Pessoal

Se o Natal fosse carioca

Quando os enfeites brilhantes começam a surgir nas lojas, é sinal de que natal está aí. De uma hora para outra as estrelas e fitas tomam conta do lugar e a neve marca presença, mesmo no calor de quarenta graus do Rio de Janeiro.
Como eu sempre morri de pena do pobre velhinho, que não só tem que carregar nas costas um saco incrivelmente pesado com os presentes de todas as crianças do mundo, mas ainda é obrigado a passar pelo nosso inferninho com aquela roupa de quem mora na Lapônia, sou militante do movimento por um Natal mais carioca. Além do que, alguém tem que pensar nos pobres papais e vovôs que são obrigados a suar em bicas nessa data festiva, só para a alegria dos pimpolhos. 
Imaginem um jovem senhor de cabelos grisalhos, pele bronzeada, sunga vermelha e barriga de tanquinho cruzando os céus na noite do dia 25 de dezembro, em sua prancha de surf, carregada por golfinhos voadores, voando de casa em casa para deixar presentes para as crianças boas e conchas para as ruins. Esse seria um papai Noel ao estilo carioca. 
Na minha cabeça ele lembra um pouco o Kadu Moliterno. Mais simpático e menos bonzinho que o velhinho tradicional, com um jeitinho bem brasileiro, malandro, e sempre pensando em sentar em sua cadeira de praia e coordenar de lá a produção de brinquedos pelo resto do ano, com pausas estratégicas nos feriados, carnaval e em dias de sol, porque ninguém é de ferro. 
Você pode achar que isso não teria a menor cara de natal. Mas eu acho você um chato. Por que você pode aproveitar o verão, usar roupas frescas e não derreter na noite de natal, enquanto o pobre velhinho, que nunca fez mal nenhum a ninguém, tem que sofrer correndo por aí vestido em veludo da cabeça aos pés? 
Por fim, só para constar: alguém já reparou o exemplo ruim que o Sr. Noel nórdico passa para as nossas criancinhas? Obesidade é um risco à saúde, minha gente. E as renas nunca me pareceram bichos muito confiáveis.
Previous Post Next Post

You Might Also Like

4 Comments

  • Reply Pedro De Souza Martins 24 de outubro de 2012 at 00:54

    “em sua prancha de surf, carregada por golfinhos voadores” isso pra mim tá mais pra um símbolo do movimento LGBT/GLS/afins do que pro símbolo do Natal. E já falando em mal exemplo do gordinho, obesidade e onda verde e tal, o Cadu seria um pior exemplo

  • Reply Nina 24 de outubro de 2012 at 19:22

    É que nos rendemos à esta cultura americanizada e infeliz. Maldita geração Coca-Cola. Eu apoio a sua ideia.
    Abraços.

  • Reply del 25 de outubro de 2012 at 10:42

    Eu tô chorando de rir com essa foto! :’D

  • Reply Alessandra Rocha 25 de outubro de 2012 at 20:10

    HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAAHAH
    Ai Palo, you crack me up! ♥

  • Leave a Reply