Pessoal

O fim de semana em que eu fui para Nárnia sem sair de casa

Faz mais de uma semana que tudo acabou e só agora venho fazer essa tentativa de descrever o que me aconteceu no fim de semana de 13/09 a 15/09, mais por influência das séries de postagens da Analu e da Mayra (partes diretamente envolvidas) do que por entusiasmo próprio.

Não me levem a mal, minha hesitação não tem nada a ver com o mérito do fim de semana e está muito longe de significar que esse não foi um dos finais de semana mais felizes da minha vida. É só que eu não tenho palavras que possam fazer jus aos fatos e tenho medo de fazer tudo parecer ordinário demais. Porque, acreditem, não teve nada de ordinário.

Para começo de conversa, para mim não existe nada de ordinário em se sair do trabalho tremendo de nervosismo e ansiedade para ir até o aeroporto buscar uma pessoa que eu não conhecia ao vivo e que iria levar para passar os próximos dias no lugar mais sagrado do mundo: a minha casa. Era muito loucura para o meu gosto, e durante todo o caminho um pensamento paranoico ocupou a minha mente: e se a Mayra for alta? Porque eu não estava preparada psicologicamente para esse fato, então era melhor ela ser baixa, ou eu ia acabar saindo correndo e deixando a coitada ali, sozinha, em um aeroporto aleatório de uma cidade estranha.

Felizmente, após vários minutos de ansiedade, espera e mãos suando enquanto o quadro dizia que o voo dela estava aterrissado e nenhuma pessoa não-idosa de cabelo branco saía dos portões, ela surgiu – mais ou menos da minha altura. E lá estava eu, abraçando uma pessoa estranha (no bom sentido).

A sensação de estranheza foi diminuindo gradativamente enquanto nós andávamos até o metrô (fazendo algumas voltas desnecessárias, porque meu senso de direção só ganha do da Milena), até finalmente acharmos o bendito e chegarmos no trabalho do meu pai, que foi uma alma muito gentil e caridosa durante todo o fim de semana.

É uma pena que no dia seguinte, sexta-feira, eu tenha tido que ir para o estágio e perdido todo o tour pela cidade. Só fiquei tranquila (mas ainda irritada e terrivelmente frustrada) porque entreguei minha nova pupila nas mãos de uma pessoa de confiança, mesmo que perdida, e monitorei os movimentos delas por meio de reportes em primeira mãe que só aumentaram meu recalque. E então no fim do dia eu encontrei os dois seres, comemos batatas fritas, e eu carreguei minha visitante de volta para casa para comer mais batata frita e assistir o show pela televisão.

Perto da hora de dormir, ficou combinado que nós iríamos para cama e alguém iria acordar a gente quando duas visitantes muito especiais chegassem, já que eu era a primeira em comando, diretamente responsável por alimentar e entreter três raparigas crescidas. Durante o show do David Guetta (que alguns dizem ter sido muito bom, mas há controvérsias), dormimos e eu fui direto até que alguém me cutucou porque duas convidadas muito especiais tinham chegado: Ana Luísa e Milena.

* vou completar minha versão dessa saga com mais dois posts, um para cada um dos dias do fim de semana. Aguardem.

Previous Post Next Post

You Might Also Like

2 Comments

  • Reply Ana Luísa 22 de setembro de 2013 at 22:45

    AHHAAHHAA, já pensou se Mayra fosse alta, meu Deus? HAHAHA, amei. Tanta preocupação pra pessoa colocar na cabeça e ela resolve fixar na altura da visita. Que bom que sou nanica também!
    E chorei de rir com seu senso de direção só ganhar do da Milena. O meu é pior, asseguro. Milena pelo menos sabe ir até o Leblon, e ir do Leblon pra barra. Eu ficaria sentada chorando no aeroporto. Não só no Rio, porque isso seria até justo, mas em Curitiba também. A patologia é séria. HAHAHAHAHA
    Amo você! <3

  • Reply Mayra 23 de setembro de 2013 at 19:58

    Meu coração tá pulando pela boca porquê: você também resolveu brincar e também vai fazer vários posts!!!!
    E nem preciso comentar o quanto eu ri lendo seu relato do medo de eu ser alta! Eu, alta? AHAM HAHAHAHAHAHAHHAAH
    Ai que saudades <3

  • Leave a Reply