Pessoal

Que ano

2014. Que. Ano. Passou rápido, como todos os anos, mas também parece que uma década inteira transcorreu entre o dia o último primeiro de janeiro e hoje. Uma vida mesmo. E ainda nem acabou, porque do jeito que esse ano aconteceu, eu realmente não espero que ele largue o osso antes da última badalada da meia noite do dia 31 (hoje ou amanhã, depende de quanto tempo eu vou levar para terminar esse texto).

Muita, muita, muita coisa começou esse ano, e acabou esse ano. E mudou esse ano. E cresceu esse ano. E sumiu esse ano.

Em 2014 pessoas muito importantes entraram na minha vida para me ensinar lições que eu precisava aprender. Pessoas de carne e osso e pessoas de imaginação — porque os dois tipos podem ensinar o que a gente precisa aprender. E os dois tipos podem se juntar pra te ensinar coisas bizarras que você jamais imaginou (ou quis) aprender na vida.

Em 2014 eu li pouco, mas sinto que vivi muito. Então talvez tenha compensado.

Em 2014 eu aprendi a beber (aluna exemplar) e a dançar até o sol sair. E foi incrível, contrariando minha afirmativa de que eu não gosto desse tipo de coisa. Porque eu gosto, sim. E eu descobri que eu posso gostar de outras coisas, de livros, de ficar em casa, posso ser a “garota inteligente” que eu sempre fui e ainda gostar dessas coisas. Com as companhias certas, nos lugares certos.

Em 2014 eu conquistei amigos que eu já tinha. Ainda não sou uma amiga muito boa, mas acho que evoluí bastante nesse quesito. E no quesito sociabilidade também. O medo de falar “no privado” foi embora, e eu até descobri que assim é melhor, às vezes. Desse jeito, eu acabei descobrindo gente que na verdade já estava ali — e isso me deu vontade de conhecer o mundo.

Em 2014, eu conheci Curitiba, e Nova York, e Seropédica, e vários lugares dentro da minha própria cidade. E descobri que só o que eu preciso são as minhas pernas e largar a preguiça em casa. E que eu me basto.

Ta aí uma coisa que 2014 me ensinou. Que eu preciso me bastar, que eu posso ter muita gente por mim, mas no fim eu sempre vou ser tudo o que eu tenho. Que eu preciso aprender a cuidar de mim e a andar com as minhas próprias pernas. Que a iniciativa tem que ser minha, e — acima de tudo — que eu posso fazer isso. Eu posso fazer isso.

Em 2014 eu adoeci, várias vezes e de vários jeitos diferentes, e no lugar de me derrubar, isso fez com que eu me sentisse invencível, de certa forma. Porque nada disso pode me derrubar. Mas aprendi também que nada daquilo que afeta seu corpo tem o potencial para causar tanta dor quanto aquilo que afeta seu espírito/mente/coração.

Em 2014 eu terminei a faculdade, fechei esse ciclo. E tantos outros. Ciclos essenciais para eu projetar a pessoa que eu quero ser e como chegar lá. E comecei a aprender coisas tão ou mais importantes do que qualquer conhecimento acadêmico.

2014 me ensinou que eu posso fazer o que eu quiser, não importa o quão apavorada eu fique. Porque no fim é tudo como arrancar um band-aid ou depilar com cera — você se arrepende de ter decidido aquilo, seu estômago revira, dá vontade de chorar e sair correndo, mas no fim você dá o puxão e pode não ser agradável, mas foi feito e não foi o fim do mundo. Pode não ter sido bom, mas foi feito. E talvez isso faça você se sentir melhor depois. Essa foi uma das lições mais valiosas desse ano. Eu posso fazer qualquer coisa.

Em 2014 eu me apaixonei e isso mudou tudo. E eu aprendi que se apaixonar não é a melhor coisa do mundo, mas é o que eu quero continuar a fazer pelo resto da minha vida. Me dei conta de que se passional faz parte da minha natureza impulsiva e que eu gosto disso, como eu gosto do resto de mim.

Falando nisso, eu também descobri que eu gosto de mim. Mesmo que eu seja uma pessoa difícil algumas vezes, e irritante até pra mim mesma. Eu tenho muito o que melhorar, e preciso com urgência parar de me imaginar como um personagem de alguma história incrível. Mas eu gosto de mim apesar de tudo. Eu não sou só uma pessoa que está aqui, eu gosto de mim. Não acima de tudo e todos, mas eu ainda acho que não quero isso.

Em 2014 eu virei adulta.

Eu posso continuar por dias. Semanas. Posso gastar todo o ano de 2015 enumerando tudo o que 2014 fez comigo. Mas é hora de começar a deixar esse ano tão grandioso para trás e focar no próximo. Porque estou com muitas esperanças para os próximos 365 dias. Porque, se tem uma última coisa que 2014 me ensinou, é o quanto eu ainda tenho para aprender e crescer e fazer em 2015. E eu estou pronta. Pode vir.

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8 Comments

  • Reply Ana Luísa 30 de dezembro de 2014 at 22:46

    Amiga, que bom que eu te obriguei a postar (hehe) porque esse texto ficou maravihoso e eu enchi o olho de lágrimas aqui de tanto orgulho de você. 2014 fez a gente amadurecer na marra e isso está claro em todas nós. To pensando aqui que ele nos sugou, mas também deu vários sopros de vida. Não à toa, uma das músicas tema desse ano foi “Couting Stars”: acho que uma boa quote pra 2014 é “everything that kills me makes me feel alive”, né não? E olha, quero ver muito sol nascer na pista de dança – desde que bem acompanhada – e virar muita noite lendo também. Que delícia é poder fazer tudo o que a gente quer, né não?
    Te amo muito – e quero ainda mais você em 2015. Tamo junto, não te solto nunca mais!

  • Reply Gabriela, 31 de dezembro de 2014 at 00:07

    Minha esposa maravilhosa! 2014 foi o ano que eu te conheci!! Isso eu vou lembrar e guardar pra sempre. O ano que eu conheci uma pessoa incrível, poderosíssima, cheia de amor, e uma amiga pra vida toda.
    2015 só vai nos fazer mais fortes e maduras, e mais juntas, pq no próximo ano tem muito A Gente!
    Te amo muito, muito! <3

  • Reply Tay 31 de dezembro de 2014 at 12:16

    Seu 2014 foi sensacional hein?
    Feliz Ano Novo e que 2015 te proporcione coisas incriveis também 🙂
    bjus ;*

  • Reply Anna Vitória 31 de dezembro de 2014 at 14:11

    A gente tá tão gente grande, né amiga? Como foi que isso aconteceu? De odiar um ano a gente passou a agradecer por todo o crescimento que ele trouxe, e as coisas boas também, que nunca podem ser esquecidas. Eu fiquei imensamente feliz e orgulhosa lendo esse seu post, e eu espero que todo esse aprendizado de 2014 tenha sido um alicerce pra coisas ainda maiores, e mais incríveis, e mais bonitas pro ano que vai chegar. Tô pronta também, amiga. Obrigada pela companhia, e por ter me ensinado a dançar até o sol raiar. <3
    amo você!

  • Reply Alessandra Rocha 1 de janeiro de 2015 at 20:06

    Palominha, acho que nunca te disse isso – nem quando a gente se conheceu – mas você é uma pessoa que eu gosto muito e admiro muito também. Acho lindo esse seu jeitinho todo único de ser e confesso que me identifiquei com a parte de ser uma amiga ruim haha, mas eu te acho incrível e MUITO capaz de MUITA coisa, e eu fico feliz que você tenha começado a ver isso!

    Que 2015 seja lindo e cheio de novas experiências pra você!

    beijos

  • Reply Nathy 9 de janeiro de 2015 at 01:28

    É muito bom ver o quanto este ano de 2014 lhe fez bem. Não posso dizer o mesmo, entretanto a gente sempre tira lições. Agradeço a Deus por tudo, mesmo que tenha passado por momentos tão difíceis, mas espero de coração que 2015 supere 2014 em todos os sentidos.
    Um 2015 de muita alegria, crescimento e aprendizado pra vc!
    Beijos!

  • Reply Lilica 10 de janeiro de 2015 at 15:19

    E que em 2015 você tenha ótimas novas experiências e muita diversão também! Porque dançar até o sol raiar com as companhias certas é bom demais da conta! 🙂
    Beijocas

  • Reply Kamilla Barcelos 14 de janeiro de 2015 at 20:50

    Uma das melhores retrospectivas que li foi a sua. Foi delicada e emocionante. Fico feliz que 2014 você teve vários aprendizados. É o que importa! Que seu 2015 seja muito melhor que o seu 2014!

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