Pessoal

Novos novos começos

Sempre que algo está prestes a começar (ou a terminar), me volta aquela velha sensação de frio no estômago. E não é porque eu tive cerca de duas semanas para me preparar para começar no estágio novo que dessa vez tinha alguma chance de ser diferente. Ou talvez já estivesse óbvio que seria diferente para pior, já que a perspectiva de estagiar em um escritório sempre foi um tanto quanto apavorante para mim.
De qualquer forma, nunca antes duas semanas se passaram tão rápido, e lá estava eu, domingo passado, a um dia de uma nova etapa da minha vida e morrendo de medo. Sou dessas. Mas não queria fazer feio e escolhi de véspera minhas roupas e o sapato novo e deixei tudo separado para a grande estreia, já prevendo uma noite péssima de rolar na cama sem conseguir dormir. Felizmente meu sono foi poupado.
Chegou a tão temida segunda-feira e foi quando as borboletas no estômago também chegaram para ficar. Lá fui eu, com a cara e a coragem. Se eu pudesse escolher um superpoder para ganhar de Natal, seria o de acelerar o tempo. Eu passaria um mês em trinta segundos sem pestanejar, só para passar essa fase horrorosa de adaptação. É sempre ruim chegar em um lugar que você não conhece, cheio de gente que você não conhece e para fazer coisas que você nunca fez na vida. Eu sei que todo o começo é assim, mas já disse que detesto começos.
Agora vem a parte que alguns talvez estranhem um pouco. Eu achei tudo lá muito tranquilo. Tranquilo demais, levando em conta a imagem mental que eu tinha de um escritório. Todo mundo foi legal comigo e me deixaram totalmente à vontade, o ambiente transpirava tranquilidade e organização. Só poderia ter sido melhor se parte do escritório ainda não estivesse em obra e eu já tivesse minha mesa, mas aí seria perfeito demais e eu ia acabar desconfiada. Resumindo: eu não fiquei menos nervosa, mas consegui ficar mais tranquila.
Com o passar dos dias, fui começando a entrar no clima, e tudo ficou ainda melhor. Comecei a fazer coisas e aos poucos os “bichos de sete cabeças” estão começando a virar gatinhos inofensivos. Cometi alguns erros também, mas nenhum que não pudesse ser imputado à minha fase de adaptação e nenhum também que me causasse o menor problema.
Apesar disso tudo, eu ainda tinha meu grande problema para enfrentar: conhecer as pessoas. Acho que não é segredo a bicho-do-mato que eu sou, e isso não costumava ser um ponto tão importante para mim. Mas, com as perspectiva de efetivação (sonhar não custa) e as grandes chances de aquelas serem as pessoas com quem eu vou ter, gostando delas ou não, que conviver por muito tempo, essa questão assumiu um destaque especial. Felizmente, até isso foi tranquilo, já que eu fui recebida com os braços abertos. Além do mais, dei a sorte de entrar bem na semana de um churrasco do pessoal a que, contrariando minhas próprias características, eu fui. E não me arrependo. Minhas expectativas eram de conhecer um pouco o pessoal e não parecer antipática. De quebra, ainda me diverti à beça.
Lembram da minha preocupação sobre nunca mais encontrar um bom ambiente de trabalho e esse blablabla todo? Bem, acho que isso não será mais um problema.
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3 Comments

  • Reply Ana Luísa 17 de junho de 2012 at 20:10

    Ai, Pa.. começos são sempre assustadores. Ainda mais quando você é o único elemento novo num rol de seres completamente adaptados entre eles mesmos. Mas tudo passa! Beijo!

  • Reply Luly 17 de junho de 2012 at 23:49

    Tudo o que é novo assusta. No meu 1º estágio eu passei por uns 3 “estágios” diferentes e cada vez que ia começar minha barriga tremia e meus olhos enchiam d’água. Mas no final é bom, toda experi~encia vale a pena.
    E os erros são comuns, tomara que você tenha muito sucesso!!!!

  • Reply Fran Carneiro 18 de junho de 2012 at 16:46

    Own, Pah! Fico feliz por você ter ido ao churrasco. Pelo seu começo ter sido bacana. Por terem te recebido bem. E tudo o mais 🙂 feliz mesmo! E acho que chance de efetivação não é um sonho distante assim da realidade, portanto, sonhe mesmo!

    <3

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