Pessoal

O estagiário, esse lindo

Voltando da faculdade e pensando no meu futuro estágio, acabei me pegando no meio de algumas reflexões meio cômicas e meio sérias. Sintam-se livres para discordar, mas eu acho que essa história de abolição da escravidão na verdade é uma grande falácia. Pois é. E não é por causa desses casos horrorosos que a gente vê no jornal, não, é por coisa da vida real mesmo. E por “vida real”, leiam “minha vida real”. Afinal de contas, o que mais é o estágio do que um tipo de escravidão?

Imagino que nesse momento você deve estar rindo, e é para rir mesmo. Rir evita rugas e é muito, muito melhor do que chorar. Mas segure as gargalhadas e acompanhe meu raciocínio por um minuto: quem é aquela figura registrada que às vezes nem ganha salário, ou ganha muito pouco? Quem é que sempre fica encarregado dos piores trabalhos? Se tem algo em um local inacessível, quem fica encarregado de dar um jeito e recuperar? E quem sempre leva a culpa de tudo de ruim que acontece?
Te convenci? Não? Tudo bem, não queria mesmo. Estou simplesmente expressando uma das minhas muitas teorias. Mas você pode pelo menos concordar que meus argumentos são plausíveis. E aqui vai mais um: vocês sabiam que erro do estagiário já foi aceito como desculpa para perda de prazo no mundo jurídico? Não, não estou mentindo. E, só como a cereja no topo do bolo, acho que não é segredo que a maioria dos lugares usa o estagiário simplesmente como mão-de-obra barata e está pouco ligando para a lei do estágio. Estou mentindo?
Bem, mentindo não, mas estou exagerando um pouquinho, como é da minha natureza. Claro que nem tudo é tão ruim assim. Ser um bom estagiário não só é um primeiro passo para ser um bom profissional, como uma chance de mostrar seu trabalho para alguém que já está no mercado e todos esses clichês que todo mundo está cansado de ouvir. Enfim, quem está aqui já deve estar mais do que familiarizado com todo o drama que eu faço. Não percam o sono com isso.

E essa sou eu, saindo pela tangente.

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4 Comments

  • Reply Ana Luísa 5 de junho de 2012 at 00:17

    Se realmente é assim que a banda toca com a maioria das relações de estágio, eu dei muita sorte com os meus! <3

  • Reply natália di santis. 5 de junho de 2012 at 16:47

    Na visão dos outros: É TUDO CULPA DO ESTAGIÁRIO! Normal…

  • Reply Nina 6 de junho de 2012 at 08:01

    Eu já fui estagiária. E fui escrava. Hoje, trabalhando em uma livraria, ainda não saí desse status, mas penso o seguinte: fiz estágio em uma clínica de ortopedia e lá foi minha verdadeira escola. Não sei o que seria da livreira que sou hoje caso não experimentasse atendimento com o público naquela época. Por isso, tente ver o lado bom das coisas. Sempre existe e, em um futuro próximo, você há de reconhecer seus esforços.
    Gostei muito daqui. E voltarei.

  • Reply del 6 de junho de 2012 at 15:46

    E eu achando que estava sozinha nessa ideia! Escravidão mudou de ramo, digamos assim. E assim como ela, apadrinhamentos também continuam! Eu não poderia concordar mais com seu texto!

    E muito obrigada pelos parabéns, linda! 🙂

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