Pessoal

Pelo amor dos meus ouvidos. Ou melhor, olhos.

Não sou a rainha da gramática. A bem da verdade, sei muito menos do que deveria, e cometo muito mais erros (patéticos, diga-se de passagem) do que gostaria. Quero deixar claro, antes de tudo, que não me acho melhor que ninguém e que a única diferença entre as pessoas que motivaram esse texto e eu é uma coisinha simples chamada cautela.
Sim, a educação brasileira é uma vergonha e essa história toda, mas eu parto do princípio que se você se presta a fazer algo, tem que direito. Se você quer usar a escrita para se comunicar ou, mais importante, se você quer passar uma mensagem e ser entendido, então tem que fazer um mínimo de esforço para ser entendível.
Um erro ou outro qualquer um releva, afinal, somos todos humanos. Mas não existe nada mais broxante do que resolver “zapear pela internet”, entrar pela primeira vez em um blog, cheia de expectativa, e dar de cara com uma pilha de erros de português/digitação onde você esperava encontrar um texto. Pode até não ser o caso, mas a impressão que isso passa é que não se tem a menor preocupação com as ideias que se vai jogar no mundo, que o importante é falar, sem pensar duas vezes, que você sinceramente não se importa. E a minha reação mais que imediata é fechar a página o mais rápido possível e incluir a url na minha lista negra. E nesse quesito eu sou rancorosa de verdade.
Com o Sr. Google à disposição 24h por dia e um trilhão de dicionários online ao alcance de um clique, errar por preguiça me parece o cúmulo do descaso. E descaso, na minha humilde opinião, é uma coisa muito feia. Quem erra convicto, merece meu perdão; quem erra no achismo porque não tem saco para fazer uma pesquisa rápida, não. Pior ainda: quem erra por não tomar o cuidado básico de reler o que escreve, esse merece punição severa. E quem erra tentando falar chique, esse eu nem comento.
Ontem foi um dia atípico, no qual eu resolvi tentar conhecer blogs novos. No geral, a tarefa foi um fracasso por n motivos, mas o que realmente me desencantou foi um em específico. Por um acaso do destino, depois de uma passada de olhos rápida para comprovar que a aparência do lugar não feria meus olhos e assim passando no primeiro teste, resolvi fazer algo que nunca faço e clicar em uma subpágina aleatória antes de ler qualquer texto. A tal da subpágina era um discurso sobre direitos autorais, a princípio totalmente pertinente, até que você dá de cara com a seguinte pérola: “pois estaria infligindo à lei do plágio”. Se você não enxergou o erro aí, eu sinto muito por você. Mas digamos que a única coisa infligida nessa história toda foi sofrimento aos meus pobres olhos.
Não estou aqui para malhar ninguém, então não vou citar nomes ou links, mas se você já deu de cara com esse ícone por aí em suas peregrinações ou algum dia vier a dar, certamente vai lembrar de mim. Não vamos nos deixar levar e sair por aí acreditando que esse discurso todo foi causado por uma pessoa. Não foi. Mas todo o copo d’água que fica tempo o suficiente sob uma goteira, acaba transbordando. Encare o exemplo acima como a simples gota que estava faltando, mesmo porque, apesar dessa escorregada, o blog era bom.
No fim de tudo, sabe o que eu acho? Devíamos todos dar as mãos e voltar para a alfabetização, pelo amor dos meu olhinhos.
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7 Comments

  • Reply Pedro De Souza Martins 14 de outubro de 2012 at 17:58

    O uso do Google Chrome acaba com esse tipo de problema, ele faz a “cobrinha” embaixo do que você escreve errado.

  • Reply marcela 14 de outubro de 2012 at 18:27

    E algumas pessoas, Paloma, ainda culpam a internet por isso. Juro que tento tomar cuidado com o que escrevo, já editei um monte de textos meus que vi q estavam com algum errinho e acredite, tenho convulsões quando erro alguma coisa, acho que a pessoa dar uma checada no escreve não mata ninguém né? Pelo amor dos olhinhos de todos ahuahuah. Beijos!

  • Reply Ana Luísa 14 de outubro de 2012 at 18:30

    Nem preciso comentar sobre o assunto, né? Eu sou super enjoada pra essas coisas, eu corrijo as pessoas no meio da conversa, bem chata. Mas pô, não custa!

  • Reply Flá Costa * 14 de outubro de 2012 at 22:37

    eu sou super Analú, quando percebo já estou dizendo às pessoas como falar, escrever. a chata, mas é inevitável. e infelizmente, as vezes erro. detesto, mas acontece… de resto o amor pela boa gramática aqui só cresce! rs

    beijoca

  • Reply Michas 14 de outubro de 2012 at 22:38

    Deveríamos voltar para a alfabetização para o bem dos seus e dos meus olhinhos, viu? Esse seu texto expressou tudo o que eu sinto quando saio por aí lendo blogs.

    Errar todo mundo erra, mas vamos combinar que algumas coisas não tem perdão. As últimas pérolas que li foram “vê” ao invés de “ver” e “está” ao invés de “estar”. Isso em um blog em que a autora afirma infinitas mil vezes que adora ler e que lê para caramba e tal…Sei lá, não consigo entender em que mundo alguém que lê demais comete esse tipo de erro, mas ok, né? Quem sou eu para julgar haha

    Beijos e uma boa semana para você.

    Michas

    http://michasborges.blgspot.com

  • Reply A felicidade é um estado de espirito 15 de outubro de 2012 at 22:50

    Uma vez quase apanho de alguém no Facebook porque escrevi “ClariSSe” Lispector” e não “ClariCe Lispector” fiquei com muita raiva porque essa pessoa se mostrou extremamente esnobe e pedante. Corrigir tudo bem façamos isso com jeito afinal ninguém é dono supremo da verdade e todo ser humano esta sujeito a errar principalmente a autora da grosseria que mencione, mas tudo bem não era minha amiga e nem faço questão que seja #passou#. Eu já sou um pouco mais tolerante com quem erra pois afinal de contas a língua portuguesa é considerada uma das mais difíceis do mundo e todo brasileiro esta sujeito a errar. Sejamos humildes para corrigir sem ofender ou simplesmente ignorar se for o caso.

  • Reply Gabriela, 17 de outubro de 2012 at 23:55

    Eu que dou aula de alfabetização, me esforço muito para ensinar a correta grafia para meus alunos, que já são adultos e tal.
    Mas mais do que isso, eu ensino a pesquisar no dicionário, internet, o que for, quando não se tem certeza de como se escreve a palavra.
    Na dúvida, vai atrás pra saber como escreve, meu deus!!
    Sou bem chata nisso, corrijo e fico em cima.
    Só assim.
    Beijo.

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