Pessoal

Psicotic? It’s genetic.

Se você assiste um filme muitas vezes, você sempre acaba reparando todos os defeitos que são impossíveis de se ver da primeira, ou da segunda, ou da terceira vez. Alguém já reparou? Você passa a conhecer o filme bem demais para o bem daqueles que escreveram ele, ou dirigiram, ou atuaram nele.

Nem sempre é ruim, você também pode reparar em situações inspiradas e metáforas visuais muito difíceis de captar de primeira. Até filmes nos quais apesar de você gostar e assistir repetidamente, você não aposta muito.

Qual o filme que gerou todo esse questionamento? ‘Paixão de Aluguel’. Sim, aquele com a Hilary Duff. Minha estimativa é que hoje tenha sido a sétima vez que eu assisto esse filme. Não se assustem, eu costumo fazer isso com muitos filmes. ‘A nova cinderella’, por exemplo (que também é com a Hilary Duff, mas por favor não comece a imaginar que sou fã-ai-meu-deus dela, só costumo gostar dos filmes que ela faz), da primeira vez que aluguei eu assisti cinco vezes. Não, eu não fiquei um mês com o filme, foi só um dia.

Então, voltando ao assunto, o que a senhorita aficcionada por comédias românticas viu que gerou todo esse texto? Não, não foi só pra encher a paciência de vocês. Óbviamente eu observei várias coisinhas puramente lógicas que desconstruiriam totalmente a trama do filme, mas eu prefiro ficar com as partes boas, porque essas questõesinhas aí com certeza não vão me impedir de assistí-lo ainda mais vezes. No "quase affair" da Holly com o menino que eu esqueci o nome, por exemplo. Não fala muito dele, mas a vida dele parecia ruim e escura antes dela chegar. Como eu imagino isso? Bem, primeiro ele não parece nem um pouco feliz no começo do filme, mas o principal não foi dito verbalmente, mas mostrado de forma muito sutil.

Quando eles entram no quarto dele, porque ela precisava usar o computador, está tudo muito escuro, a janela tá tampada, não entra luz, mas quando ela entra, e comenta isso, ele puxa o pano da janela e a luz entra, e mais tarde, quando ela não está mais lá, a janela continua descoberta. Okay, pode dizer ‘nossa, que profundo’. Não sei se foi intencional, ou se é invenção minha, mas faz sentido. E mais tarde, quando ele fala com a mãe dela no telefone, em português traduzem diferente, mas ele fala que ela clareou o coração dele, então tudo acaba se encaixando, certo?

Levei tanto tempo pra escrever essa parte que não sei mais qual o outro exemplo que eu ia dar, mas é interessante observar essas cosias. Em qualquer filme, você sempre vai achar algo. Nada é tão ingênuo ou desproposital quanto parece. Apesar de que eu também tenho que admitir que eu tendo um pouco para viagens mentais. Opinião é opinião, né? E pode vir o Papa, o roteirista e o Barack Obama na minha casa dizer que foi sem querer que pra mim não vai significar menos, nem ser menos suspirante.

Texto postado originalmente no WordPress.

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