Pessoal

Socorro! Abriram as portas do hospício

Carnaval no Rio de Janeiro é sempre assim. Eu nunca fui exatamente eufórica com esse feriado, tirando pelo feriado em si e pelas fantasias, quando eu era mais nova. Eu nunca entendi o objetivo disso tudo. Acontece que a gente cresce e amadurece. Então eu comecei a entender: não tem objetivo. O objetivo da loucura é a loucura em si.

Depois de todas essas reflexões que me são próprias resolvi me render. Já estou farta de ter pose de intelectual e perder as coisas normais pra minha idade. Resolvi que tá na hora de participar do mundo, ao invés de ficar só assistindo. E com essas resoluções as coisas foram se tornando mais divertidas. Agora eu saio de noite às vezes, eu danço, eu aproveito a praia e o sol, eu vou pro bloco!

Obviamente a única coisa que eu não consigo é parar de pensar convulsivamente. Então eu tive uma reflexão profunda (ou não) observando o mundo pela janela do carro depois de deixar meu namorado em casa na volta do bloco na beira da praia. Carnaval é a época em que as pessoas extravasam toda a loucura que elas são obrigadas a represar pelo resto do ano. É a época em que pessoas podem passear com perucas black power, travestis podem mostrar os peitos em plena praia, caras de peruca rosa podem brincar com você da janela do carro do lado, homens podem sair vestidos de mulher e todo mundo achar isso tudo normal. Tirando pela bebedeira, talvez o mundo fosse mais confortável se o clima de Carnaval fosse mais duradouro. Por mim, eu só posso dizer que quatro dias de praia direto não me fizeram nenhum mal.

Texto postado originalmente no WordPress.

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