Pessoal

Primeira parada: Paris!

Infelizmente, desde que escrevi o primeiro texto do ano ontem a noite não consegui ler um livro inteiro. Apesar disso, a sede de tirar o atraso na escrita era tanta que eu pensei que não teria problema falar de algo que eu li não tão recentemente. Pra falar a verdade não tenho certeza de quando eu li, pode ter sido esse ano ou ano passado, mas isso também não vem ao caso.

Eu levei um tempo maior do que o normal (pra mim) pra ler A elegância do ouriço. Isso porque ele é grande parte sobre filosofia, e nesses textos mais complexos eu preciso de tempo pra pensar entre uma leitura e outra. Quem me indicou foi uma amiga, por duas razões: primeiro poque a mãe dela tava lendo e, como ela me conhece bem, imaginou que eu fosse gostar; segundo porque uma das personagens princiapais (que são duas) tem o meu nome.

Saindo disso, vamos ao livro em si. Como o título do post sugere (sutil, hein), a história se passa em Paris, mais precisamente em um prédio de luxo da capita francesa, e é contada por dois lados: o da concierge (uma espécie de porteira) Renée, que se faz de burra e a qual ninguém – ou melhor, quase ninguém – parece notar; e o da Paloma, uma menina que mora no prédio no meio de uma família que não consegue entendê-la. Grande parte do livro é dedicada a pensamentos individuais delas duas, até que em um belo momento elas de juntam de um jeito inesperado em uma amizade que tampouco se podia esperar. No meio disso tem um senhor japonês que parece ser a única cabeça pensante do livro (tirando as duas) e um gato gordo chamado Leon, se não me engano.

Quando se pega o embalo, apesar do rítmo meio arrastado do livro, é uma estória muito bonita. E então no auge, o livro acaba com rios de lágrimas minhas no meio da madrugada, mas o final em si não conto pra não estragar (mais) a leitura de quem se interessar. Pra quem se interessa por filosofia, é uma ótima pedida. E agora só pesso que me avisem do nível do estrago que eu fiz em conseguiu chegar até o final do texto na minha primeira (e dependendo das opiniões, última) tentativa de dar o meu parecer sob algo tão complexo como um livro (que não é coisa que se brinque).

Texto postado originalmente no WordPress.

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