Pessoal

Lidando com a vida

Hoje uma amiga chegou para mim no msn, e me contou do falecimento da avó. Eu conhecia ela, e ela era uma das pessoas mais fofinhas que eu já tive o prazer de conhecer.
Na hora, senti vontade de chorar. E ainda sinto um pouco. Mas parando por um segundo para raciocinar sobre isso que eu estou sentindo, eu vejo que não é por ela que eu estou triste. Estou triste é por quem fica, pela minha amiga, pela mãe dela, que vão ter que conviver agora a cada dia com essa saudade que nunca vai totalmente embora. Se afastar, ainda que temporariamente, de quem se ama e seguir com a vida da melhor maneira possível é uma lição dura, mas uma que todos vamos ter que aprender para passar nas provas da vida.
Ela se foi. Agora ela está livre. Agora não tem mais que lidar com todos os problemas daqui. Foi embora, leve, com a sensação boa de uma vida inteira bem vivida. Só tem que lidar com a própria morte, e a sua nova realidade. E a minha amiga? Ela ainda tem uma vida inteira pela frente para lidar. Para se preocupar em viver bem.
Esses primeiros dias depois da partida são de suspense. Ela ainda vai passar um bom tempo – e quem sabe se um dia vai deixar de fazer isso – apreensiva a cada minuto, esperando a campainha, a voz familiar, o abraço que só uma avó sabe dar. A avó vai poder visitá-la de vez em quando, mas a recíproca tão cedo não será verdadeira.
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4 Comments

  • Reply Nathy 16 de março de 2011 at 23:24

    Pois é…isso é definitivamente muito triste! É uma dor que só realmente quem sente… =/

  • Reply Gab 17 de março de 2011 at 01:07

    A morte é uma coisa que me causa muito temor. Tenho medo de morrer e de perder as pessoas queridas. Confesso que sou um pouco egoísta nisso e tenho mais medo de morrer, por não saber o que vou encontrar do outro lado. Apesar de ser espírita, a apreensão ainda é grande.
    Meus pêsames para tua amiga.
    Beijo!

  • Reply Thaís. 19 de março de 2011 at 11:01

    Desejo sinceramente que a saudade da sua amiga deixe de ser doída para se tornar uma coisa bonita. Aquele tipo de saudade que recheie a memória com as lembranças mais coloridas das duas. Que ambas saibam que jamais estarão sozinhas, por onde quer que elas andem. E que entendam que a morte não existe. É temporário. A gente morre em um lugar, para renascer em outro.

    Beijo, florzinha. :*

  • Reply Ana Luísa 20 de março de 2011 at 14:01

    Ai Paloma, perder alguém que amamos é sempre a pior dor do mundo. Quando minha avó morreu, em 2007, eu tive a certeza de que nunca mais eu seria completamente feliz. Dói pra caramba, mas não é bem assim. A falta dela impera em vários momentos, mas eu sempre me concentro na ideia de que ela não ia querer me ver triste. Eu converso com ela quando sinto necessidade, e choro quando preciso. E juro pra ela, enquanto choro, que é de saudade, e não de tristeza.
    Infelizmente a vida tem dessas.
    Beijos!

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