Pessoal

Um estudo sobre o engarrafamento.

O meu Rio de Janeiro pode não ser uma São Paulo ainda, mas que o trânsito por aqui está cada dia pior, não dá para negar. Tão ruim a ponto de eu levar mais de 2h para chegar em casa do Centro da cidade, quando o trajeto, sem o bendito trânsito, demoraria 40 minutos. Tão horroroso a ponto de eu já ter saltado do ônibus a uma distância de mais de trinta minutos andando do meu destino final, porque era melhor andar meia hora e chegar do que ficar presa mais uma hora em um ônibus que não saía do lugar.
Foi por isso que algumas semanas atrás eu tomei a decisão drástica de deixar de lado o meu ônibus elitizado, caro, vazio e ABSURDAMENTE confortável de dondoca para encarar o aperto do metrô. O pensamento foi basicamente que “eu posso aguentar um apertozinho por vinte minutos, se isso vai me deixar na metade do caminho de casa”. É, metade do caminho, porque o metrô não chega no fim de mundo onde eu moro. Eis que, ontem, depois de pegar um dos lindos metrôs novos que ainda estão em fase de testes (e que eu tenho motivos para desconfiar serem mais lentos que os antigos), eu me encaminho para o ponto onde pegaria o ônibus que me levaria o resto do caminho até em casa e – tcharam – me deparo com uma fila quilométrica.
Comodista e consciente do meu tamanho diminuto que sou, resolvi esperar o próximo. Não bastasse isso, a lata de sardinha autorrefrigerada (na qual eu, pelo menos, consegui um lugar sentado) demorou ainda meia hora para sair e só às 18h30 eu finalmente estava a caminho de casa. Para completar o esboço, demorei uma eternidade para conseguir sair da Linha Amarela e saltei alguns pontos antes do meu porque tive o pressentimento (acertado) que assim chegaria mais rápido. E foi daí que surgiu a minha reflexão filosófica.
A causa de todo aquele nó foi que o pessoal que trafegava na Rua X bloqueava sem a menor piedade quem tentava sair da Linha Amarela. Os carros que tentavam seguir pela Rua Y, por sua vez, resolveram fazer fila dupla mesmo essa rua só tendo uma pista em cada sentido, e bloquearam quem tentava continuar na Rua X. Mais à frente, quem tentava sair da Rua Z, prendia o pessoal que queria seguir na Rua Y. E, tenho certeza, se meu caminho fosse um pouco mais longo a história não acabaria por aí.
Se você não entendeu o que eu quis dizer, não se preocupe que eu vou explicar. A causa de todo esse rolo nas ruas é nada mais, nada menos que essa: falta de educação. Se ninguém fechasse cruzamentos, furasse sinais, andasse na contramão, fizesse fila dupla (ou tripla) em locais impróprios e outras coisas do tipo, as coisas fluiriam muito melhor, com toda certeza. E foi por causa dessas pessoas que eu consegui a proeza de demorar DUAS HORAS para chegar em casa. De metrô.
E é por isso que eu afirmo: ainda bem que eu sou zen e não me estresso com essas coisas.
Ps. A quem possa interessar: hoje saí do trabalho 20 minutos mais tarde e cheguei em casa 20 minutos mais cedo. Vei entender.
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6 Comments

  • Reply Cat Campos 2 de outubro de 2012 at 21:04

    Pois é Paloma, o Rio está cada vez pior. Graças a Deus não enfrento esse caos porque estou de “férias” (por causa da greve) e minha faculdade fica ao lado do meu bairro, então talvez eu só pegue o engarrafamento da saída da Ilha do Governador. Nada comparado ao inferno do Centro. Boa sorte.
    Beijos, Cat.
    http://www.doceilusao.com/

  • Reply Ana Luísa 2 de outubro de 2012 at 22:50

    Ai Pa, aqui em Curitiba os motoristas têm o Rei na Barriga! São extremamente mal educados e fazem o que querem, o que dificulta e muito! Lá em São Paulo, acho que pelo fato do caos já ser completo, os motoristas são mais educados. Porque se fossem mal-educados, nada sairia do lugar!
    Beijos!

  • Reply Pedro De Souza Martins 3 de outubro de 2012 at 00:05

    Sair do trabalho mais tarde é diretamente proporcional a pegar menos trânsito, já tinha te falado isso e você não tinha acreditado
    : ]

  • Reply A felicidade é um estado de espirito 3 de outubro de 2012 at 00:53

    Heeheheh Palominha a minha reflexão filosófica é uma só: quem não anda de ônibus não tem historias hilarias para contar eu tenho historias que dariam um livro ms isso fica pra uma próxima vez. mil bjs florzinha e T+++.

  • Reply Camila Mancio. 5 de outubro de 2012 at 18:23

    Adorei.

  • Reply Gabriela, 5 de outubro de 2012 at 22:19

    Em todos os lugares, no trânsito, no trabalho, na faculdade, dentro de casa: se não tem educação, vira bagunça.
    Aqui em Porto Alegre está assim também. Demoro umas 2 horas para chegar em casa.
    Já vou até preparada para o ônibus: lanchinho, água, livro, música. Só assim para aguentar.
    Beijo!

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