Pessoal

Virando Kamikaze

Só quando vi em um grupo no Facebook o anúncio da postagem do Ivan Bittencourt sobre o NaNoWrimo é que eu me dei conta de que está chegando a hora. Há mais de um mês me cadastrei no site, convenci meu namorado a participar comigo e comecei a esperar pacientemente que novembro se aproximasse. Achei que não precisava anunciar nada aqui faltando tanto tempo, já que todo mundo ia acabar esquecendo. E então o tempo se passou, eu não percebi, e agora eu só tenho um mês para decidir em qual história vou colocar meus dedos enxeridos e para traçar meu plano de ação.

Mas é melhor explicar tudo do começo, ou vou perder a atenção do leitor e isso é a última coisa que nós – escritores – queremos, não é?

BemNaNoWriMo (National Novel Writing Month, ou, para aqueles que não falam inglês, mês nacional de escrever romances) é justamente o que o nome diz: um mês especial em que milhares de malucos no mundo inteiro se dedicam à tarefa insana de escrever um livro de no mínimo 50.000 palavras (aproximadamente 170 páginas) em 30 dias. Explicada a parte do kamikaze?

Meu objetivo ao me meter nessa enrascada, e o que eu considero que seja realmente o ponto central de todo o projeto, é matar o último resquício de autossabotagem que existe dentro de todos nós ao enfiar em nossas cabeças à força que o primeiro rascunho de um livro é justamente isso: um rascunho.

Com uma meta tão insana, todo aquele que tem alguma pretensão de sucesso acaba entendendo mais cedo ou mais tarde que a hora de construir as frases com perfeição, eliminar as redundâncias e até mesmo consertar erros de digitação não é ali. Essa é a hora de cuspir as ideias antes que elas se percam para sempre – e o resultado vai ser, como tem mesmo que ser, uma droga. Não é ótimo?

Como qualquer incentivo é bem vindo e não tem incentivo maior que alguém para se meter em uma fria junto com você, eu me inscrevi na iniciativa super interessante que o blog Novas Memórias lançou e convido vocês a participarem junto com a gente. Unidos venceremos, não é assim que se fala? Pois é.

Meu próximo ponto, que é justamente o que está me causando minha atual crise existencial, é escolher qual dos quatro protótipos de história que tenho em mente (e em um caderninho secreto, caso a mente falhe) vai ter a honra de ver a luz do dia. A indecisão está me matando, mas eu planejo fazer essa escolha tão dolorosa até o fim da semana, para que durante o resto do mês eu possa deixar tudo em ponto de bala para quando o tão esperado 1º de novembro chegar. Prometo vir contar tudo para vocês quando o vencedor for escolhido.

Por fim, só resta explicar que eu não vou usar novembro para continuar o meu atual projeto em andamento porque ele já tem aproximadamente 13.500 palavras e eu acho que isso subverteria um pouco o propósito da coisa. Entendem o que eu quero dizer? Mas juro que ele não será abandonado. Não agora, que já cheguei mais longe do que em qualquer tentativa anterior.

Previous Post Next Post

You Might Also Like

No Comments

Leave a Reply