as pessoas à minha volta também me afeta, por isso eu acredito que se quando eu chegar na grande mesa de madeira logo que eu morrer e o contador me disser que eu passei 70% da minha vida sendo feliz – não procurando a felicidade ou fingindo ser feliz, mas realmente sendo feliz -, então eu vou me dar por satisfeita e deitar na minha nuvem fofinha observando as outras pessoas sendo felizes.

Fantasias à parte, o grosso do que eu escrevi realmente espelha as coisas que eu acredito. De outro, como se explicaria? Alguns simplesmente nasceram para ser felizes e outros para serem miseráveis? Não, é injusto e eu não acredito nisso. Faz muito mais sentido se cada um for responsável por si. Assim, se você foi feliz, parabéns, mérito seu, se não, infelizmente, a culpa também é sua.

Texto postado originalmente no WordPress.

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