Pessoal, viagens

Por onde andei enquanto vocês me procuravam

Talvez vocês não estivessem me procurando, mas o fato é que eu andei em Nova York e acho que seria, no mínimo, uma prova cabal do sepultamento desse blog se eu não dissesse uma palavra sobre isso aqui. Afinal, pode ser que vocês vivam viajando, mas não é todo dia que eu vou a Nova York. Ou para qualquer lugar além da faculdade e do trabalho, para falar a verdade.

A viagem estava marcada desde janeiro para acontecer na primeira quinzena de agosto. Passagens compradas, hotel reservado e pago, contador do celular ajustado e tempo… Tempo se arrastando, obviamente. Foi um programa típico de família – mamãe, papai e filhinhos – e a primeira viagem internacional que fizemos todos juntos.

No fim das contas, a data demorou uma eternidade a chegar, e o passeio passou voando. Andamos todos os dias incansavelmente em busca de desbravar o máximo da cidade. Começamos a conhecer o mapa da ilha como a palma das nossas mãos (não que isso seja muito difícil), entendemos aquele metrô meio louco (que no fim, nem é tão complicado assim), vivemos basicamente de batatas fritas e Buffalo wings e, ainda assim, voltamos vivos.

Eu não estava no melhor dos espíritos, e nem pensar em falar que foi fácil dividir um quarto (e um celular) com os três, mas com certeza faria tudo de novo. Graças a deus eu posso dizer que nasci com a habilidade de focar nas partes boas e desenvolvi ao longo da vida o poder de empurrar para o fundo da minha mente tudo o que eu não quero lembrar.

A cidade é ridiculamente incrível. Não dá para não ficar maravilhado, não dá para não querer fazer as malas e mudar para lá e, especialmente, não dá para não voltar para casa falido e com um milhão de malas. Na verdade, voltei só com uma e meia; então vamos focar nisso e ignorar o fato de que o que eu levei não passava de duas mudas de roupa (sim).

Apesar de tudo isso, o mais incrível é como essa cidade maravilhosa tem o dom de te fazer se sentir em casa. E não é só porque eu falo e entendo inglês o suficiente para me comunicar perfeitamente. É um ar de familiaridade que eu não sei explicar. A cidade te abraça e então, ferrou – ela nunca mais vai te deixar. Sem mencionar o fato de que a maioria das pessoas era bizarramente simpática (me enganaram minha vida toda).

No último dia, passando pela última vez na Times Square (que era tão perto do hotel que virou parte de casa), minha vontade foi agarrar em um poste de luz, um banco, um prédio, qualquer coisa que fosse firme o suficiente para que ninguém conseguisse me arrancar dali nunca mais. Porque voltar para a realidade dói.

Eu sei que vocês nunca viram um texto meu com tantas imagens, mas Nova York não é uma cidade sobre a qual se fala. É uma cidade que se vê, se sente, se cheira, se ama. E além do quê, tenho 900 fotos saudosas aqui guardadas e seria um crime se pelo menos uma parte delas não visse o mundo algum dia. Afinal, não comprei Lia, minha câmera nova e lynda, à toa.

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7 Comments

  • Reply Deyse Batista 5 de setembro de 2014 at 19:12

    Palo, de fato, apesar de ter gostado do texto, as suas fotos falam por si só. Que lindas! Amei muito todas, principalmente essa do memorial do WTC. E fiquei curiosa pra saber qual câmera você comprou!
    Beijo!

  • Reply Anna Vitória 6 de setembro de 2014 at 11:57

    Sempre que leio sobre NY, sinto saudades de uma coisa que eu nunca conheci. Louco isso, né? Mas é que eu tenho muitas referências de NY muito importantes na minha vida (filmes do Woody Allen, Friends, Gossip Girl – porque eu sou uma moça muito séria), então sinto que a cidade já é parte de mim mesmo sem nunca ter colocado os pés nela. Então, sim, dá pra entender totalmente o seu acolhimento, e se fosse eu, também ia me esconder em algum bueiro, me acorrentar em algum poste, pra nunca mais ir embora.
    As fotos estão lindas, e essa terceira com vista pro parque tá simplesmente amazing! <3
    beijos

  • Reply Ana Luíza 7 de setembro de 2014 at 18:10

    Ah, Nova York <3

    Taí um lugar que eu amo e sonho em ficar pra todo o sempre, mesmo não tendo sequer colocado os pés lá ainda. Paciência, um dia minha hora chega. Suas fotos ficaram incríveis e eu ia adorar se você postasse mais algumas (sim). Mas o relato, ah, esse me fez ficar ainda com mais vontade de colocar os pés na Big Apple 🙂

  • Reply Ana Luísa 8 de setembro de 2014 at 19:37

    Amiga, amei acompanhar a saga NY pelo seu insta e pelo de Marcelinho. Essa cidade parece um sonho mesmo, morro de vontade de ir e fazer várias coisas por lá. Pfvr encontrão da máfia versão NY! E por favor você atualizando sempre o blog! <3
    Beijos! Te amo! Piu!

  • Reply Renan Mendes 17 de setembro de 2014 at 16:39

    Sou visitante novo no pedaço e já comecei sentindo um pouquinho de inveja, rs. (Mas nem tanto porque a minha internet não me deixou ver todas as imagens e eu me foquei só no texto haha). Mas gostei muito do que li aqui. Nova York é linda até nas piores fotos e ela tá na minha lista de places to go before I die. Se tudo der certo, ano que vem tô lá (talvez de vez) e aí não vou sentir mais tanta inveja de ti, rs. Aliás, vou até voltar aqui pra continuar te lendo porque escreves bem pra burro.

    🙂

  • Reply Filha de José 26 de novembro de 2014 at 08:44

    Lindas suas fotos.

    Abraço.

    AnaVi

    filhadejose.blogspot.com

  • Reply A problemática dos centavos ◂ Vizinha da Capitu 11 de agosto de 2015 at 08:01

    […] de que eu estou atualmente em Kansas City. Ano passado, passei duas semanas maravilhosas em Nova York. Essa é toda a extensão da minha familiaridade com os Estados Unidos da América, mas registrei […]

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