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BEDA

Pessoal

O interminável mês de Agosto

Em todos os aspectos possíveis, agosto foi um mês intenso, que começou antes mesmo de começar. Começou com o trabalho não-muito-árduo de convencer algumas amigas a participarem comigo dessa enorme cilada que se chama BEDA. Começou com planos, esperanças, reuniões de pauta que sempre terminam em folia e apostas sobre quanto tempo a nossa disposição duraria.

Até que durou bastante, na verdade. As duas primeiras semanas testemunharam bastante energia e entusiasmo da nossa parte. Conseguimos manter o combinado, e chegamos a prever que sentiríamos saudade quando isso tudo terminasse. Talvez a gente sinta, mesmo, só me deixem recuperar o fôlego antes de decidir.

Passei praticamente metade do mês viajando, o que com certeza atrapalhou um pouco meu BEDA. Talvez o sucesso tivesse sido um pouco maior e os textos um pouco menos piores se no meio do caminho não tivesse Kansas, se não tivesse Kansas no meio do caminho. Ainda assim, apesar de não estar nada satisfeita com o resultado do meu trabalho, esse mês de agosto interminável me trouxe milhares de coisas bacanas, dentre as quais eu destacaria sem medo (1) a certeza de que eu posso chegar até o fim de um projeto, (2) a confirmação de que tudo é mais bacana e mais fácil quando você tem pessoas maravilhosas compartilhando da sua cilada e (3) um ligeiro desbloqueio da minha criatividade, que tem tempos não anda lá essas coisas.

Ser escritora é um sonho meu desde que eu me lembro, e eu já estava completamente convencida de que isso nunca ia acontecer. Mas graças ao BEDA eu começo a sentir esperanças novamente. Não existe nada melhor para estimular a escrita do que escrever, já disseram muitos manuais de escrita.

As últimas duas semanas foram um grande misto de frustração, preguiça e vontade de jogar tudo para o alto. Mas nós continuamos e vencemos. Agora, só porque estamos chegando no fim (aleluia), eu já sinto a nostalgia da segunda semana começando a se aproximar novamente. Quem sabe esse tenha sido o pontapé inicial para eu me tornar uma blogueira melhor.

Independente do que aconteça daqui para a frente, foi sem dúvida uma experiência incrível que eu vou levar na bagagem, junto com textos maravilhosos de muita gente que trilhou esse caminho comigo.

Das meninas da máfia, vai ficar para a vida Analu contando sobre a noite que viramos na balada e terminamos vendo o sol nascer na praia, o recado para uma certa Mariana (que bem podia ser para mim) e aquele texto que me fez lembrar como eu amo essa casa de Hogwarts que nem é minha.

A Sharon me fazendo chorar explicando para o mundo que ter vinte e poucos anos é maravilhoso e terrível ao mesmo tempo, e com a carta que ela escreveu para ela do futuro (que também podia ter sido para mim) e relembrando também os dias maravilhosos em que ela veio pro Rio encontrar um monte de gente que ela nunca tinha visto antes.

Anna Chicória sendo, para variar, minha alma gêmea, mostrando para o mundo que a nossa casa também é bacana (e, como sempre, falando muito mais do que isso), falando sobre a vida a partir de uma análise do CD mais recente da Sandy, e conseguindo arrasar desde o post de abertura dessa nossa maravilhosa cilada.

Coutinha, tentando fazer com que a gente entenda que as pessoas mudam e tudo bem, e me fazendo rir como sempre com o causo da estante e as peculiaridades de vovó Couth (todos causos que eu já tinha ouvido antes, ao vivo, mas não vou cansar nunca).

E por último, mas não menos importante (apenas porque acho mais justo seguir uma ordem alfabética), Irala, nossa planzinha, nos brindando com o melhor vídeo do universo, ou contando sobre essa barra que é ser professora, ou indicando um filme que já estou morrendo de vontade de assistir.

Sem nenhuma dúvida, esse mês me deu a chance de conhecer um pouquinho mais de algumas das minhas melhores amigas. E também de outras companheiras que concluíram essa saga e deixaram tantos textos maravilhosos no caminho, como a Alê, a Ana Cláudia (vocês deveriam ler esse texto, inclusive) e a Ana Flávia.

Foi definitivamente um mês terrível e maravilhoso. E foi ótimo estar por aqui com vocês. Até logo.

Esse post é parte integrante (e final) do meu BEDA de 2015. Para saber mais sobre essa cilada leia esse post.

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Música

Soundtrack do BEDA

Eu tenho um problema muito sério: passo 99% do meu tempo cantarolando e o 1% restante tentando me controlar para não cantarolar, porque sempre tem alguma música na cabeça. Sempre. Me aproveitando dessa patologia grave, lá no começo do mês eu sugeri para o meu time do BEDA que a gente anotasse as musiquinhas que ficassem na nossa cabeça diariamente para chegar no fim do mês (hoje!) e fazer as playlists mais aleatórias da história da humanidade para vocês. Não é ótimo? (Finjam que sim.)

soundofmusic

Então finalmente chegou o fim do mês mais longo da minha vida e vocês finalmente vão ver o resultado de um mês de aleatoriedades que rondam a minha cabeça. E vai ficar ainda mais aleatório porque eu preferi deixar em ordem cronológica.

Vocês vão perceber — ou não — que só tem 29 músicas na lista. Explicação: o CD 1989 não está no Rdio e minha música do dia 4 era Shake it Off. Para compensar essa falha terrível, vocês podem reservar também um tempinho para assistir esse clipe maravilhoso.

Esse post é parte integrante do meu BEDA. Para saber mais sobre essa cilada leia esse post. Tem sugestão de tema ou pergunta para a minha pessoa? Deixe nos comentários ou entre em contato.

Pessoal

Ode às havaianas

A evolução dos sapatos é uma coisa muito curiosa. Eu não tinha sapatilhas quando era criança. Nem lembro da existência delas nesse planeta até mais ou menos o meio da minha adolescência. Na infância eu tinha muitas sandálias e tamancos (!), um ou outro tênis. Depois veio a pré-adolescência e os tênis de plataforma (!!), que graças a deus não duraram nada. E então os coturnos e all stars na minha fase emo-grunge-trevosinha-seguidora-das-sombras.

Durante a adolescência eu e meu all star éramos inseparáveis. Eu tinha vários, claro — um rosa, um de cano médio com estampa de caveirinha do lado de dentro, um branco de vinil que era muito maior que o meu pé, um branco de tecido mesmo que eu usava para ir para a escola e acabou virando rosa num dia que a rua inundou, um vermelho que era o meu segundo favorito, e por aí vai. Mas quando eu falo “meu all star”, eu falo de um específico: o preto que foi meu primeiro e meu último, e quase não saía do meu pé. Aquele bichinho nunca foi lavado (juro). Era absolutamente imundo e cheio de rabiscos, deliciosamente macio com todo o uso. Só de lembrar sinto saudades dele. No fim da vida do coitadinho eu frequentemente olhava para os meus pés e perguntava se ele ainda teria sola quando eu voltasse para casa.

Então as sapatilhas surgiram no mundo e de repente eram tudo o que a gente calçava. Eu superei minha fase dark e desapeguei do meu sapato de estimação. E nunca mais comprei outro all star. Hoje em dia estou 90% do meu tempo de sapatilha, porque elas são o mais próximo que eu consegui encontrar de socialmente aceitável (ou nem tanto, no caso da minha de estimação que uso todo dia) + suficientemente confortável (se você souber escolher e der sorte). Mas elas jamais serão meu sapato preferido.

Como todo mundo já sabe pelo título do post (sou péssima com mistério), eu sou uma amante assumida das havaianas. Exceto quando estou trabalhando, é muito provável que você me encontre desfilando por aí com um chinelo de borracha e sendo a pessoa mais feliz do mundo. E eu posso — sou carioca.

No meu ponto de vista, não há absolutamente nada que não se possa fazer calçando uma dessas. Começando pelo mais básico, como ir à praia, até passear na rua, ir ao mercado, à padaria, andar até a esquina sem propósito nenhum, descer até a portaria para colocar o lixo para fora, ir ao médico, ir ao shopping, à faculdade, ao curso de inglês. O único motivo de eu ainda não ter usado havaianas para a balada é amor aos meus pés, que com certeza terminariam ensopados e completamente pisoteados. Mas deveria ser levado em consideração que mais da metade da minha festa de formatura eu desfilei com as minhas havaianas estilizadas da turma, e não podia estar mais feliz com isso.

Houve uma época também em que eu tive coleção de havaianas. Tinha dezenas. Então minha mãe sorrateiramente se desfez de várias (é o único sapato que nós conseguimos dividir mesmo calçando números diferentes), e eu comprei outras. A vantagem de se calçar 35 é que atualmente dá para comprar havaianas tanto de modelos infantis, quanto de adultos. O que isso tem de bom? Tenho vários modelos das princesas. E sim, isso me faz muito feliz e não me causa nenhum tipo de constrangimento.

Nunca conheci ninguém que não gostasse de havaianas, apesar de a maioria das pessoas não adotarem como estilo de vida da mesma forma que eu. A verdade é que ninguém nesse mundo inventou nenhum calçado tão maravilhoso ainda (e sim, eu já tentei alpargatas e até gosto bastante). Havaianas são macias, não machucam, são um charme, muito mais baratas que qualquer outro sapato e ainda te impedem de levar choque (!).

Eu. amo. havaianas. Num nível inexplicável. Mas acho que deu para ter uma ideia.

he he he

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Pessoal

Apenas uma epifania para encher linguiça

Eu estava lendo algo que alguma amiga escreveu, quando notei sem querer uma crase no lugar errado. Eu tenho uma relação toda especial com esse fenômeno linguístico chamado crase, tanto que já tenho um texto começado sobre esse assunto que um dia quem sabe será terminado e vocês lerão. Mas a questão aqui não é a crase, principalmente porque quase ninguém nesse mundo perceberia aquele errinho de acentuação insignificante envolvendo um sinal que ninguém sabe usar mesmo.

A questão é que ela errou, e eu comecei a divagar sobre essa minha tendência horrorosa e nada saudável de idealizar as pessoas na minha cabeça. Não é que eu fique cega aos erros, eu enxergo todos eles muito bem. É que eu relevo muito fácil os erros, quando eles vêm dos outros, e até os enganos eu romantizo.

Talvez eu tenha passado a vida envolvida demais com livros e filmes, ao ponto que a minha própria vida se tornou um grande romance que se passa dentro da minha cabeça. Nele, as pessoas acertam e erram também — porque todo bom romance tem que ser minimamente plausível –, mas tudo bem, porque até os erros levam a história para sempre.

E aí veio esse erro de crase sem aviso prévio. Que é só um erro puro e simples, e não muda nada na vida de ninguém. Um erro sem justificativa e quem não impulsiona nada em direção nenhuma. É um erro pelo erro, que deu um grande nó no meu cérebro.

Foi uma crase que me ensinou que as pessoas erram, mesmo aquelas que você não espera. Todo mundo tem o direito de errar. E todo mundo de fato erra, não por algum propósito maior e redentor, mas porque elas são humanas. Tudo bem errar. Acontece. A gente aprende (ou não), segue em frente (ou não), conserta (ou não) o que foi quebrado e quem sabe numa próxima vez a gente acerte. Ou não. E tudo bem também.

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Listômetro

Top 5: Shows

Chegamos finalmente ao último Top 5, conceito que foi sensação nesse BEDA. E hoje o tema é só amor, e tá em falta por aqui.

Acontece que se tem uma coisa na vida que eu amo de verdade fazer, é ir em show. É caro? Demais da conta, meu bolso chora. Mas vale cada centavo e é um dinheiro que eu não me importo de gastar.

Acredito do fundo do coração que experiências valem mais do que tralha, e é por isso que compro passagens e entradas de shows com um sorriso no rosto. Eu nem me lembro toda as roupas que tenho no armário agora, muito menos todas as que já passaram por lá; mas garanto que lembro muito bem de cada show que fui nessa vida. E os melhores foram esses aí embaixo (em ordem cronológica).

My Chemical Romance (2007)

Foi um trem muito louco. Sharon já pediu um relato completo e eu volto aqui dia desses para contar, porque eu ia obviamente me estender demais e não cabe agora. Resumindo, eu tinha uns 15 anos, acordei às 3 da manhã, passei o dia inteiro na fila em um calor cretino, fiquei na grade (que caiu) e cantei que nem uma louca possuída. Valeu a pena todo o esforço. Eu era muito louca por essa banda e jamais superarei totalmente. Faria tudo de novo se conseguisse fazer meu viratempo funcionar.

Maroon 5 (2012)

Não consigo conceber que já faz tanto tempo, ainda bem que tem outro logo. Vou parar de falar que cantei e pulei igual uma maníaca possuída porque isso é absolutamente verdade em todos os shows dessa lista. Foi a segunda vez que eu vi o Adam ao vivo (a primeira foi no Rock in Rio de 2011), mas o efeito é sempre o mesmo. E ainda teve abertura do Keane (que eu já tinha visto ao vivo antes e amo).

Muse (RiR 2013)

Foi o segundo show deles que eu fui, mas eu curti infinitamente mais. Estava com Kika, minha dupla oficial de shows, e pisei milhares de vezes na coitada da Mayra, que estava lá rindo maravilhosamente da minha cara. Show do Muse é sempre uma EXPERIÊNCIA – assim em caps lock mesmo — por milhares de motivos, principalmente porque a música é incrivelmente intensa, e porque a pirotecnia é espetacular toda vez.

Arctic Monkeys (2014)

Esse tinha tudo para não estar na lista, porque eu comecei a ouvir as músicas porque eu queria ir ao show. Ainda que o show em si não tivesse sido tão foda (mas foi, acreditem) já teria valido só pelas companhias maravilhosas (algumas delas vocês devem conhecer). Nem a balada do dia anterior atrapalhou. Vestimos nossa brave face, acessamos depósitos de energia que ninguém até hoje sabe onde ficam, e lá fomos nós. Só não fiquei sem voz porque minha garganta tem algum poder mágico que nunca me deixa ficar sem voz, mesmo me esgoelando. Foi tão bom que eu nunca mais consegui ouvir as músicas deles da mesma forma.

Foo Fighters (2015)

Comecei a ouvir FF com uns doze/treze anos de idade, façam as contas e vocês vão entender que eu esperava por esse momento tinha 10 anos. Cheguei a achar que não viveria para ver isso, mas aconteceu. Por algum motivo eu tenho a impressão de que não fiquei tão histérica quanto nos outros show (talvez seja falta de Kika, talvez eu estivesse em choque), mas isso não significa que ele não tenha um lugar cativo e de destaque nessa lista. Às vezes eu ainda não acredito que aconteceu.

Menção honrosa: Frejat (RiR 2011) — porque foi muito bom.

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Livros

É um pé depois do outro que se anda para frente

Eu não tenho um protocolo para escrever minhas “resenhas”. O livro é que me diz como é que esse troço vai funcionar. Não é incomum eu ter muita vontade de escrever sobre um livro enquanto ainda estou na metade, mas me segurar para terminar o livro primeiro, e depois perder a vontade completamente. Às vezes eu termino uma leitura tão cheia de ~feels que eu preciso escrever sobre imediatamente ou não consigo viver. Outras vezes são tantos sentimentos que eu preciso esperar a coisa assentar para conseguir pensar racionalmente. E outras vezes bate aquela preguiça braba e eu só vou enrolando e enrolando até achar que não vale a pena escrever porque já passou tempo demais e eu já esqueci tudo o que era relevante dizer.

Jellicoe Road foi um pouco de todas as categorias descritas acima.

Tudo começou quando eu e certos Pudinzes estávamos conversando sobre livros, e ela mencionou esse, do qual eu nunca tinha ouvido falar. Fui procurar e achei a sinopse muito promissora e (como acontece 99% das vezes que alguém vem me falar de um livro) queria ler agora. Mas segurei minha periquita e não comprei. Ela também começou a ler e parou logo depois. Vida que segue.

Então um dia ela voltou a ler, e terminou, e veio me dizer que era ótimo-ai-meu-deus-você-precisa-ler. Mas eu não li. Aí ela mencionou o bendito livro no blog, e eu finalmente dei o braço a torcer. Comprei o tal livro para ler no avião.

Comecei achando tudo meio muito confuso. E era óbvio que era intencionalmente confuso. São duas histórias que se entrelaçam e intercalam; uma principal e uma secundária. Só que o livro abre com a secundária, que começa vinte e dois anos antes da principal e é contada da forma mais não-linear e esquizofrênica possível. Francamente, o livro tinha tudo pra ser um fracasso, foi uma jogada muito arriscada.

Vamos resumir: um livro com duas historias, que a princípio não parecem ter nenhuma relação — sendo que uma é relativamente linear e a outra não –, com personagens diferentes, e uma protagonista nada carismática. Entendem o que eu quero dizer?

Logo de cara eu vi que ia ter que colocar a cabecinha para funcionar, se eu quisesse chegar a algum lugar com aquilo. E tive certeza que eu ia demorar a terminar. Provavelmente só não desisti de cara porque tinha o selo Couth de garantia. Passei os 12 dias da viagem sem ler uma linha. Até que chegou o dia de encarar 16h de viagem para voltar para casa.

Ouçam o que eu estou dizendo: se vocês conseguirem superar todas essas questões aí de cima, a recompensa é gigantesca.

O livro se desenvolve em uma ascendente linear em todos os sentidos possíveis. Não é um livro ruim e mediano que de repente tem um momento de clareza e fica ótimo, compensando todo o esforço. É um livro confuso que vai evoluindo eternamente até explodir sua cabeça (bem antes até de chegar no final) e você perceber que ele é sensacional desde o começo. A história vai ficando mais e mais clara, a conexão emocional com a trama vai aumentando, as personagens vão evoluindo, e tudo vai ficando mais envolvente.

O livro tem mistério — que não aparece logo de cara, só quando a história começa a tomar forma mesmo — tem romance, tem “guerra”, tem questões adolescentes, tem (muito) drama e tem trama também. É um livro sobre crescimento e autodescoberta, acima de tudo, e eu discordo muito da classificação dele como Young Adult.

Aqui um parêntese apenas porque essa minha discordância não tem nada a ver com desdém por YAs. É um dos meus gêneros favoritos, na verdade. Mas eu não acho que todo livro com protagonistas e/ou personagens majoritariamente adolescentes/jovens tenha que ser classificado assim. E esse livro não me parece ter sido escrito especificamente para leitores jovens ou em formação (tanto que ele ganhou em 2008 o West Australia Young Readers Book Award na categoria Older Readers — “leitores mais velhos” –, o que faz zero sentido na minha cabeça).

No final, eu não conseguia parar de ler, e sofri muito por estar presa numa caixa de metal suspensa infinitos quilômetros acima do chão e não poder mandar uma mensagem para amiga Gabriela. Porque eu precisava gritar, berrar, discutir. Tortura real. (Inclusive, se você resolver ler e sentir essa mesma aflição profunda, pode vir falar comigo. Ofereço apoio moral gratuito para leitores angustiados.)

Jellicoe Road tem todo tipo de personagens. Desde uma protagonista nada carismática, mas que cresce nos nossos corações, até secundários adoráveis e divertidos, ou levemente detestáveis, passando por personagens tão confusos e misteriosos que dá vontade de sacudir a autora. Todos são complexos; não existe um vilão e um mocinho, existem pessoas. E eu acho isso lindo.

“I go down last, taking a closer look at Hannah’s unfinished house by the river. Except I realize that it’s almost finished. It’s only the stuff inside that needs to be done, and the idea of its near-completion frightens me beyond comprehension.”

(Tantas metáforas maravilhosas sobre virar adulto.)

Aqui estamos, mil parágrafos à frente do nosso ponto de partida, e eu só sinto que falhei miseravelmente em todos os meus esforços de fazer sentido. E, acima de tudo, falhei completamente no meu objetivo inicial que era apenas vir aqui e dizer para vocês o quando esse livro é incrível. Sério mesmo. Leiam.

(Infelizmente, Jellicoe Road nunca foi traduzido para o português.)

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Listômetro

5 coisas que eu não dou a mínima

Ou Caguei

whatever

com os cumprimentos da Cher.

Entramos na reta final dessa coisa maravilhosa chegamos BEDA e hoje é dia da nossa última penúltima listinha maravilhosa de cinco itens (garanto que se tem uma coisa que vou levar pra vida, é um novo amor pelo número 5).

A listinha da vez foi inspirada na coluna “5 coisas que não dou a mínima” (dã) do blog Girls With Style, e foi sugerida para o nosso calendário bedístico coletivo pela Anna Chicória. A ideia, como o nome mesmo diz, é listar cinco coisas que todo mundo costuma gostar/amar, mas você não gosta ou é indiferente.

#1. Roupa de marca

Talvez porque desde que eu nasci eu sempre tenha me vestido com roupas dessas lojas de departamento populares que tem em todos os shoppings e esquinas da vida, eu realmente nunca liguei para o nome que tem na etiqueta. Se eu gostei, eu uso, não importa se eu comprei no camelô da esquina ou na loja mais cara do shopping (mentira, sou meio pão dura).

#2. Bolo de chocolate

Eu amo chocolate, de verdade; de tempos em tempos eu entro num vórtice certíssimo de comer chocolate todo dia. Quantidades enormes. Aprendi com o papai. Desde que nasci, a regra da casa é que sempre tem chocolate na geladeira. Agora que eu moro sozinha, não guardo chocolate na geladeira (fica ressecado e ruim, gente, por favor), e tento não comprar sempre. Mas tem uma Cacau Show pertinho de casa, e duas pertinho do trabalho, e um milhão de Casas do Biscoito e ambulantes especializados em doces nas redondezas. Só que por algum motivo peculiar, eu não ligo muito para coisas feitas de chocolate. Gosto, como, mas vivo sem de boas. O principal é o bolo de chocolate, que todo mundo ama– menos eu. Se tiver qualquer outra opção de bolo, dispenso o de chocolate sem nem pensar duas vezes. Às vezes, se chocolate é a única opção, eu nem como. Vai entender.

#3. Dirigir

Sempre sonhei em aprender a dirigir, amava carrinhos bate-bate e videogames de corrida (aqueles com volante, com controlezinho não tem graça), e não via a hora de estar sobre quatro rodas. Fiz meus pais me ensinarem a dirigir com dezessete anos e entrei na autoescola logo que fiz dezoito. Tenho carteira há 5 anos e um dia, exatamente. Por alguns anos depois que tirei carteira, tentei dirigir por aí, mas aconteceram (várias) coisas e eu apenas parei. Dirigir no Rio de Janeiro é estresse gratuito por um milhão de motivos, gente; não compensa. Acho que ainda gosto do ato de dirigir em si (até sonhei essa noite que estava dirigindo), mas como meio de locomoção eu dispenso.

#4. Modinhas e tendências

Tanto na área da moda em si, quanto em qualquer outra área. A verdade é que eu nunca tive saco para acompanhar as tendências da moda, e eu achava que eu não gostava de moda até que comecei a ler uns textos sobre e descobri que não é esse o problema. Eu gosto de moda enquanto estilo pessoal, parte integrante da personalidade e imagem de cada um. Eu gosto do lado antropológico da moda. Mas cago baldes para o que está in nessa estação, a não ser que tenha a ver com o meu estilo como um todo. Eu também não tenho nenhuma disposição para ler aquele livro que todo mundo tá lendo, ou assistir aquela série que todo mundo ama. Resultado: acabo sendo uma pessoa meio aleatória.

#5. Spoiler

Não é que eu cace spoiler (mentira, às vezes eu caço sim), mas eu realmente não ligo. Está longe de ser algo que estrague a experiência de ler um livro ou ver um filme/série como um todo. Por isso que eu prefiro ver o filme antes de ler o livro. Por isso que eu estou amando Reparação mesmo que eu tenha visto o filme e saiba exatamente qual o plot twist bombástico que me espera mais à frente. Por isso que eu amei e viciei em Grey’s ano passado mesmo que eu já soubesse quem morre, quem sai, quem fica e tivesse assistido um milhão de cenas importantes bem antes de dar o braço a torcer e começar a assistir. Sempre li o resumo das novelas no jornal para conferir quais dias eu não podia perder e estou apenas nem aí, esse é o meu jeitinho.

Vocês podem conferir as listinhas curiosas das amigas nos blogs da Analu, Sharon, Chicória, Gabirala e Coutinha.

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Pessoal

Meu método infalível de limpar a mente

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Apesar de eu, como uma típica jovem adulta, ter muito em comum com a Rachel, uma das minhas personalidades sofre de um leve distúrbio popularmente conhecido como complexo de Monica Geller.

Eu e Monica temos vários pontos em comum, começando pelo fato de que o gif acima me representa. Mas não foi dos meus TOCs leves que eu vim falar hoje, apenas porque não estou nem um pouco disposta a gastar a próxima hora discorrendo sobre como todas as minhas almofadas ficam arrumadas sempre do mesmo jeito e na mesma ordem em cima da minha cama. Nem em como eu sempre transfiro elas para cima do tapete em grupos iguais e organizados quando é hora de dormir, só para não ficar tudo um caos durante a madrugada. Podem parando de me julgar e vamos ao que importa.

Em condições normais de temperatura e pressão, eu sou uma pessoa suficientemente organizada e limpa. Na maior parte do tempo, morro de preguiça de fazer faxina, mas procuro garantir que Edna, o apartamento, nunca esteja naufragada em sujeira, os potes de plástico (que se reproduzem mais do que coelho) nunca soterrem a pia da cozinha, e minhas roupas estejam sempre guardadas em seus lugares. (Viu, mãe, eu aprendi.) Eu até faço a cama todo dia antes de sair para o trabalho, mesmo que não tenha ninguém em casa o dia inteiro e a primeira coisa que eu faça quando volto do escritório seja desarrumar tudo de novo.

E assim a vida segue, mas — como Divertida Mente já nos ensinou — não dá para tentar ser feliz e alegre o tempo todo, e de vez em quando (no mínimo, quando meus hormônios entram em revolta durante aquele evento mensal catastrófico chamado TPM) aquela bad vibe começa a se aproximar para puxar o meu pé. E é aí que eu sou possuída pelo ritmo ragatanga pelo espírito da Monica. Porque a. única. coisa. que manda a bad vibe embora é organizar e limpar tudo o que me aparece pela frente.

A explicação científica disso, provavelmente, é que eu me concentro em outra coisa que não a bad vibe em si mesma e isso me ajuda a sacudir a poeira. Poderia ser ler, poderia ser assistir uma série, um filme, poderia ser fazer exercícios, poderia ser trabalhar ou estudar. Mas por algum motivo, em momentos de necessidade, a primeira coisa que eu faço é catar qualquer pedaço de papel que estiver por perto e pensar em como colocar a minha vida em ordem.

Então eu acho que vai além da distração. Acho que a minha mania de organização tem também todo um sentido metafórico. Organizando e limpando por fora, eu vou automaticamente organizando e limpando por dentro também. Organizando minhas pendências, minhas bagunças, minhas sujeitas, eu me acalmo porque é uma forma de dizer para mim mesma que está tudo sob (meu) controle — mesmo que todo mundo saiba que nunca está. Talvez seja minha forma de me certificar que, mesmo que tudo dê errado, a vida não vai me engolir, e também que eu não sou uma inútil completa. Se tudo falhar, pelo menos eu sou boa em organizar.

E sou mesmo, juro. Me divirto horrores com as minhas tabelas no excel e listas.

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Blogagem coletiva

Girl power

Eu fui basicamente educada por novelas, livros e filmes. Desde pequena é daí que vem minha visão de mundo e, como é de se esperar, eu já quis emular cada um dos grandes estereótipos femininos das “boas” histórias de ficção. Um que sempre me perseguiu, por exemplo, foi o da garota simpática, divertida e linda (sempre) que tem um milhão de amigos homens. Eu sempre quis ser one of the guys, porque parece muito legal nos filmes.

Só que eu tinha um problema: sempre me dei muito melhor com as meninas. Isso definitivamente era uma grande falha no meu plano. Ainda bem que eu cresci.

Nós somos criadas ouvindo que não dá pra confiar em mulher, que mulher é louca, é complicada, sempre vai estar pronta para puxar o seu tapete e aproveitar todas as chances de te derrubar. Ainda bem que a gente, cresce, aparece e, com alguma sorte, aprende a se desfazer desses conceitos idiotas que tem o único e exclusivo objetivo de nos separar, porque juntas nós seríamos poderosas demais para esse sistema — como observou muito bem outro dia a miga Ana Claudia.

A questão é que nenhum homem nunca vai nos entender como uma miga pode nos entender. Homem não sente cólica, não leva cantada na rua, não sofre pressão social para fazer as unhas, estar sempre depilado, não recebe menos para uma mesma função só por ser homem, não precisa se preocupar com tarados vinte e quatro horas por dia, só para dar alguns exemplos. Uma mulher, infelizmente, sempre vai saber exatamente o que você quer dizer.

Na ficção, a gente encontra muito a imagem da melhor amiga. Ela está lá em quase todos os livros em que a personagem principal é uma mulher. O objetivo desse post (mais um post coletivo patrocinado pela Máfia S/A — confiram mais nos blogs das migas Analu, Sharon, Chicó e Coutinha) era escolher um tema e dar dicas de filmes, livros, séries ou qualquer outra coisa que tivesse relação com ele. Eu escolhi amizade feminina, com toda a sinceridade, porque eu achei que seria fácil. Aí eu fui reunir as dicas e percebi que a coisa não é bem assim. Sim, as migas estão lá quase sempre. Mas muitas vezes estão à sombra de algum macho.

Então eu reuni o que eu pude, dentro daquilo que eu já li/ouvi/assisti, e vocês me mandem mais sugestões pelos comentários. Combinado?

Música

Breathe (2 am), Anna Nalick

Quando eu pensei no tema, a primeira coisa que me veio à cabeça foi essa música. Afinal, é uma miga ajudando outra miga, às 2 da manhã, pelo telefone, porque migas estão aí para receber ligações na madrugada e mandar a gente respirar quando necessário.

Série

Gilmore Girls

Só a amizade entre Lorelai & Rory já seria mais do que suficiente para colocar essa série (de novo, a série da minha vida) com muitas honras nessa lista. Mas não é só isso, porque a série toda é cheia de centenas de exemplos maravilhosos de amizade e companheirismo feminino. Amém. Tem Lorelai e Sookie, Rory e Lane, Rory e Paris, tem Ms. Patty, Babette, Emily. Tantas mulheres maravilhosas. Acho que vou parar esse post e assistir um pouco (brinks, não posso perder mais um dia de BEDA).

Filmes

Quatro amigas e um jeans viajante

Adoro esse filme por motivos de Alexis Bledel, amizade feminina maravilhosa, e paisagens maravilhosas da Grécia. Já perdi as contas de quantas vezes já assisti e tenho o DVD. É baseado em uma série de livros infanto-juvenis que ainda não li, mas um dia lerei (adoro).

Caçadoras de aventura

Não lembrava da existência desse filme, até ele aparecer no Top 5 sessão da tarde da Coutinha, dia 5. É um filme delicioso e super amor, que tem tudo a ver com o nosso tema.

Livro

A invenção das asas A vida secreta das abelhas, da Sue Monk Kidd

Só ia falar da Invenção das Asas, mas acho que os dois livros da autora têm tudo a ver com companheirismo e amizade feminina. Nos dois tem mulher ajudando mulher, mulher salvando mulher, mulher consolando mulher. São dois livros maravilhosos em todos os sentidos.

gilmoregirls

Essas foram as minhas dicas, e vocês podem continuar aí embaixo. Todas as indicações serão muito bem vindas para o meu acervo pessoal infinito (já pode ter mil vidas? pode).


Então, todo mundo já viu que ontem não teve post. A verdade é que eu não estava com nenhuma disposição para escrever. Não era só preguiça, era estafa mesmo, e eu resolvi que não ia me forçar, porque o objetivo do BEDA nunca foi me autotorturar.

A boa notícia é que isso não significa que eu desisti, e nem estou encarando como um fracasso. Seguimos com a programação normal do desafio até o fim do mês. Para compensar, estendo a brincadeira até o dia 1º de setembro. Combinado? Combinado.

Esse post é parte integrante do meu BEDA. Para saber mais sobre essa cilada leia esse post. Tem sugestão de tema ou pergunta para a minha pessoa? Deixe nos comentários ou entre em contato.

Livros

Meus hábitos literários

Mania, cada louco com a sua. Não é apenas um ditado popular, é uma verdade universalmente reconhecida. Na minha pequena experiência de vida, descobri que leitores são uma categoria todas especial de loucos, e uma categoria especialmente dada a manias — para ficar mais bonito, a gente chama de hábitos.

Estava eu especialmente ridícula quando esse meme estourou por aí. Até onde eu sei, todo mundo já respondeu, seguiu com a vida e esqueceu que ele existia (menos eu e amiga Sharon). Só que eu curto fazer o que bem entendo e resolvi responder mesmo assim, porque é um meme literário e eu não me canso de compartilhar minhas loucuras com o mundo. Chega de papo furado, então?

1. Quando você lê? (manhã, tarde, noite, o dia inteiro ou quando tem tempo) Sinceramente, eu leio quando eu tenho tempo e saco. Principalmente quando eu tenho saco. Às vezes estou super a toa, mas não estou a fim de ler (coisa recente na minha vida, acreditem), então eu apenas fico jogada em algum canto olhando pro ar. Às vezes eu estou super a fim de ler, mas tenho outras coisas pra fazer — aí é bem possível que eu negligencie coisas importantes e apenas leia. Me julguem.

2. Você lê apenas um livro de cada vez? Como eu gostaria disso. A verdade é que eu sempre prometo tomar vergonha na cara e colocar ordem na bagunça. A cada alguns meses eu bato o pé, falo que vou terminar de ler tudo o que está pela metade e começar a ler um por vez, pra ver se a vida começa a andar pra frente. Aí eu mantenho essa disposição por uns dois livros (ou menos) e volto a ler trezentos-e-sessenta-e-sete coisas ao mesmo tempo de novo. Sou um caso perdido.

3. Qual seu lugar favorito para ler? Sei lá, cara, não tenho critérios. Leio em qualquer lugar e independente do nível de barulho. Mas minhas fantasias mais bucólicas são ler na minha cama em um sábado de manhã preguiçoso sentindo o solzinho que entra pela janela (não, não sou nada específica, imagina).

4. O que você faz primeiro: lê o livro ou assiste ao filme? Não é bem o que eu faço primeiro, porque já disse que não tenho critérios, né. O que eu prefiro fazer primeiro é assistir o filme, por alguns motivos básicos: (a) não ligo muito pra spoiler, (b) ler o livro primeiro sempre me faz “odiar” o filme. Assistindo o filme primeiro eu consigo gostar dos dois e todos saímos mais felizes. Eu gosto de gostar das coisas, gente.

5. Qual formato de livro você prefere? (áudio-livro, e-book ou livro físico) Nunca experimentei áudio-livro, será que isso é uma falha de caráter? Deve ser muito útil pra motoristas, mas eu só ando de transporte público mesmo. Antigamente eu jurava que jamais abandonaria os livros de papel, e ainda os amo. Mas também amo e-books porque, no fim das contas, o que eu amo mesmo é a história. Greg, meu kindle, é igual uma biblioteca imensa inteirinha na minha bolsa pesando quase nada. Isso é muito importante pra nós, seres humanos que não conseguem viver consigo mesmos se não têm um livro à mão.

6. Você tem algum hábito exclusivo ao ler? Juro que não entendi a pergunta. Hábito exclusivo meu ou hábito que eu só tenho durante a leitura? Well, de um jeito ou de outro, acho que não. Não é tão incomum assim parar a leitura para cheirar o livro, ou abraçar o livro, ou refletir sobre o livro, né? Fora isso, não consigo pensar em nada que eu faça enquanto leio. Vou pagar alguém para me observar e me dizer se eu faço algo incomum.

7. As capas de uma série tem que combinar ou não importa? Acho bom que combinem, né? Qual o sentido de lançar uma série toda desencontrada? É muito sadismo com o toc alheio, me desculpem. Mas, pessoalmente, não me importo mais tanto, mesmo porque estou tentando migrar o máximo possível para o kindle e lá nem vejo a capa mesmo. Meu The Hunger Games é capa dura, enquanto os dois outros livros da série são paperback e eu vivo muito bem com isso.

É isso. Agora me juntei ao universo de pessoas que já responderam esse meme e me sinto uma blogueira um pouco melhor — e uma leitora um tantinho mais louca. Caso alguém nesse mundo ainda não tenha respondido e queira, não deixa de mandar o link para eu conferir!

Esse post é parte integrante do meu BEDA. Para saber mais sobre essa cilada leia esse post. Tem sugestão de tema ou pergunta para a minha pessoa? Deixe nos comentários ou entre em contato.