Pessoal

“Você tem fome de quê?”

Programa familiar de férias. Visita ao Museu Nacional da UFRJ, na Quinta da Boa Vista. Maluca, maníaca por museu, lá vamos nós. “Era só isso?”. Graças a minhas características de ‘preguiça mutante’ conseguimos passar um tempinho no museu, que se fosse visto sem grande aprofundamento teria nos rendido uma longuíssima visita de incríveis… cinco minutos. Tudo culpa nossa. Não só minha e da minha família, de todos nós que moramos aqui, que com nossa incrível sede de cultura e busca por aprendizado, deixamos que os museus fiquem naquele estado. Nesse momento não é de se espantar que a entrada estivesse barata, ou que as pessoas que tomavam conta da entrada frisassem tanto que não se podia tocar em nada ou correr lá dentro. A porcentagem de perda para eles se uma única pedrinha do canto do assoalho fosse danificada seria enorme, dada a quantidade realmente enorme (e quero deixar claro aqui que estou escreverndo com todo o sarcásmo que consegui reuir). E agora nos perguntamos porque o povo brasileiro é como é. E também porque os museus daqui são tão diferentes dos lá de fora. É ciclico. Quanto pior a condição intelectual da população, mais deixamos a situação dos museus, bibliotecas e coisas do gênero piorar. Quanto pior essa situação, pior fica a condição intelectual da população. E o meu facínio por tudo lá de fora almenta. Sorte do nosso país que de tempos em tempos uma pontada de nacionalismo, pena, ou sei-lá-qual-o-nome-disso me atige lá no fundo. Fora daqui não farei a mínima diferença mesmo, quem sabe aqui eu possa fazer algo? Ou não. Mas eu gosto muito da história do beija-flor.

“Should I stay or run away?
Leave it all behind”

Texto postado orginalmente no Uol blog.

Previous Post Next Post

You Might Also Like

No Comments

Leave a Reply