Pessoal

Minha vida

Tem dias que eu sinto uma prostração terrível. Nesses dias simplesmente não dá vontade de fazer nada. Eu leio, leio, como se livros fossem a única coisa que pudesse me salvar. Porque se eu parar e for reparar na absurda falta de importância que a minha vida tem, eu só ficaria ainda mais desanimada.
Talvez o livro da vez tenha algo a ver com isso. Livros mais filosóficos me deixam mais introspectiva. Talvez o mais importante seja não pensar. Eu penso demais para o meu próprio bem. Mas, de um jeito ou de outro, eu continuo me sentindo inútil, como se minha vida não tivesse propósito. Ou, se tem, tenho certeza que me afasto mais dele a cada dia.
Às vezes eu me pergunto se não seria mais feliz sendo um daqueles seres que saem sete dias por fim-de-semana e parecem não se preocupar com nada.
Uma das piores coisas desses dias é que eu acabo descontando minha irritação com gente que não tem a mais remota conexão com o quão mal eu me sinto, muito pelo contrário. Minha mãe, por exemplo. E depois a situação só piora, porque além da sensação de vazio, me sinto também extremamente culpada.
É como se a minha vida estivesse completamente fora das minhas mãos. É a impotência de imaginar que eu vou acordar todos os dias da minha vida para fazer exatamente aquilo que eu não quero fazer. Será que minha vida vai ser sempre tão inútil assim?
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5 Comments

  • Reply A felicidade é um estado de espirito 23 de outubro de 2011 at 15:46

    Não fique assim, deve ser só TPM miga, eu tb já cheguei a pensar que ser uma pessoa vazia e sem nada na cabeça eu seria mais feliz mas… não é bem assim e nos sabemos disso. mil bijus e fica bem e saiba que esse sentimento de imponência acomete todo mundo em algum momento da vida você ~e não esta sozinha!!!

  • Reply Ana Luísa 23 de outubro de 2011 at 21:49

    Ei Paloma! Acho que ninguém passa ileso por essas fases introspectivas.. A gente fica assim quando parece que falta uma paixão maior em algo que fazemos né? Eu andei uns dias assim, mas já tô reacendendo meu ânimo de novo! Nessa sexta nasceu minha prima, e nada como cheirinho de recém-nasido para renovar os ânimos de todos! Além disso, consegui pegar o personagem que eu queria na peça, o que me deixou super feliz! Então, vamos que vamos!

  • Reply Nina Vieira 24 de outubro de 2011 at 11:04

    Já passei por esses momentos e acreditava que os livros poderiam ser justificativas excelentes para superar o tédio que me aflige. Às vezes sim. Talvez isso justifique a quantidade de leituras que obtive este ano. Mas não sei se faz diferença.
    Às vezes o melhor é ligar a TV.
    Abraços.

  • Reply devaneadora 25 de outubro de 2011 at 20:18

    Compartilhamos da mesma sensação e pensamento; acho que pensamos muito e apesar de ser realmente para o nosso bem, acabamos deixando de enxergar os detalhes que fazem a diferença no nosso dia-a-dia. Mas creio que é tudo questão de abrir os horizontes e se reprogramar, ou tentar um novo meio de não cair logo em pensamentos quando uma aventura pode nos tirar dessa prostração toda. Viver requer equilíbrio e saber dividir cada momento. Deixamos então, esse vazio de lado e começamos a montar o quebra-cabeça da nossa vida com mais brilho que o habitual.

    saudade Pah *-*

    Beijos

  • Reply Juliane Shmidt 28 de novembro de 2011 at 21:03

    É, e quem nunca passou por isso? Eu pelo menos vivo passando…
    Só lembrar que a vida é feita de altos e baixos, e que tuuuuudo, tudo mesmo, passa!
    Adorei o seu blog, cantinho lindo *-*
    Tô seguindo, beijo!

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