Pessoal

Hoje é dia de rock, bebê

Como o show do David Guetta estava muito chato, Mayra e eu resolvemos dormir e deixar que os gritos da Beyoncé nos acordassem quando fosse a hora. Funcionou para ela, mas não houve grito que me acordasse e nem Mayra, porque ela ficou com pena. Resultado, dormi descaradamente até que alguém me cutucou. Nem precisaram cutucar duas vezes, eu já sabia bem o que tinha acontecido e acordei imediatamente com o coração pulando.

Foi só eu levantar e as cabeças da Milena (que já me era familiar) e da Analu (que não era) apareciam na escada. Obviamente eu quase tive um infarto, e abracei as duas sem nem ligar para o fato de que elas tinham rodado o Rio de Janeiro e depois pulado por horas na Cidade do Rock em um dia extremamente quente.

As duas se revezaram para tomar banho e depois fomos todas comer, rindo e falando felizes como se já não fosse amanhã. Se eu fosse meus vizinhos, não teria ficado nada feliz com o falatório enlouquecido às quatro horas da madruga de um sábado, mas eu não sou os meus vizinhos e naquele momento eu só sabia que tudo estava lindo e perfeito.

Só fomos dormir uma hora depois, e todos em volta devem ter agradecido aos céus. Mas às 11 já era hora de acordar de novo, porque o Rock in Rio esperava a mim e minha nova parceira no crime. Precisei penar muito para tirar aquelas pessoas da cama, enquanto no andar debaixo o churrasco rolava sem esperar por nós. Os planos de sair de casa às 13:30 obviamente foram pelo ralo, mas conseguimos chegar à Cidade do Rock lá pelas 3 da tarde, em um calor infernal.

Comemos (nunca vou entender minha necessidade compulsiva de comer nesses momentos e lugares impróprios), andamos de um palco ao outro várias vezes e pulamos ao som de músicas que nem conhecíamos. Tudo era divertido, tudo era lindo e eu não ligo a mínima para o fato de que com certeza qualquer conhecido (e desconhecido também) que tenha me visto vai finalmente comprovar que eu devia ser internada em uma instituição psiquiátrica – especialmente durante o show do Muse.

Depois disso tudo, tive um impulso severo de sequestrar a Mayra e nunca mais deixar que ela tivesse qualquer contato social para que ela nunca pudesse revelar ao mundo aquilo que viu – mas só revelo isso agora porque ela já está segura e inteira em casa, ou alguém podia acreditar no que eu estou dizendo e me denunciar para a polícia.

Eu não tinha mais pés quando deixei o local do show, mas ainda assim tive que me arrastar em cima do que quer que fosse aquela coisa dolorida presa no fim das minhas pernas por todo o longo caminho até onde o ônibus nos esperava. Fico feliz em dizer que resisti até nosso destino, e ainda mais o tempo que esperamos no ponto de ônibus pelo carro (para variar, do meu pai) que levaria quatro de nós espremidos no banco traseiro até o local sagrado que guardava a minha cama – que era sinceramente a única coisa que eu queria ver naquele momento.

Isso até chegarmos em casa e darmos de cara com dois seres sonolentos e as reservas de energia entrarem em ação para mais um pouco de folia em volta do corpo adormecido da Analu, até Morfeu exigir nossa presença.

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2 Comments

  • Reply Ana Luísa 24 de setembro de 2013 at 21:38

    Ai, odeio quando sou a primeira a dormir e perco a folia! Fico muito irritada quando o sono me vence, perdi bem umas 2h de folia curitibana por causa disso também, aff! Vou começar a pensar em receitas clandestinas de energéticos pro próximo encontrão! HAHAHA
    Gente, só agora que me liguei que, realmente, você e May todas limpinhas de pijama e eu e Milena abraçando vocês depois de andar o dia inteiro, que errado. Mas é amor. HAHAHAH
    E acho que devíamos narrar esse fim de semana pra sempre, só pra parecer que ele ainda não acabou! <3

  • Reply Mayra 24 de setembro de 2013 at 23:23

    Eu achando que você queria me sequestrar por amor, mas era por vergonha mesmo! Como assim dona Paloma? tsc tsc HAHAHA
    Até hoje não sei como consegui ficar acordada por tanto tempo quanto nesses dias!
    Sdds <3

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