Pessoal

Tempo, tempo, tempo, tempo

Quando foi que o tempo se tornou tão curto? Quando foi que eu comecei a passar a noite estudando e ficar com um olho na aula e outro no editor de texto do blog?
Talvez eu esteja me perguntando simplesmente quando foi que eu tentei abraçar o mundo com um braço só enquanto o outro escreve uma petição, um pé finaliza um trabalho e o outro tenta manter o equilíbrio dessa bagunça toda. Quando foi que o tempo adquiriu a capacidade de se esticar tanto e continuar tão curto?
Só agora, no meio do penúltimo ano de faculdade, eu comecei a entender o que o professor do primeiro período dizia quando insistia que o dia do advogado/estudante de direito tem trinta horas. Pena que essa não foi a única coisa que eu não prestei atenção quando tive o presente de ter aula com ele, e agora eu tenho que sair do trabalho às quatro e vinte às segundas-feiras para vir correndo para uma aula às 16:40 e acoplar meia hora a mais no estágio em outro dia da semana.
Isso é o quão caótico está meu tempo no momento. E é só um exemplo.
Quando eu planejei essa confusão toda no começo do semestre, eu realmente acreditava que não iria conseguir. Felizmente, está sendo até mais fácil do que eu esperava. Ainda assim eu não reclamaria de algumas horinhas a mais de sono, mesmo sabendo que se eu tivesse algumas horinhas a mais, arrumaria mais coisas para fazer.
O que me dá força para tudo isso, eu não sei. Só espero que, o que quer que seja, dure pelo menos até o fim do semestre, ou vocês verão no jornal a notícia do desastre natural. O foco, no momento, é o mais paradoxal possível: um futuro não muito distante onde tudo fique mais calmo. E de preferência no qual eu não tenha que estar no meio de uma aula de Direito do Trabalho discorrendo sobre como eu não tenho tempo para nada.
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2 Comments

  • Reply Deyse Batista 3 de maio de 2013 at 12:47

    Palomis, sei bem pelo que você está passando. Mal não me meto mais nessas loucuras, não. Até pq eu tenho OAB no fim do ano e preciso de tempo pra estudar, né? Mas saí do estágio, pq o que eu aprendia lá não estava compensando as horas de estudo a menos e a loucura a mais na minha cabeça. Final de curso é assim, minha amiga. Só a gente que faz Direito sabe como esse lance de 24h por dia é errado demais.
    Beijos.

  • Reply Tay 4 de maio de 2013 at 01:18

    Eu estava bem assim. Felizmente, o fim do período passou pra mim. Tô de férias (curtíssimas, mas dá pra descansar ao menos).
    Só tenho a te dizer: ânimo. Todo esse plantio vai dar bons frutos no fim, e por mais clichê que pareça, sabemos que é verdade. Você em breve será diplomada e começará de fato a sua carreira e verá que tudo valeu a pena! Mas de vez em quando, perder o foco é normal. Somos humanos, e por isso falhos.
    Bom estudo, bom trabalho, beijo Palominha! 🙂

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