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A problemática dos centavos

Quem está acompanhando o BEDA, pode ter registrado de passagem a informação de que eu estou atualmente em Kansas City. Ano passado, passei duas semanas maravilhosas em Nova York. Essa é toda a extensão da minha familiaridade com os Estados Unidos da América, mas registrei nesse tempo uma coisa curiosa (para os meus padrões brasileiros): moedas importam.

Todo mundo sabe, no Brasil, que — a não ser que você esteja pagando com cartão de crédito/débito — x reais e 11, 12, 13 e 14 centavos equivalem a reais e 15 centavos, na melhor das hipóteses. x,99, nem se fala, é história para boi dormir; sempre vira x+1 reais. Nas nossas terras tupiniquins, moedas não tem valor. A de um centavo, então, é lenda — nunca vi nem comi eu só ouço falar.

Aí brasileiro chega na américa e é soterrado por uma avalanche de moedas.

Suponhamos que os palmitos sejam moedas

Os primeiros dias sempre são um caos pelo único motivo de: as moedas daqui não têm números escritos. Na melhor das hipóteses, você encontra o apelido da bichinha escrito em letras miúdas e consegue associar o nome das pessoas. Na pior das hipóteses, você senta e chora, porque esse trem é muito complexo.

Não dá nem para tentar dar uma de espertinho e fazer as contas antes para chegar no caixa com o dinheiro já separado, porque por essas bandas o imposto não está incluso no preço dos itens, o que significa que você só sabe de fato o quanto você vai ficar mais pobre quando a pessoa ultra-simpática (sem ironia, I promise) do caixa estiver olhando para a sua carinha atordoada e morrendo de pena da sua completa inabilidade para lidar com aquele monte de discos de metal na sua mão.

helpless

Então você paga em notas. E recebe moedas de troco, todas as vezes. E sua carteira vai inchando, e suas notas vão acabando e aí fodeu geral. Moral da história, encare seus medos e lide com as moedas desde o começo. Porque aqui, moeda é coisa séria. Pennies (moeda de um centavo de dólar) não são lenda, eles não só existem, como abundam. Se sua compra deu 19,13, dezenove reais e treze centavos você pagará. Se seu troco é setenta e oito centavos (coisa que o caixa vai te informar com todas as letras e em voz alta enquanto conta moedas com toda a desenvoltura, apenas para te aomilhar), uma porção de moedas variadas mais três pennies você receberá.

Isso é louco demais para a minha pessoa avessa a discos de metal cunhados. Um conceito completamente inovador, quase contrário aos meus princípios. Fiquei até com vontade de começar um cofrinho quando voltar para o Brasil.

Esse post é parte integrante do meu BEDA. Para saber mais sobre essa cilada leia esse post. Tem sugestão de tema ou pergunta para a minha pessoa? Deixe nos comentários ou entre em contato.

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10 Comments

  • Reply Nananis 11 de agosto de 2015 at 10:00

    Amiga, isso me lembrou duas coisas. A primeira é que quando eu tava na Disney eu realmente andava com um SACO de moedas dentro da bolsa, era bizarro. E pior que eu tinha preguiça de usá-las, e acabava pagando com nota inteira e gerando mais troco que eram mais moedas e… no fim das contas acho que voltei pro Brasil mesmo com aquele saco gigantesco e nem sei o que acabei fazendo com aquilo. A segunda coisa foi uma cena de Kenan & Kel (SIM, ahhaha) que uma senhorinha chega no mercado pra comprar UM PEPINO que custava 89 cents (não me pergunte como eu lembro o valor exato mas eu lembro) e aí quando o cara fala o preço ela puxa uma bolsinha e começa a contar MOEDAS DE 1 PENNY mesmo, tipo 1, 2, 3… hahaha <3

    Te amo! <3

  • Reply Ana 11 de agosto de 2015 at 10:19

    VOCÊ FOI PRA NY! :’))))))))))))))))))
    Nyc é tipo O sonho da minha vida, mas tão tão tão caro. =( Eu remei e muito pra poder viajar no final do último ano, e pra Nyc vai ser quase duas vezes pior quando eu quiser ir (eu nem visto tenho ainda!).
    Mas com a minha última viagem eu aprendi isso das moedas. Todas valem, e elas são de vários valores e tamanhos. As que eu usei em Londres eram todas lindas. Quando cheguei em casa minha carteira estava numa mistureba de moedas: tinha libra, tinha euro, tinha real. And I regret nothing.
    Aproveita a sua viagem!
    Beijos!

  • Reply Ana Flávia 11 de agosto de 2015 at 14:56

    Ei Paloma!
    Primeiro: NY que viagem incrível deve ter sido <3
    Segundo: Aqui no Brasil não me importo tanto com moedas porque acabo usando pra pagar o ônibus, mas, se fosse comum as de um centavo não sei como lidaria.
    A moeda eu até já vi, mas se não é utilizada, deveria ser proibido preços que gerem trocos menores que 0,05 centavos. Baita sacanagem isso.

    No mais, bom proveito! Beijão!

  • Reply Plân 11 de agosto de 2015 at 16:10

    Amiga achei muito interessante isso, não sabia. Tão interessante que já tenho certeza que vou infartar com as moedas nos estados unidos hehe
    Eu já sou um desastre com moedas e troco e etc aqui no brasil mesmo onde moeda é meio mé, imagina nos states onde tudo conta, tudo é importante, tudo é preço quebrado? 🙁
    Me ajuda.

    te amo <3

  • Reply Mia 11 de agosto de 2015 at 16:42

    Tem um post – não lembro de onde, socorro! – que fala das inabilidades da pessoa em lidar com qualquer coisa que envolva números. GENTE, EU SOU A PESSOA MAIS INÁBIL PARA LIDAR COM NÚMERO QUE EXISTE NO SUL DO PAÍS! Me perderia lindamente aí. Seria uma coisa tipo “MOÇO, PEGA TUDO ISSO AÍ, PELAMORDEDELS, EU SÓ QUERO UM SORVETE” hahahaha

    ;*

  • Reply Brendha Cardoso 11 de agosto de 2015 at 20:44

    Palo, já venho comentar decentemente seus últimos posts <333333, mas agora só queria dizer que te marquei numa TAG lá no blog sobre escrita. O nome é ~se eu fosse você~ e a ideia é escrever um texto no "estilo" de escrita algum escritor famoso ou simplesmente de alguém que você admira. Ficarei muito feliz se tu conseguir responder! O link tá aqui, ó.

  • Reply Alessandra Rocha 11 de agosto de 2015 at 20:53

    \hahahahahaa miga na Irlanda é IGUALZINHO, eu fiquei de queixo caído quando vi que no ônibus só aceitam moedas! É lindo! Mas graças a deus as moedinhas de euro tinham todos os números!
    Tenho um cofrinho cheio de moedas aqui que sempre deixo encher e depois vou trocar em alguma loja, só os consumidores desprezam as moedas, a gente que trabalha/já trabalhou no comércio PRECISA delas absurdamente! Sério!
    beijo!

  • Reply Sharoneide 11 de agosto de 2015 at 23:55

    Eu, que nunca coloquei os pés fora do Brasil, nunca imaginei que lidar com moedas pudesse ser tão difícil. Quis te abraçar porque, amiga, como é possível um troço desses? Eu já não sou boa com notas, definitivamente não sou boa com dinheiro, aí ainda vem essa bagunça de moedas? Apenas não saberia lidar.

    amo você <3

  • Reply Rafaela 12 de agosto de 2015 at 14:11

    Amiga,

    Gargalhei com teu post, porque esse problema eu conheço muito bem. Eu, minha mãe e meu irmão vamos acumulando cents até o último dia e, no último dia MESMO, a gente costuma ir em algum supermercado ou algo do tipo e simplesmente despejar tudo e dizer: tó, moça, dá seu jeito aí. Foi a solução mais ~normal que encontramos, porque a gente realmente ABRIU MÃO de entender a problemática dos cents. Nem pra máquina de coca-cola a gente consegue usar. HAHAHAHA

    Beijo!

    Te amo!

  • Reply Chiquinha 12 de agosto de 2015 at 23:23

    Não fazia ideia de que aí na América (amo chamar os EUA de América) era assim. Tipo, what?? Às vezes no livro ficava meio confusa com a dinâmica das moedas (dime? penny? cents? what?), agora algumas coisas estão mais explicadas. Eu gosto de moedas porque adoro descobrir dinheiros inesperados. Tipo, minha mãe ODEIA moeda e não usa nunca, acho que ela acha que no fundo no fundo elas não valem nada. MAS VALEM! Daí como ela vive trocando de bolsa, sempre dou um cata nas bolsas que ficam no armário e acho tipo MILHÕES DE REAIS (na verdade é tipo uns 10) em moeda e fico muito feliz, isso é uma semana de café com pão de queijo na faculdade pra mim #pobrezas #truques #roubos #jornalista

    boa contagem de moedas <3
    beijos!

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