Pessoal

Quanto tempo falta para a vida começar?

Os mais velhos lembram, passam várias horas olhando para trás. Os jovens não tem para que olhar, então planejam, vislumbram o futuro. A faculdade, o emprego, ‘será que eu consigo?’. Parece tudo tão assustador. Eu me pergunto várias vezes como eu vou fazer quando chegar a minha hora. Me pergunto se eu tenho condições de chegar no mercado de trabalho, de que jeito for. E sabe o que me respondo agora? Sim, eu tenho.

Eu tenho que acreditar em mim, eu tenho que acreditar no meu potêncial. Eu tenho pontancial para alguma coisa, não importa o que seja! Mas será que eu consigo segurar essa auto-estima toda até lá? Espero que sim.

Outro dia deixei minha primeira oportunidade escapar. Não me xinguem ainda, ouçam a história toda primeiro. O curso de inglês no qual eu estudo há uns cinco anos tem um laboratório de computadores, e há sempre uma pessoa que trabalha lá encarregada de cuidar de tudo e manter a ordem no caos lá dentro. Para essa função eles contratam sempre alunos, que tem que estar em uma série mínima. O grande problema deles é que esse alunos são universitários (pelo menos todas as vezes que eu chequei) e logo eles tem que sair de lá para estagiar e esse tipo de coisa que faz a gente de faculdade.

No dia antes de começarem as minhas aulas desse semestre eu dei uma passada lá com a minha mãe para levar o meu irmão para a aula e comprar o material. Estava sentada na secretaria e a diretora me perguntou se eu estava com tempo livre. Eles precisavam (de novo) de alguém para ficar lá.

Eu fiquei muito feliz com a oferta, por terem pensado em mim, por acharem que eu tinha capacidade. O que não vira um jovem quando acreditam nele, né? Criaram um monstrinho. Brincadeira. Mas é uma sensação boa, sim. Ah, se esse não fosse aquele ano! Se não fosse aquele ano, que eu me recuso a dizer qual é mais uma vez com risco de pôr a mim mesma e a vocês (empatia, queridos!) numa leve depressão, se eu não tivesse que passar três dias da minha semana inteiros na escola, mais as outras manhãs, incluindo o sábado, e o resto do meu tempo livre com a cara nos livros tentando recuperar o que eu deliberadamente deixei de lado em todos os meus anos escolares… Ah, se não fossem esses pequenos detalhes com certeza eu teria aceitado. E aceitado muito feliz.

Por enquanto fica como levantador de auto-estima, como uma prova de que eu sou capaz. Quem sabe na próxima vez eu possa abrir um sorriso de orelha a orelha e responder simplesmente: “Claro!”.

Nota em 16/07/2010: Esse é o último texto do período no Uol.

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