Pessoal

Mais um desabafo

Eu sinceramente não estava nem um pouco no clima para vir aqui hoje. Eu sou meio sensível (leia-se: fresca) para publicar na internet algo que eu considero pessoal demais. Enfim, eu tenho uma terrível dificuldade de me abrir, de mostrar as partes de mim que são mais sensíveis. Mas então eu pensei um pouco, e percebi que apesar de não conhecer pessoalmente quase ninguém daqui, vocês seriam no mundo quem teria a maior chance de me entender de verdade. Eu acho que vou me sentir melhor só de pôr isso para fora, de um jeito ou de outro.
Ontem à noite eu briguei com o meu pai mais uma vez. Não é que seja uma grande surpresa, mas fazia um bom tempo que não acontecia. Não comecem a imaginar uma grande discussão, vasos quebrando. Não foi nada disso. Só houve um grito, que foi dele, e muitas lágrimas – minhas – escondidas no banheiro.
Nós estávamos dirigindo juntos e nos dando muito bem desde que eu tirei minha carteira. Mas agora eu percebi que era só porque até então eu estava indo bem, sem fazer besteiras. No minuto em que eu enfrentei minha primeira dificuldade, toda a paciência dele pareceu desaparecer como se nunca tivesse estado ali. Grande ironia!
Pelo menos dessa vez eu tenho absoluta certeza que a culpa não foi minha. Deu para ver nos rostos da minha mãe o do meu irmão. Eu sei que tenho muitos defeitos, mas não sou a única responsável por tudo o que acontece de errado no mundo, e nem na minha família.
Eu amo o meu pai, mas às vezes ele me magoa muito. Mas eu sei que tudo vai melhorar. Afinal, não dá para piorar muito.
Peço desculpas pelo tom deprimente do post. Para amanhã vou tentar algo um pouco mais alegre. Foi muito difícil publicar isso, na verdade só escrever já foi difícil. É quase um impedimento físico, como se eu estivesse mergulhada em uma substância muito densa que dificultasse meus movimentos. Mas só de escrever, me expressar, eu já me sinto melhor.
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3 Comments

  • Reply marcela 13 de fevereiro de 2011 at 02:07

    Isso é coisa de pai, Paloma. O meu é assim mesmo, sem tirar nem pôr. Aposto como já deve ter passado essa tristeza aí. As vezes as pessoas que a gente mais ama são as que mais magoam a gente mas isso não quer dizer que ela deixaram de nos amar.
    Beijinhos!

  • Reply Letícia 15 de fevereiro de 2011 at 10:34

    Quando brigo com meu pai choro que nem cachoeira. É alguma coisa no tom de voz dele, nos gritos que ele sempre dá quando está com raiva que me magoa demais por estar nessa situação.
    Depois de 2 anos brigando direto, agora estamos bem. Quem diria.
    Beijos

  • Reply Vanessa 15 de fevereiro de 2011 at 17:35

    Desejo que esse sentimento ruim pelo que aconteceu entre vocês passe logo. Torcendo para que os dois se entendam muito bem sempre!

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